A importância dos relacionamentos


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Somos seres que vivemos na coletividade. Isso é tão importante para nós que somos influenciados por uma lei divina e natural chamada Lei da Sociedade, cujo objetivo é vivermos em comunidade para aprendermos no coletivo e, para isso, Deus nos concedeu as faculdades necessárias ao relacionamento.
Sabemos que existem pessoas que querem ficar sozinhas, ou escolhem uma vida de reclusão e, a princípio, poderíamos dizer que elas estariam contrárias ao estado natural do ser humano. Bem, apesar de O livro dos Espíritos[1] afirmar que querer viver só é um estado de egoísmo, também nos mostra que existem exceções à regra, quando a escolha daquele que se isola tem uma conotação meritória, como por exemplo, fugir do mundo para se devotar ao alívio dos sofredores.
Mas, veja que gostar de estar só é muito diferente de querer estar só. O primeiro pode englobar o segundo, mas, a recíproca não é verdadeira. O primeiro se dá quando você gosta de estar consigo mesmo, de curtir a sua presença. É se autoconhecer. E isso é muito bom porque tal estado não nos impede de curtir a presença dos demais. Já o segundo, pode conotar vários estados de espírito em desalinho associados a um medo não flagrado pelo seu detentor.
Vimos que, para que estejamos indo de encontro ao um estado natural, precisamos ter alguma base racional ou emocional para isso. Vocês poderiam estar pensando no caso em que alguém faz uma opção reencarnatória para viver na reclusão buscando valorizar as companhias que, até então, nunca as tinha apreciado. Sim, esses casos existem, e podem ter certeza que tal experiência marcará essa pessoa, mesmo resignada, diante de sua escolha como toda e qualquer escolha que nos faça mudar as crenças que tínhamos até então. Mas, deixando as exceções e comentando sobre os casos em geral, precisamos estar atentos aos nossos comportamentos, como também aos dos nossos amores, porque estando (ou sendo) nós (ou eles) muito sozinhos, tal postura pode estar sendo alimentada, por exemplo (e não se surpreendam!), pelo objetivo incessante de querermos agradar aos outros.
É certo que vivemos hoje um momento em que a sociedade exige TUDO de nós. Saímos do Oito e fomos para o Oitenta num salto. Estamos vivendo num oceano de cobranças que, vez por outra, suas águas nos afogam. As pessoas estão se sentindo tão cobradas que, por ação reflexa, cobram de si e dos outros também, e o ciclo vicioso se instala. Diante desta realidade, muitos não estão conseguindo enfrentar suas frustrações, por não saberem que tais exigências são irreais, inconcebíveis, impraticáveis, inatendíveis. Se soubessem, reagiriam diferente, não dando margem à adoecerem, abandonarem seus sonhos e suas vidas.
Como não conseguimos atender a todas as nossas expectativas ou daqueles que nos circundam, podemos nos sentir incapazes e, por consequência, fugirmos de suas companhias para não sofrermos com as nossas decepções. “Antes só do que mal acompanhado”, se pensamos ou sentimos que ele estaria nos fazendo sofrer. O problema é que se estamos fugindo dos outros, não estaremos em paz, e isso nos leva a uma vida sem sentido e triste.
Por tudo isso, se alguém está ficando muito só algo pode estar errado, mesmo que essa pessoa sempre tenha sido assim. Precisamos ajudá-la a saber se o estado de solidão em que ela se abrigou é só um momento em que ela precisa se deparar consigo mesma (autoanálise), ou se ela está se refugiando neste estado para não ter de enfrentar alguns de seus medos mais íntimos, porque se for o segundo caso (que pode durar anos a fio), esta pessoa estará deixando de aproveitar uma das bênçãos mais notáveis que o Pai nos concedeu: vivermos na coletividade para aprendermos mais rápido e, se possível, mais felizes.







[1] Editora Petit, Cap. 07, ano 1999, p. 265.


Sempre podemos recomeçar


Todos os dias, temos a oportunidade de recomeçar. Recomeçar para uma nova visão de nós mesmos... recomeçar uma nova vida... recomeçar...
Mas, se não enxergamos que, a todo instante, Deus nos dá a chance de compreendermos um pouco mais sobre a nós mesmos e, por consequência, consertarmos o que estamos fazendo de não tão certo, então, esse verbo recomeçar não nos é conhecido, tampouco vivido!
Quando acordamos, iniciamos um novo dia, mas me pergunto se iniciamos uma nova vida. Será que não estamos vivendo uma rotina tão perniciosa que nos impedimos de enxergar que não precisamos seguir com ela (rotina) sempre e sempre? Será que não compreendemos que a rotina nos dá segurança, mas também nos impede de tentarmos algo diferente quando possível e, por consequência, adquirirmos novas experiências e crescermos com elas?
Observem como nossa vida é toda moldada no tempo... já perceberam isso? Temos o milênio, o século, o ano, o mês, a semana, o dia, a hora, o minuto, o segundo... também temos o dia e a noite, as estações do ano e assim sucessivamente. Cada um desses elementos nos dá a oportunidade de compreendermos que não deveríamos deixar o tempo passar porque temos um tempo de vida nesta existência terrena e ele findará.
Ao contrário de nossa postura frente à vida, o tempo passará, apesar de continuarmos teimando em nos manter na mesmice desta rotina alienatória e de não desejarmos refletir que tudo o que está ao nosso redor tem um motivo útil e necessário para o nosso crescimento individual e coletivo.
Sem perder a esperança, o “tempo” aguarda tomarmos consciência de que ele é um bem precioso e repleto de novas chances para o nosso crescer.
Voltando ao falado acima, quando acordamos, podemos encarar o dia como mais uma oportunidade de compreendermos que o homem velho que foi dormir já não mais existe e o homem novo que acordou tem a capacidade de inovar e ser diferente... se ele quiser. Igual a todo início de ano que estamos determinados a mudar o que não nos pareceu bom, podemos fazer isso todo início de dia, com as esperanças renovadas de que as oportunidades virão para nos auxiliarem nesta proposta.
Na Sua sabedoria infinita, Deus nos deu inúmeras existências e, junto com elas, a contagem dos tempos para que jamais esqueçamos de que podemos recomeçar e recomeçar... quantas vezes forem necessárias, até podermos estar ao Seu lado, vitoriosos e merecedores do lugar conquistado.
Aprendamos a não temer o recomeçar. Ele é, antes de tudo, uma oportunidade divina abraçada por aqueles que querem crescer, por aqueles que não se contentam mais em ficar à deriva nas tempestades de sua existência.
Recomeçar... é somente um presente de Deus para cada um de nós!

Solidão, sensação devastadora.




“Me sinto sozinho(a)!”, “Ninguém liga para mim”, “Não posso contar com ninguém”, “Não sou ninguém”... Não nos enganemos pensando que essas são frases faladas, pensadas e sentidas por quem só quer chamar a atenção. Muitos de nós as pensamos a todo momento, de forma consciente ou não.
Estamos o tempo todo nos colocando à prova sobre as nossas necessidades e sentimentos e, por um motivo ou outro, podemos entrar num turbilhão de emoções que nos levam a acreditar que estamos “sozinhos no mundo”!
E esse sentimento é real ou falso? Antes de responder a essa pergunta, gostaria de levantar outra: eu tenho a exata noção do quanto eu me valorizo nesta vida?
Bem, como eu disse acima, muitos de nós pensamos dessa forma a todo momento. E pensamos, na maioria das vezes, sem nos apercebermos disso. Vivenciamos uma tristeza, uma inadequação e não nos damos conta que o que acontece tem origem no nosso mundo interior por não nos apreciarmos o suficiente para aceitarmos que os outros podem gostar de nós; que a nossa presença é apreciada, não por todos, mas por muitos, o que é perfeitamente natural porque não conseguiremos agradar a todos. Se nem Jesus agradou!...
Isso se dá porque, em razão de pensarmos da mesma forma, nos fixamos somente em quem não nos aprecia e deixamos de valorizar quem naturalmente nos ama e nos quer bem.
Se não conseguimos enxergar esse processo interno, tampouco estas pessoas preciosas em nosso viver, teremos um sentimento muito real de inadaptação e ele será mais do que palpável. Quem se convence que ninguém o ama, se sentirá só e estará só, mesmo que viva no meio de uma multidão de amigos, parentes e amores. A pessoa não se enxergará amada, não se enxergará objeto e alvo de atenção, não se sentirá capaz, não se enxergará merecedora de nada, absolutamente nada.
Sem querer julgar, mas tentando achar uma das respostas para essa visão da “falta” de amor, acredito que muitos daqueles que se sentem assim supervalorizam à opinião alheia, tendo-a como um norteador perigoso. Por exemplo: eu só me sinto competente se os meus colegas de trabalho me elogiarem. Se eles nada disserem, começo a me sentir inseguro(a) e até sem criatividade. Sem perceber, eu deixo de usar algo que eu já possuo por acreditar que me falta o combustível (opinião alheia) que me alimentaria a capacidade de fazer bem feito.
Se fazemos isso no âmbito profissional, imagina o que não fazemos quando é de cunho pessoal!
Nenhum desconforto íntimo deve ser ignorado porque ele se agrava gradativamente. A solidão, quando sentida com intensidade, nos torna cegos. Não enxergamos caminhos a serem trilhados; nos tornamos escravos dos conceitos equivocados que vamos abraçando sobre nós mesmos; e, encarcerados a estas falsas impressões, tomamos atitudes drásticas para nos vermos livres dos grilhões da dor que nos sufocam.
Quando chegamos a este estado, o sentimento de inadequação é muito doloroso. Para aquele que o porta, o auxílio vindo somente de si deixa de ser suficiente e há a necessidade de uma ajuda externa para reconquistar o seu equilíbrio emocional. Acredito, piamente, que a associação do entendimento espiritual (seja de qual religião ou postural moral adotada for) com o auxílio profissional (terapias, tratamentos médicos) seja a resposta para um “navegar” a “portos” emocionais mais seguros. Em ambos os casos, tais ajudas levarão ao “solitário” maior capacidade para conhecer a si mesmo e, por consequência, enxergar melhor a realidade que o cerca.
Se alguém que amamos está passando por isso, mesmo que não entendamos o que está acontecendo com ele, não devemos deixar de ajudá-lo. Sem culpá-lo ou criticá-lo, percebamos que cada um de nós é passível de passar por isso em algum momento.
Assim, mais chances aquele com quem nos importamos chegará a sua autodescoberta e mais rápido poderá voltar a sorrir, não mais sentindo-se só.

O que somos perante a nossa (in)utilidade?


Durante toda a vida, crescemos trilhando o caminho equivocado da busca da nossa utilidade.
E isso se dá porque escutamos os sons da sociedade a nos hipnotizar, dizendo que só teremos o que desejamos, que só merecemos ser felizes se formos produtivos para nós, para a nossa família, para os amigos, para toda a sociedade. Esses sons não estão totalmente errados!
Vivemos toda a vida tentando ser produtivos para atender às nossas (e às dos outros) necessidades exteriores, não parando para nada. E mesmo que pareça um contrassenso ao que já afirmei, não paramos nem para nós mesmos! Esquecemos de nos dedicar ao nosso ser interior, alimentando tão somente com as nossas atitudes às paixões e carências externas que este nosso Eu material exige.
Vocês podem pensar assim: “mas, eu faço muito pelo outro! Isso não é bom?” Claro que é, mas a pergunta certa dentro deste contexto é: “porque eu me dedico tanto a esse alguém?” Se estivermos fazendo isso para que tenhamos um retorno, estamos, inconscientemente, reproduzindo o ciclo da utilidade x inutilidade, porque enxergamos no próximo o ser produtivo que é hoje ou amanhã. E se ele se transformar num inútil? Um exemplo bom é a história de termos filhos para que eles nos amparem amanhã.
Quem gostaria de usufruir de algo que não foi merecedor de conquistar? Estou aqui dando umas risadinhas, porque a resposta da minha mente foi “Muita gente”... Mas, relevando essa nossa tendência (rsrsrs), refaço a minha pergunta: “existe sentimento mais gostoso do que aquele que temos ao usufruir de algo que conquistamos com o nosso próprio esforço?” Realmente, é impagável. Mais ainda quando percebemos que o resultado de nossa construção foi o amor dos que amamos e que eles nos valorizam pelo que somos, não pela nossa utilidade. Mas, como não determinamos nada na vida do outro, só dependerá do outro como agirá conosco no futuro! E a nós, não nos magoarmos ou nos decepcionarmos se esse alguém não agir como gostaríamos.
Ainda, temos a providência divina atuando a nosso favor. Lembremos que recebemos a todo instante do nosso viver a incidência da Lei do Trabalho, natural e divina, que nos move a não nos dominarmos pelas tendências preguiçosas e a nos transformarmos em trabalhadores assíduos para a nossa evolução. Mas, ela não se resume só nisso. Em razão da nossa imaturidade e ignorância espiritual, ainda não entendemos que tudo que é divino (e isso nos inclui) tem sua utilidade. Nós ainda não compreendemos que o trabalho que está descrito nessa lei é mais do que estarmos úteis nas atividades de nosso cotidiano, é também estarmos vivos, interagindo com os nossos sentimentos, desejos e intenções com o próximo, com a vida. Este reflexo na vida do outro, seja ele qual for (bom ou não tão bom), serve de aprendizado para ele (e para nós) e, neste toar, também estaremos trabalhando.
Todavia, no mundo material que vivemos, a verdade é que não dá para sermos produtivos (da forma que entendemos o seu conceito) o tempo inteiro. Teremos um tempo de utilidade e, depois, nos tornaremos “inúteis” para a sociedade, até para a nossa família. Adoeceremos, vez por outra, envelheceremos, se Deus quiser, e já não conseguiremos fazer tudo o que antes era muito fácil fazer. Quando isso acontecer, com a visão que temos da vida, tenderemos a ser os primeiros a nos crucificar, a acreditar que para nada mais servimos e que não temos mais merecimento de continuar vivendo.
Só que nós somos aquilo que construímos a vida toda. Não importa que não sejamos mais “lucrativos”, ainda merecemos o nosso respeito e amor por tudo o que já produzimos, seja no mundo exterior, seja no interior dos nossos e nos demais corações.
Admito, todavia, que, diante da minha pequenez, peço a Deus, todos os dias, que eu possa construir muito amor e respeito nos corações alheios para que, quando eu não puder fazer o que faço hoje, possa ter alguém que aguente a minha “inutilidade” pelo valor que eu tenho em sua vida. Mas também peço que eu não deixe, mesmo só, de ser feliz por enxergar o quanto fui e sou útil somente pelo fato de existir, de me amar.

Quem somos diante de nossa (in)utilidade? Somos aqueles que souberam construir amor.

Pequeno recesso. Aguardem nosso retorno!


Amigos queridos,
peço desculpas pela falta de postagens, mas estou viajando e curtindo a minha família.
Agradeço a Deus por tantas bênçãos, as amizades que construímos e os amores conquistados.
Agradeço e peço a Deus por todos nós, que almejamos algo mais que só os bens terrenos. Que os tesouros da alma possam ser enxergados, conquistados e vivenciados por todos nós.
Abraços fraternos.

O que nos liga ao Bem?


Hoje, eu estava psicografando o próximo livro com Ezequiel e me deparei com uma passagem que me marcou. Fiquei imaginando o quanto era óbvio o que foi escrito, mas que precisamos nos relembrar vez por outra.

A passagem foi a seguinte:
“Como eu não sabia o que fazer, perguntei ao Caio [mentor da personagem] e ele me disse que o que nos liga aos espíritos, sejam eles quais forem, é o padrão de nossa vibração, é a sintonia que mantemos através de nossos pensamentos, sentimentos e ações com as pessoas ou com o meio em que vivemos. Entendi, portanto, que o melhor instrumento que temos seria analisarmos as nossas posturas diárias e, mudá-las, se entendermos que não estão condizentes com as que deveriam ser vivenciadas por um filho de Deus. Mas, sabendo que essa seria uma segunda etapa de aprendizado para os meus irmãos, ele me indicou outro instrumento valoroso de proteção para o nosso lar que seria a oração feita com fé.”
É engraçado como isso é simples, igual a tudo o que Deus cria neste grande universo! Para que fiquemos bem, simplesmente, precisamos agir no bem. Precisamos estar em sintonia com o bem, para que não abramos espaço para outro tipo de energia ou influencia sobre nós.
Percebem como Deus é perfeito? Tudo depende exclusivamente de nós e tão somente de nós para a criação do estado em que nos encontrarmos.

Esta passagem fala sobre as influências dos espíritos em nossa vida, em nosso lar. O interessante é que, na maioria das vezes, somente pensamos naqueles que, pelo seu estado de ignorância, não nos querem tão bem. Como o mentor da personagem disse, isso também vale para os espíritos do bem. Eles somente conseguirão nos ajudar, nos orientar, nos “proteger” seja de quem for (até de nós mesmos) se estivermos em sintonia com eles. Como em um rádio AM/FM, só escutaremos uma delas se estivermos sintonizados na frequência certa da escolhida.

Para que não haja uma interpretação equivocada, no entanto, preciso explicar melhor o que seriam essas posturas diárias e orações, porque, como tudo o que construímos, elas nos levarão exatamente ao que almejamos.

Pensem comigo: se estou crescendo, significa que ainda não sei tudo. Se não sei tudo, quer dizer que ainda me equivoco naquilo que acho que é bom ou ruim para mim. Se assim é, mais uma vez, minhas posturas e orações podem estar tendo como base um pensamento ou uma premissa errada que me levaria a agir no mesmo equívoco. Posso orar pedindo ao Pai algo para mim, mas estar, ao mesmo tempo, prejudicando alguém nesta mesma boa intenção para comigo. Então, como fazer?

Estou aprendendo que, na ignorância, agimos errado, mas o que conta é a nossa intenção real. Por exemplo, posso matar alguém e não sofrer as consequências deste meu ato como se assassina fosse porque eu não tinha nenhuma noção de que minhas ações poderiam ocasionar tal resultado. Exemplifico: estou em um outro país e vou retornar ao meu. Quando entro no avião, começo a sentir dor de cabeça e uma renite que atribuo a uma virose. Quando saio dele, vou para casa, mas a minha virose piora e vou para o hospital. Lá, descobrem que o que tenho é extremamente contagioso e algumas pessoas que estavam no avião morrem em razão disso. Posso ser responsabilizada pelas mortes que provoquei? Assim é a incidência das leis divinas sobre os resultados de nossas ações. A lei SABE a nossa intenção e, por saber o que nos moveu a agir, somente incidirá sobre nós na exata proporção de nossa responsabilidade. Somente colheremos aquilo que realmente plantamos e tal colheita será baseada na nossa capacidade de compreender a lição daquele aprendizado. Essa é a lei.

Por isso, concluo que a melhor receita que podemos usar para estarmos ligados ao “bem” é orarmos por nós e pelo outro, entregando-nos às mãos divinas e agindo da melhor forma, na certeza que vivenciaremos as experiências que nos elevarão nos degraus de nossa escala evolutiva. Vibremos no bem, sintonizados no amor sem apego, sem posse e solidário que estaremos com Ele em nossa essência... sempre!



Ano Novo, vida nova!


Mais um ano se passou, mais um ano se inicia.
Como tudo na vida perfeita do PAI, tudo se renova, tudo recomeça, tudo nos demonstra a bondade infinita Dele para conosco nos dando sempre mais uma oportunidade para um novo recomeço.
Será que é isso que nos faz ter a reação de acreditar que tudo vai mudar do dia trinta e um de dezembro para o dia 1º de janeiro? Bem, toda a nossa vida é embasada em ciclos: os dias, as semanas, os anos, as estações climáticas... tudo nos leva a recomeçar, em novos períodos, com novas esperanças. Assim, a cada ano nos damos a oportunidade de abraçar novos sonhos, de buscar fôlego da onde parece não termos mais forças para dar nenhum passo a mais...
Esse ano de 2017 foi considerado para muitos como um momento difícil para vivermos: muitas dificuldades, muita corrupção, muito desemprego, muita pobreza, muita violência, muitas decepções... Ouvimos inúmeras vezes sair da boca de muitos que este ano precisava acabar logo para dar lugar a algo melhor e que o ano de 2018 seria diferente... “Se Deus quiser!”.
Mas, se não fizermos nada diferente do que realizamos em 2017, o que mudará? Somos nós que fazemos o nosso dia e se nada fizermos para que ele mude, nada mudará efetivamente para nós. Já começamos acreditando que o ano de 2018 será diferente, isso conta com certeza, todavia, o que podemos fazer mais?
Parem e pensem um pouco. O que vocês desejam?
Que tal colocarmos em prática aquele sonho abandonado pela falta de esperança? Que tal construirmos um novo começo, lembrando que o passado foi um momento de aprendizados, mas que ele já passou e não precisamos ficar revivendo as dores e sofrimentos sentidos? Que tal acreditarmos que temos o nosso valor e que ninguém, ninguém, poderá nos pechinchar? Que tal aceitarmos que, se algumas de nossas metas não depende somente de nós, podemos lembrar aos outros que somos andorinhas e que somados poderemos fazer “verão”? Nós não conseguiremos jamais chegar ao final de uma maratona, por menor que seja, se não dermos o primeiro passo. Esse passo é decisivo. Esse passo é o que nos dará a certeza de nossos sonhos. Esse passo é a indicação do nosso Eu dizendo para nós mesmos que “vale a pena” lutar pelo que queremos.
O ano de 2018 será diferente porque queremos que seja. Podemos esperar a providência divina agir em nossa vida porque nem tudo podemos fazer, porque algumas coisas fogem ao nosso domínio. Essa postura é inteligente e menos sofrida, porque não estaremos exigindo de nós algo que não temos poder para mudar, mas, entendamos que para aí a atuação divinal. Todo o resto, tudo aquilo que depende de nós precisa ser batalhado para ser alcançado: um emprego novo, um empreendimento sonhado, um lar harmônico, uma família feliz... tudo precisa ter a nossa “Mão de Midas”, o nosso esforço próprio.
Deus nos dá, todos os dias, um novo ano, um novo recomeço. A cada acordar, Deus nos diz: “Acorde, meu filho, lhe dou mais um dia de sonhos. Estou contigo.” A cada dia, somos pessoas diferentes, que passaram por experiências diferentes no dia anterior e que, no dia que se inicia, daremos a nós mesmos a oportunidade de colocarmos em prática o nosso aprendizado. A cada dia, Deus nos dá a oportunidade de sermos melhores conforme enxergamos o melhor que desejamos ser.
Por isso, agradeçamos ao Pai por essas oportunidades, mas agradeçamos a nós mesmos pelo nosso esforço e nossa construção em cada dia que vivemos e vivenciamos as perfeitas oportunidades presenteadas.

Ano novo, vida nova! Se a gente assim o vivenciar!