Minhas considerações sobre o livro "Um Jovem Obsessor"



Amigos, 
cliquem no link http://bit.ly/BlogUJO e aproveitem para ler o artigo que fiz para o blog da Editora Dufaux sobre o livro UM JOVEM OBSESSOR.

"Quantos ensinamentos você acha que pode obter com um espírito obsessor? Descobri que são muitos."

Aproveitem a leitura.



Sinopse do livro "Um Jovem Obsessor: a força do amor na redenção espiritual"


SINOPSE DA OBRA


Rodrigo é jovem, e um médium inexperiente. Está descobrindo sua mediunidade e se esforçando para não sofrer com seu dom. Dalva, sua irmã, é uma moça inteligente, bonita e inspiradora; ambos estão se conectando com a espiritualidade para auxiliar Marcos, seu irmão mais velho, que é dependente das drogas.

Jefferson é um espírito obsessor. Perseguir e destruir vidas é o seu trabalho e ele é bom no que faz. Foram longos períodos aprendendo como fazer os outros sofrerem, obsidiando, aniquilando sonhos e perseguindo famílias inteiras.

Para esse caso, nada menos foi exigido dele. Ele comandaria um grupo de obsessores para levar a Rodrigo e sua família a dor e a desesperança, se utilizando de Marcos, o irmão viciado em drogas, para atingir os seus objetivos.

Quando uma força arrebatadora, por meio do amor de sua avó, o coloca na rota da redenção espiritual, Jefferson se depara com sua mais íntima essência e enxerga, como no reflexo de um espelho, o quanto pôde ser cruel e tirano todos esses anos.

Mas como reverter tantos enganos? Como se libertar da Organização das Trevas na qual estava inserido e subjugado? Como pagar a conta de tantas atrocidades?

Jefferson descobrirá.


Significado do amor materno na vida do Espírito



Amigos, 
Cliquem no link http://bit.ly/Mae-valor
e reflitam junto comigo com o texto que escrevi no Blog da Editora Dufaux dedicado a todas as mamães: 

“Para a nossa evolução, termos quem nos ama nos acalenta a alma, mas amarmos seja a quem for (filhos ou não), nos transforma e nos sustenta para seguirmos mais além.”


Aproveitem a leitura e 
Feliz Mês das Mães!

Quero desaparecer, sumir!

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Poucas são as pessoas que podem afirmar que jamais, jamais falaram isso.

Quero desaparecer, sumir!

Na maioria das vezes, afirmamos isso em momentos de grande cansaço, quando olhamos para todos os lados e nos vemos sobrecarregados, sem tempo, sem vida.

Atribuímos esse cansaço a tudo o que vivemos, a todas as atribulações que se apresentam diariamente e fica parecendo que não temos saída, que nada daquilo vai mudar.

Será verdade?

Primeiramente, quero dar uma boa notícia: tudo passa, da mesma forma que depois da tempestade sempre vem a bonança! Aquela poderá demorar o que for, mas depois dela virá o momento de tranquilidade e paz na natureza, porque esta precisará se recompor.

Se observássemos com esmero o exemplo mais fiel da criação divina (que conhecemos), perceberíamos que a natureza se recompõe no tempo dela. Cada criatura, animal ou vegetal, se reorganiza no tempo certo de sua espécie, nunca antes disso.

E nós, seres humanos? Qual o nosso tempo?

Bem, eu diria que, para as leis divinas, existe um tempo limite, mas, até chegar a ele, esse tempo se relativiza quando pensamos em nossa escala evolutiva, sendo cada um o seu relógio, porque dependerá de como reagiremos a cada tempestade, de como resolveremos as pendências que ficarem após cada intempérie.

Então, o que fazemos?

O “quero desaparecer, sumir” é um pedido de socorro! É o nosso Eu jogando para fora o seu aviso de que algo não está bem, que ele não está confortável com o que está acontecendo e que precisamos tomar providências.

Infelizmente, reclamamos muito, mas ainda não damos muita atenção ao que falamos! Em razão disso, precisaremos do outro nos escutar e nos avisar sobre isso.

Esse proceder inconsciente de levar para os nossos ouvidos o que não está bom, nos possibilita não implodirmos, seja porque desabafamos, seja porque podemos nos escutar e mudar. Mas, para tanto, precisamos estar atentos às nossas próprias declarações verbais, e, se não estivermos, damos a oportunidade para o outro nos ajudar.

E isso nos descortina mais um instrumento de auxílio, um alarme sobressalente que nos ajuda de forma transversa. Pensem: está em nós o conflito, mas, se não nos percebemos nesta batalha íntima, teremos o outro para nos alertar de estados de espírito que nos abarrotam o ser.

Quero afirmar com veemência que não estou dizendo que somos dependentes do outro para ficarmos bem, estou dizendo que se não fizermos por nós, alguém poderá fazê-lo, se ele se importar verdadeiramente.

Segunda boa notícia

Saída deste estado existe, talvez não a estejamos encontrando.

Se estou sobrecarregada, se estou cansada, o que provocou isso?

Vocês podem afirmar que foram as circunstâncias da vida, mas não são elas os agentes delituosos do nosso estado íntimo deplorável.

As circunstâncias vêm com um fim e tenham certeza que não é para o nosso mal. Se assim é (e é, porque essa é a Lei), então, a sua chegada não poderia acarretar o nosso desgaste, mas se faz é porque NÓS não estamos reciclando o que há de bom nela nos colocando como vítimas da Justiça Divina.

Falando assim, vocês podem pensar que tiro de letra todas as circunstâncias da minha vida, que não afirmo que quero sumir, o que não é verdade! Mas, percebo que a cada vez que me dou o direito de me escutar, percebo que posso mudar o meu estado de espírito, que posso fazer algo por mim mesma e ficar bem (pelo menos não sofrer tanto no decorrer das experiências).

Quando afirmamos que queremos desaparecer ou sumir, estamos afirmando com todas as palavras e sentimentos (mesmo que ainda não saibamos disso) que está na hora de mudar o nosso proceder, mudar como estamos encarando e vivenciando cada experiência.

Verdadeiramente, estamos apertando o alarme de “incêndio” e dizendo que está na hora de refazermos a nossa visão sobre a vida e alteramos os nossos passos dali para frente.

Como?

Posso trazer alguns exemplos para vocês entenderem o que falo:
  1. no trabalho, se não estamos exigindo de nós uma perfeição inatingível;
  2. em casa, se não estamos nos fixando somente nas tarefas, deixando de curtir a presença daqueles que nos são caros;
  3. no lazer, criando expectativas altas demais que este momento não pode proporcionar...

Em cada um deles, o que sentiremos será somente sobrecarga, somente uma frustração por querermos colocar em prática algo que está sob um parâmetro irrealizável, nos mostrando (falsamente) que somos incompetentes.

Para não nos sentirmos assim, precisamos entender que, possivelmente:
  1. nos perdemos em alguma curva do caminho, 
  2. que precisamos nos entender, 
  3. que a vida é nossa amiga e 
  4. que o mundo em que vivemos depende de como o enxergamos e reagimos a cada experiência vivenciada.


O que estou tentando dizer?

Quando afirmo que estou querendo desaparecer, sumir, estou dizendo para mim mesma e para o mundo que o meu mundo está em desalinho e que, por incrível que pareça, não estou sabendo como arrumá-lo, não estou sabendo quem eu sou.

Estou dizendo que, mesmo ainda sem perceber, já estou dando os primeiros passos para me preparar para aceitar ajuda, porque posso (ainda) ficar refratária a qualquer esclarecimento vindo de mim ou do outro, mas, que o meu “jardim” já está pronto para receber sementes.

Estou também dizendo, e suplicando, que não exijam muito de mim para a solução rápida deste novo processo, porque quero muito me encontrar, quero muito me entender, mas ainda não sei como.

Estou dizendo que, apesar de perdida, não quero que se afastem (muito) de mim porque eu vou chegar as devidas conclusões um dia e precisarei do carinho de quem me ama para enfrentar essa mudança.

Quando eu afirmo que quero desaparecer, sumir, estou tentando dizer (para mim e para o mundo) que sou humana, que tenho limitações e que não posso solucionar tudo o que está a minha volta, mesmo que eu tente.






O que significa tanta violência ao nosso redor?

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Mais uma chacina! Agora, foi em uma escola em Suzano, no Estado de São Paulo. Jovens e adultos mortos após um ato de violência de dois adolescentes que, ao final, estavam mortos também.


A maioria de nós ficou se perguntando o que levou esses jovens a tomar essa atitude, porque, em nossa mente, há uma necessidade de entendermos o que leva alguém a atentar contra a vida alheia ou a sua própria, sem qualquer hesitação.

É possível que consigamos saber a resposta algum dia, mas, neste artigo, tendo como base essa tragédia, gostaria de não me apegar ao motivo, mas sim a descoberta de quem estamos segundo as posturas que adotamos frente a ela.

COMO REAGIMOS A SITUAÇÕES QUE NOS ESCANDALIZAM


  • Diante desta situação tão estarrecedora, qual foi ou está sendo a nossa postura? Como estão as nossas emoções e sentimentos?
  • Diante de tanta violência no mundo, como podemos viver tranquilos? Como podemos acreditar que dá para sair de casa e nos arriscar nas ruas onde parece que estamos totalmente desprotegidos?

Numa resposta singela, eu acredito que tentamos não pensar em nada disso, buscando acreditar que nada acontecerá conosco ou com quem a gente ama; que estamos entregando nas mãos de Deus e seguindo em frente, porque não temos muitas alternativas ou, se as temos, tomamos todas as providências que conhecemos para que essa violência não nos atinja.

E NOSSAS REFLEXÕES CONTINUAM...

Além destes questionamentos acima, cujas respostas não devem ser esquecidas, outros se fazem necessários para termos luz onde parece que há somente desesperança:


  • Porque estamos encarnados neste momento e neste país tão inseguro?
  • Porque estamos tendo que passar por isso?
  • Se não retroagimos, porque parece que estamos dando passos para trás, quando antes pensávamos que estávamos mais adiantados espiritualmente?

PENSANDO ALÉM DO SER MATERIAL

Começo o meu raciocínio afirmando: eu acredito que não retroagimos jamais em nossa evolução, mas também acredito que podemos nos iludir diante de nosso próprio progresso moral. Quando pensamos que já aprendemos algo plenamente, vem a vida e nos traz várias oportunidades para nos enxergar agindo e reagindo às circunstâncias e nos desnudando frente à nossa própria consciência.

Sendo recorrente esse processo, podemos afirmar que ele deve ser o método que a vida entende ser verdadeiramente eficaz para nos fazer enxergar como realmente estamos, porque, infelizmente, em algumas experiências, ainda não sabemos diferençar quando estamos somente entendendo ou quando já aprendemos.

Em razão deste desconhecimento, nos surpreendemos quando, vivenciando alguma circunstância, nos vemos reagindo em contradição ao que dizemos acreditar ser o mais correto ética e moralmente.

Sejamos honestos:


  • Qual a nossa reação, emocional e racional, em circunstâncias como da chacina de Suzano?
  • Em nosso pensar ou agir, somos superficial ou verdadeiramente cristãos?
  • Se somos verdadeiramente cristãos, valorizamos o nosso aprendizado?
  • Se somos superficialmente cristãos, quais os motivos que nos levam a acreditar que seria certo pensar ou agir diferentemente dos ensinamentos de nosso Mestre Nazareno[1]?

As perguntas são muitas, não são? Mas, quero deixar claro que elas são necessárias para abraçarmos uma futura mudança porque serão as respostas delas que nos mostrarão o porquê de estarmos encarnados, cada um em um local do mundo, tendo que vivenciar os problemas nele existentes. Quanto a nós, brasileiros, vivemos em um país em desenvolvimento e a violência ainda faz parte de nosso cotidiano, infelizmente. Sobre este pormenor, quero expressar, dentre tantos, dois pontos de vista:


  • primeiro, se estou vivendo em um país violento, algo ainda preciso aprender. Se a violência está em mim, seja ela qual for, necessito dos bons exemplos da passividade, mas também de me deparar com uma violência semelhante ou maior do que a minha para perceber que ela não deveria ser tolerada, tampouco justificada quando é executada;
  • segundo, se hoje não vivo em um local violento, mas sinto que ainda há violência em mim apesar do ambiente que me cerca, posso somente ter tido a oportunidade de uma existência mais branda, onde não deixarei de aprender outras vertentes, ficando para outro momento a lapidação profunda do meu “Eu selvagem”.

Se assim é, conseguiremos encarar a atitude daqueles jovens com mais caridade? Conseguimos enxergá-los em nós, mas que, em razão de nossa busca em nos melhorar, já demos início o nosso aprimoramento?

Se vocês estão respondendo que não, eu trago outra pergunta: será que jamais mataríamos alguém, se nos deparássemos com aquele que colocou em perigo ou maltratou um amor de nosso coração?

COMO AGIR

A espiritualidade nos ensina, a cada texto psicografado, a sua visão ética e moral de amparo e auxílio aos irmãos que estão perdidos e que se encontram nas trevas. Não importa os débitos contraídos por eles, o auxílio e o amor empregado pelos “obreiros do senhor” serão sempre os mesmos.

Imagino que alguns de vocês já estão quase desistindo de ler porque estão pensando que, desta vez, eu estou “delirando” e que eu não sei o que digo, mas, isso não é verdade.

Tivemos muitos exemplos entre nós de pessoas comuns que superaram suas próprias dificuldades e nos mostraram que era possível serem melhores.

Claro que, se temos dificuldades ainda em aplicar alguns dos ensinamentos do Cristo, não será de um dia para o outro que os absorveremos. Eu mesma não sei o que faria se alguém fizesse mal a uma pessoa por mim amada, mas, o que eu sei é que tento todos os dias melhorar o meu Eu e enxergar o mundo com olhos mais sábios.

Para isso preciso acreditar que existe uma razão justa para todos nós estarmos aqui e nos depararmos com pessoas que parecem estar mais evoluídas ou mais atrasadas ética e moralmente que nós.

FINALIZANDO

Concluo, portanto, que o que nos dará a chance de não termos de voltar a repetir este “ano letivo” é aprendermos as lições que a vida nos oferece, sempre lembrando que o nosso professor é O melhor, O mais Misericordioso e O mais Justo.

Diante de tanta violência, de tantas dores, de tantas dificuldades, tentemos mudar o nosso pensar para compreendermos que as experiências (boas ou não tão boas) vivenciadas são úteis e necessárias para o nosso crescer; que com fé e/ou otimismo conseguiremos superá-las; e, compreendendo-as, passaremos com louvor para outros níveis de aprendizado. 

Ao meu ver, o resultado prático dessa ação (= mudança de como encaramos a nossa realidade) já seria sentido por ficarmos de luto pelo sofrimento de pessoas que nos são desconhecidas (as famílias que tiveram os seus amados arrancados de suas vidas), mas, também ficarmos de luto pelos dois jovens assassinos que, apesar de poderem nos entristecer com as suas ações, não deixariam de ser vistos como nossos irmãos em Cristo e merecedores de outras oportunidades de crescimento[2].



[1] Ou outro mestre que vocês possuem como referência de luz e consolo para as suas almas.
[2] Em nenhum momento, estou defendendo a ideia que eles ou quaisquer outros não sejam responsabilizados pelos seus atos. Mas, que não os vejamos como monstros, porque estaríamos refletindo neles toda as nossas mazelas.





O Carnaval está chegando, o que podemos ou não fazer?



O Carnaval está chegando e ele é uma festa especial para muitos brasileiros, não somente porque é um feriado prolongado, mas porque, para muitos, é um período em que estes esperam esquecer as suas tristezas e deixar a vida os levar (pelo menos nesses dias), não havendo limites para as suas vontades e os desejos.

Em razão disso, algumas religiões são contrárias ao carnaval, tendo como base a própria Bíblia. 

ARGUMENTOS CONTRÁRIOS BASEADOS NA BÍBLIA

“Atualmente, o carnaval é uma festa em que o ser humano cultua o próprio corpo, satisfaz os prazeres carnais e pratica todo tipo de orgia. Em Colossenses 3:17, lemos que os cristãos devem fazer tudo em nome de Jesus. A palavra que ressalta é a palavra tudo: tudo o que fizermos, devemos fazer porque representamos alguém, Jesus. Glorificamos a Deus com o que fazemos ou onde estamos? É para a Sua honra e glória? Sempre que a resposta for "sim", podemos fazer.”

“Deus em Sua Palavra diz-nos que o pendor da carne dá para a morte (Romanos 8:6), a Sua vontade é que fujamos de tudo aquilo que não O honre, e que vivamos uma vida de santidade. 1 Tessalonicenses 4:3 diz que a vontade de Deus é a nossa santificação, ela é um processo.

A Bíblia lembra-nos em 1 Coríntios 6:19, que o nosso corpo é o santuário do Espírito Santo, que todas as coisas me são permitidas, mas nem tudo me convém. O carnaval é uma identificação com as práticas do mundo, quando participamos nos identificamos com tudo o que nos oferece. E a pergunta que deve ser respondida por cada um de nós é: honramos a Deus quando participamos?”[1] (grifos no original)

Bem, vou somente até aí.

Para algumas pessoas, o carnaval é exatamente isso: uma festa pagã onde o homem acha que pode fazer o que quiser, se perdendo em seus desejos carnais. Mas, será que é isso?

OUTROS PENSAMENTOS

Eu acredito que não é o ambiente que faz a pessoa, mas sim a pessoa que o molda.

Se eu gosto de pular o carnaval com os meus amigos, preciso deixar de fazê-lo? Digo que talvez não deva frequentar alguns lugares específicos que você sabe que as pessoas estão agindo sem qualquer responsabilidade, colocando em risco até a integridade física delas e a sua. Mas, nem todo lugar será assim e nada o impede de se divertir.

Fico me perguntando o que Jesus nos diria? Ele foi o primeiro a nos mostrar que devemos dar o melhor exemplo, ir aos necessitados e não nos afastar deles. Se todo bom cristão, que tem a intenção de pular com responsabilidade, se esquivasse desta festa, onde os que “agem na perdição” teriam bons exemplos a seguir?

Tentarei explicar o meu pensamento: podemos pular atrás do trio elétrico sem nos mancharmos pelas “devassidões humanas”, porque já portamos a compreensão que a exacerbação de nossos desejos (pela felicidade sem limites) não é a solução de nossa dor! Vou além, o que adiantaria vivenciar quatro dias de puro prazer e, ao acabar, se deparar com a mais pura realidade? Só pioraria o seu estado emocional e psíquico.

Continuo ainda na análise e me pergunto: o que seria da pessoa que está se perdendo nas drogas e no álcool se não tivesse alguém para provar, através de seus exemplos, que ele pode e deve sair daquele caminho?

Me lembro que nem sempre o Carnaval foi assim! Se você tem mais de trinta anos, lembrará das marchinhas nos clubes e o quanto era gostoso dançar e se alegrar com os amigos e familiares. Não havia necessidade de muito. Juntos com eles, esta festa somente servia para deixar a tristeza e as preocupações de lado (só um pouquinho), deixando as músicas os alegrar.

Já ouvi depoimentos de jovens que, em razão de enxergar a sua degradação e perceber que algumas pessoas conseguiam escapar daquele caminho “da perdição”, se viram na esperança de poder fazer o mesmo. Será que não foi semeada uma nova postura para estes jovens em seus futuros? Não posso me furtar em dizer que aqueles necessitam muito mais do que exemplo dos outros, necessitam também de sua (dos jovens) vontade sincera em querer mudar, mas já é um começo! Não é para isso que vivemos neste planeta escola? Não é para também aprendermos com as atitudes responsáveis e irresponsáveis dos outros?

Hoje, algumas igrejas estão, elas mesmas, formando festas de carnaval para os seus jovens. Eu achei lindo quando vi um vídeo dos jovens evangélicos dançando e se divertindo em um ambiente de descontração e alegria.

Isso só me fez pensar se é a festa do carnaval que é ruim ou é o comportamento humano equivocado que a está desmerecendo?

Acredito que é a segunda opção e isso vem de séculos! Antes haviam os Bacanais, as Sarcéias, as Saturnálias, etc. todas festas pagãs com objetivos próprios, mas que serviam para a subversão social, para os prazeres da Carne e adoração de deuses expressivos da época.

DIREITOS E DEVERES DOS FOLIÕES

Mas, é claro que, se você não gosta deste tipo de festa, está no seu direito de não ir. Eu, por exemplo, não gosto de aglomerações nas ruas (já estou velha rs), mas não me esquivaria de ir a encontros de amigos no carnaval onde poderíamos dançar e nos divertir.

É claro que o carnaval é uma festa que traz felicidade, mas traz também responsabilidade para todo aquele que fizer uma escolha, boa ou não tão boa.

Como tudo que diz respeito ao nosso ser, nossas ações trazem consequências e, na maioria das vezes que intencionalmente “chutamos o balde”, sem querer pensar sobre o que fazemos no momento presente, ele (o balde) cai na nossa cabeça.

São quatro dias de muita folia, onde poderíamos nos refugiar dos problemas do cotidiano, descansando a nossa cabeça, construindo novas amizades, aproveitando a alegria.

Por isso, não execremos o carnaval, mas não aceitemos de nós um comportamento que nos trará consequências futuras danosas e que não desejamos vivenciá-las quando “sóbrios” estivermos.

Sejamos honestos conosco, procuremos entender os nossos reais motivos por estar na folia e arquemos com eles quando a vida reagir às nossas escolhas, porque sejam essas escolhas boas ou não tão boas, os aprendizados virão.

POR FIM...

Finalizo dizendo que, respeitando o livre arbítrio como instrumento divino, se o nosso desejo é pular o carnaval, procuremos um lugar saudável para frequentarmos e não nos sintamos culpados por gostar de uma festa alegre e divertida.



[1] In https://www.respostas.com.br/o-que-deus-diz-sobre-o-carnaval/


Qual é a sua razão de viver?



Começamos a nossa conversa com essa pergunta e, não se iludam pensando que ela é simples, porque muitos terão dificuldades em respondê-la.

Podemos ter respostas prontas do tipo: a minha razão de viver é a minha família, meus filhos, meus pais, minha realização pessoal... somente porque sabemos que seriam as respostas mais “certas” para darmos. Mas, elas estampam a nossa realidade?

Como agimos todos os dias? Como demonstramos a relevância destas pessoas no nosso dia a dia? Será que é somente quando elas partem que analisaremos o nosso comportamento em relação a elas?

Para as primeiras questões, deixo as respostas para a sua análise pessoal, mas para essa última pergunta a resposta é: na maioria das vezes, sim, infelizmente. É somente quando alguém que muito amamos se vai que paramos para sentir a sua falta, a sua relevância em nossa vida e sofremos por não termos dado um pouco mais do nosso tempo para ela em nosso cotidiano.

Em que pensamos quando acordamos? É na família, no trabalho ou na ascensão social que quero alcançar? Tudo junto?

Falamos de nossas famílias, amigos, companheiros de jornada, que nos acompanham, nos amam e nos encorajam a seguir com a vida, principalmente quando ela não está fácil. Falamos de trabalho e ascensão social... mas, será que não falta alguém ou alguma coisa nesta relação?

Existe alguém para quem muito lutamos, mas pouco analisamos a sua relevância; que, normalmente, é esquecido, é desvalorizado, e jamais é poupado de nossos desequilíbrios. Ele é quem mais serve de alvo de nosso julgamento e críticas, de nossa intolerância e descrédito frente às suas dificuldades. Esta pessoa que tanto necessita de nossa atenção e consolo, de nossa tolerância e caridade, de nossa valorização e tempo para ampará-la, amá-la e compreendê-la, deveria ser aquela que jamais daríamos às costas porque sem ela nada poderíamos ser, fazer ou aprender.

Essa pessoa é o seu Eu.

Vai parecer clichê, mas quantos de nós se valoriza? Quantos procuram conhecer a si mesmos? Quantos param para, verdadeiramente, descobrir o que os incomoda, o que precisa ser mudado, o que necessita para um crescer com menos dor? Quantos de nós se dão paz?

Hoje, graças a Deus, muitos são os que estão se voltando para compreender o seu papel nesta grande Escola da Vida. Estão se buscando, porque algo está faltando e este algo é a ligação mais profunda do seu Eu, da sua Chama Divinal, com o ser consciente.

Outros, porém, ainda não acordaram para isso. Enquanto estes continuarem depositando a sua razão de viver em algo ou alguém que não seja o seu Eu mais profundo, tudo ficará sem sentido, não se sentirão aptos para a sua caminhada evolutiva, não acreditarão em sua capacidade de enfrentar os desafios da vida, sofrendo profundamente diante das adversidades porque não se fizeram aliados de si mesmos. Sozinhos sucumbirão ante as dificuldades que lhes fazem ascender.

Lembrei do pontinho preto no imenso lençol branco. No que vocês fixariam a sua atenção? Se a sua resposta é para o pontinho preto que o está incomodando, você acabou de descortinar uma sábia manobra da vida para o seu crescimento íntimo: tudo o que o incomoda o leva a prestar mais atenção nele, o faz querer consertá-lo ou modificá-lo para que fique bem alinhado aos ditames do que você acha ser o certo. Então, concluímos que não são ruins os pontos negros em nossos lençóis, porém, como escolhemos enfrentá-los ou como exacerbamos os nossos incômodos é que fará a diferente!

Por ainda não compreendermos o quanto ele (ponto preto) pode nos fazer progredir, fixamo-nos neste, reclamando do lençol ter sido maculado, e esquecemos que a sua função de cobrir não está perdida e que o ponto preto pode ser lavado.

Reclamamos tanto daquilo que nos incomoda que deixamos de valorizar o que temos de positivo e deixamos de agir com todo o nosso potencial para enfrentarmos as adversidades. Como reflexo desta nossa postura, não nos valorizamos, não nos perdoamos, não aceitamos as nossas limitações, criando um vazio existencial.

Por exemplo, eu não consigo fazer algo que outras pessoas fazem bem. Em razão disso, me condeno pela minha incapacidade. Estaciono no meio do caminho ante o meu cruel julgamento. Mas, se voltamos para nós os olhos da tolerância e amor, perceberíamos que isso nós ainda não conseguimos fazer, mas outras tantas coisas fazemos com muita competência (= relação do ponto preto com lençol branco). Isso é nos conhecermos.

Sei que podem estar pensando que eu os quero egoístas e pensando somente em si. Claro que não é isso! O que estou dizendo é que, para nos doarmos por inteiro, para estarmos bem com quem amamos e com o mundo, temos que agir da mesma forma conosco.
Para tanto, precisamos saber quem somos nas boas ou más tendências. Isso não é egoísmo, isso é auto amor. Quando nos amamos com consciência, conseguimos amar muito mais profundamente o outro que está ao nosso lado.

Infelizmente, ao não nos amarmos com sabedoria, nos fixamos muito mais nas nossas más tendências e nos convencemos que não somos capazes de valorizar quem somos e, por consequência, quem está ao nosso redor.

Conhecer a si mesmo vai além do saber do que somos capazes, é também olharmos para nós sem uma visão deturpada de nós mesmos. Precisamos nos esforçar para nos parabenizar pela caminhada árdua que trilhamos até onde estamos.

A nossa razão de viver deve estar pautada, primordialmente, na vontade de nos “bem compreender”, porque fazendo isso nos “bem capacitamos” na compreensão do próximo e, nesta vibração enobrecedora, tudo se tornará um “bom reflexo” do caminhar seguro do Ser divino que há em nós.