A força do nosso pensamento


A Humanidade não tem conhecimento do poder que o pensamento possuiu. Por isso, em razão de não darmos o devido valor ao seu potencial, construímos tantas doenças em nós. Pelo pensamento equivocado, trazemos para nós o desconforto, as tristezas, as angústias, as insatisfações que provocam o desequilíbrio orgânico que causa as doenças físicas.
Nós somos filhos do Supremo Criador e temos em nós o Seu DNA que nos dá a capacidade de construir o que quisermos no nosso mundo interior e ao redor de nós.
Tal capacidade nos dá condições de, devagar, mas com consistência, trazer ao nosso mundo interior a harmonia ou a desarmonia. Sendo a primeira, não precisaremos nos preocupar, mas, vivenciando a segunda, devagar e ininterruptamente, esta produz os elementos intoxicantes que maculam a integridade dos nossos corpos físico e perispirítico. Assim, por meio do pensamento negativo, o segundo corpo é atingido primeiramente, contaminando o primeiro, nos infectando duplamente.
É importante notarmos, porém, que não é da noite para o dia que essa construção se dá. Levamos um tempo para adoecer sob essas condições e isso é uma dádiva da providência divina. Entretanto, da mesma forma que levamos tempo para nos adoecer, precisaremos também de tempo para nos curar, porque o processo de “ida e vinda” que utilizamos é o mesmo. O ponto crucial aqui é que não nos enxergamos adoecendo porque as nossas atitudes vinculadas ao pensamento destrutivo podem até nos incomodar, mas não são vistas como algo preocupante porque são embasadas nas crenças que carregamos. Assim, temos a falsa visão de que adoecemos rápido, o que não é verdade. Levamos anos neste processo de enfermidade e queremos, em dias, a cura de nossos males.
Para vivermos em harmonia e em paz, precisamos cultivar os pensamentos positivos para que não intoxiquemos o nosso templo físico com os vícios inerentes às nossas paixões.
Um bom exemplo é o de uma pessoa ansiosa. Ela leva anos impactando o seu corpo físico e emocional com os seus temores e pessimismo até que se vê em uma crise de pânico. A partir daí, naturalmente, tentará buscar compreender o que a levou a este estado de dor e, compreendo a causa, mudar a sua construção. Essa pessoa, no entanto, não tem condições de mudar radicalmente o seu comportamento, mas poderá, com determinação, conhecer-se para depurar os seus pensamentos e atitudes, atingindo no seu tempo individual a sua cura interior. Friso que, nos casos mais graves, como o que mencionamos, deve-se associar o tratamento psíquico espiritualizado (busca do autoconhecimento e pensamentos construtivos) com o tratamento médico especializado, porque o organismo já estaria intoxicado de tal forma que o doente se sentiria incapacitado de lutar contra a sua enfermidade.
No mais, não poluamos o nosso mundo com incertezas que enfraquecerão quem somos, que enfraquecerão a nossa fé em Deus.

Sejamos positivos sempre porque estaremos, assim, sendo construtores divinos de nossa própria felicidade e cura interior. 

Qual é o peso do nosso fardo?


Algumas experiências passarão sem nos apercebermos delas e outras, serão lembradas por um instante. Outras ainda, por toda uma vida carnal, mas algumas, irão muito além. Isso porque elas nos marcarão e se o fizeram, foi porque, positiva ou negativamente, nos chamaram a atenção para algo importante que há em nós.
Sendo assim, que relevância elas terão para nós? E quais delas serão consideradas verdadeiros fardos que preferiríamos não as ter vivenciado?
Primeiramente, precisamos entender o que é um fardo!
Desde quando eu comecei a estudar a doutrina espírita sempre pensei em fardo (= algo volumoso e pesado) como tudo aquilo que vivenciei (ou vivencio) que foi (ou é) ruim e que me trouxe (ou traz) desconforto de alguma forma, ou seja, sempre escutei a palavra “fardo” junto à ideia de alguma adversidade na vida do ser em crescimento!
Mas, quanto mais eu estudo e escuto a espiritualidade, quanto mais eu me aprofundo nos conceitos cristãos desta doutrina, mais eu percebo que fardo é nada mais nada menos do que a somatória de inúmeras experiências que me fizeram dar mais um passo para a minha evolução, independentemente de ter sido positiva ou não.
Assim, não podemos simplificar o fardo como se fosse somente as experiências que consideramos negativas, porque as positivas também nos fizeram amadurecer a visão das circunstâncias vivenciadas. Se não entenderam, eu explico: como posso pensar que o fardo é somente uma experiência negativa (e assim menosprezá-lo) se tudo o que eu vivo me acrescenta algo que me dá condições de me superar?
Todo fardo tem o significado de conjunto: fardo de cerveja, fardo de roupas, fardo de palha... Todos eles são formados por seus inúmeros elementos independentes, que, sendo iguais ou diferentes, juntos formarão o “fardo”. Também assim é a vida. Os fardos que enxergamos em nossas experiências são, cada um deles, um conjunto de todos os elementos que vivencio para superar determinada circunstância, com o qual vou amadurecer. E não conseguirei atingir o meu intento sem a somatória de todas elas: das boas ou não tão boas lições da vida.
Se assim é, porque acredito que os meus fardos são pesados? Porque, ainda, pela minha imaturidade, não enxergo o benefício dessas mesmas experiências e me agarro a ideia do peso reunido das circunstâncias que me atormentam o coração, não deixando as boas experiências trazerem leveza ao pacote inteiro.
Ainda, deixo de enxergar elemento por elemento, o que poderia aliviar o tal peso: “se o fardo de cerveja está muito pesado para transportá-lo, aquele que o carrega, pode encarregar-se de retirar do engradado as garrafas vazias para que o peso do fardo fique no limite de suas forças.” Nesta exemplificação, tento mostrar que, na maioria das vezes, somos nós que desejamos carregar um peso desnecessário ou tudo de uma só vez, mesmo quando já podemos escolher dar um fim imediato e útil a algumas experiências que as formam.
Quando nos incomodamos com determinadas situações, isso já é um sinal que poderíamos ter mudado ou deixado alguns desses elementos pelo caminho, mas por nossa livre escolha não nos desagarramos deles. Assim, vejamos: poderemos ser levados a vivenciar um relacionamento abusivo (por sabermos, inconscientemente, que ele será útil ao nosso crescimento), mas jamais estaremos presos a ele. Se estamos, é porque acreditamo-nos dele merecedores e não nos desapegaremos dele até que compreendamos essa verdade.
Em uma síntese, a cada dia, nos deparamos com inúmeras experiências que nos levarão a nos sentir felizes ou tristes, ansiosos ou esperançosos, indignados ou satisfeitos... Tais experiências serão por nós absorvidas como momentos de vivências, em cuja circunstância tivemos uma reação frente aos resultados conquistados. Poderemos abandonar várias posturas e empreender mudanças substanciais no nosso viver, mas para isso, haverá desgaste. Para cada resultado, daremos a nossa nota que estará intimamente ligada à nossa interpretação sobre aquilo que foi para nós bom ou não tão bom. Daí, nos vem a noção do peso de nossos fardos!
Que possamos entender que nada nos é trazido para retroagirmos em nosso caminhar, e que o objetivo da vida não é nos deixar alquebrados pelo caminho por carregarmos pesos excessivos, mas sim que aprendamos que tudo nos é (ou nos foi) útil e enquanto acreditarmos que os nossos fardos são formados somente das experiências “negativas”, as positivas jamais amenizarão os seus pesos.
Qual é o peso do nosso fardo? Aquele que desejarmos lhe dar.

O valor de uma vida


Hoje, estamos vivendo um momento em que as pessoas estão se questionando, todos os dias, qual é o valor de uma vida (?).
Todos os dias, estamos nos deparando com seres humanos matando outros seres humanos por uns trocados, por um tênis, por um sorriso não dado, por um aborrecimento...
E, por conta disso, todos os dias, estamos nos escandalizando com a falta de humanidade dos seres ditos humanos!
Mas, o que mudou no mundo? Antes era diferente? Não, não era. Se olharmos para a história de nosso mundo, nós, seres humanos, nos matávamos desde sempre! A grande diferença é que antes isso não era importante, fazia parte da vida e nós não nos escandalizávamos como agora. Antes, ao contrário, até estaríamos juntos, massacrando vilas, estuprando as jovens virgens e assassinando, com requintes maiores de crueldade, os idosos e crianças indefesas.
O que nos diferencia dos seres humanos de outrora é que, agora, estamos no início de uma conscientização individual e coletiva do verdadeiro valor de uma vida. Em minha cidade, uma jovem médica, mãe, filha, sobrinha, amiga de muitos, foi assassinada e, segundo a polícia, à mando de seu ex-marido. Diante dos motivos expostos, ficamos todos comovidos e indignados e aguardando uma decisão justa para o caso em questão.
O ponto, porém, é que há muito pouco tempo esse tipo de violência que tinha como base motivos torpes ou fúteis eram muito comuns e a coletividade não reagia como está reagindo agora! Isso é evolução!
Estamos começando a compreender que a vida é preciosa, mesmo aquela que é de alguém que não conhecemos, que “não nos é cara”... simplesmente, por ser uma vida! Confesso que estamos nos mobilizando de uma forma ainda tímida, mas é um grande avanço vermos essa coletividade se pronunciar publicamente sobre tais caso e exigir alguma providência! E isso está se dando porque a tal violência está nos tirando de nosso conformismo milenar.
É comum ouvirmos algumas pessoas afirmarem que o mundo está pior, que estamos regredindo! Eu não acredito nisso! Estamos mesmo é ganhando consciência e essa consciência nos permite enxergar, com o auxílio da Luz do Divino Ser, ações de uma humanidade que, devagar, caminha para abandonar essa violência interior que ainda há nela. Essa Luz Bendita deixa às claras, para quem quer enxergar, aquilo que somos capazes de fazer, mas que já buscamos não colocá-lo em prática.
Estou aqui pensando: qual foi a reação de vocês ao ler isso?! Negaram serem capazes de atrocidades? Não se enganem dizendo que, hoje, vocês não seriam capazes de cometer uma infração grave ou um crime de alta periculosidade, porque somos capazes sim. É só termos motivos justificáveis para tanto. Acompanhem o meu raciocínio: para salvar alguém que amamos, mataremos aquele que o colocar em perigo! Podemos fazer isso? Pelas nossas leis, sim. Mas, não é um ato de violência? E ela não está em nós? Não a usaríamos (neste exemplo) justificadamente? Mas, a pergunta que não quer calar é: a vida do nosso ser amado é mais preciosa que a do ser violento e desconhecido? Para Deus não, mas para nós, ainda é, e tudo faremos para protegê-lo.
Apesar disso, já crescemos o suficiente para entendermos que a vida é importante, e somente atuaremos contrários a ela se justificadas forem as razões para tanto.
Jesus revelou uma regra de conduta que, se colocada em prática, nos leva a agir com retidão: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento! Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Ele colocou em poucas palavras tudo o que precisamos ouvir para o nosso crescimento: se amamos a Deus, estaremos amando e respeitando todas as suas criaturas e criações porque Ele está nelas, e, na medida certa do amor que já sabemos amar a nós mesmos, amaremos o próximo.
Por isso, aqueles que já entenderam que a vida é impagável, modificar-se-ão paulatinamente levando o exemplo para os que ainda não compreenderam, dando-lhes a chance para agir diferentemente. Para essa mudança, no entanto, afirma Jesus nesta passagem que será imprescindível que a nossa atuação seja, primeiro, de nós para conosco e, depois, direcionada ao próximo, porque não podemos dar aquilo que não temos.
Sob a ampulheta que conta os segundos divinos, atingiremos o nosso propósito.



Por dentro do jogo da vida



Engraçado como a vida funciona! A gente se prepara para tantas coisas, mas as coisas nem sempre acontecem como a gente quer e, mesmo preparados para o que não queremos viver, quando chega o momento crucial de vivenciá-las, nos sentimos desamparados diante da quebra de nossas esperanças.
Tive a oportunidade de assistir um campeonato de jogos escolares e percebi que, mesmo sendo “do jogo” perder, não houve quem aceitasse, imediatamente, a derrota. Choro, desolação, culpas e arrependimentos... foi o que eu vi entre aqueles que não ganharam as suas partidas. Suas esperanças se foram e o momento do enfrentamento de si mesmos se fez presente, o que não aconteceu com os vencedores!
Felizmente, como em qualquer jogo, também vi união. Vi times inteiros se unindo para um consolo coletivo e individual. Vi jogadores desolados indo abraçar outros e dizendo aquilo que, certamente, também gostariam de ouvir. Vi solidariedade entre os times e o início de belas amizades entre aqueles que somente eram adversários em campo.
Como o esporte ensina! E ensina muito a todo mundo que quiser aprender!
Precisamos aplicar na vida aquilo que o esporte tem como premissa, mas nós, que crescemos, nos esquecemos... a confraternização sem interesse, a solidariedade entre vencedores e vencidos, porque a batalha é só lá dentro das quadras. Fora dali, somos apenas seres humanos em uma escola da vida.
Todos os dias, acordamos sem nos dar conta que a cada dia estamos entrando em mais um jogo, um jogo de aprendizado e de crescimento. Um jogo que faz parte de nosso dia a dia e que nos faz aprimorar a nossa capacidade de nos solidarizarmos com as dificuldades alheias, porque também as temos; um jogo que nos faz aprimorar a nossa capacidade para superarmos as derrotas, porque elas são somente instrumentos que nos dão maturidade para atingirmos patamares mais altos de compreensão sobre nós mesmos. Um jogo que sempre está a nos dizer que não existem derrotados, mas sim que devemos nos esforçar para participar das “jogadas” de superação a cada partida.
Ora, nenhum time consegue vencer todos os jogos todo o tempo. Antes dele ser quem é, precisou “perder” de alguém para se aprimorar e com isso “ganhar” as experiências que o fez ser um time vencedor. Ele precisou de adversários com experiências diferentes para que fosse exigido dele um aprimoramento de suas próprias qualidades.
Assim é a vida agindo sobre nós! Ela nos coloca frente a adversários competentes para nos ajudar no nosso amadurecimento. E, quando estivermos prontos, ela nos colocará frente a outros para podermos ser os adversários competentes que os auxiliarão a agir pela sua própria superação.
Para tanto, entendamos o nosso papel na vida do outro, porque as nossas escolhas e posturas servirão de exemplo para levá-lo a futuras vitórias ou a amargas derrotas. Não podemos nos iludir: para as primeiras, o louro da vitória também nos abraçará, somando-se aos nossos tesouros espirituais conquistados. Para as segundas, no entanto, o fel será o gosto que sentiremos se a nossa intenção não foi fraterna, porque o juiz desta partida (nossa consciência) não nos perdoará facilmente.
Enquanto não abandonarmos as viseiras que nos restringem a visão sobre o que é viver, jamais seremos verdadeiramente gratos a Deus pelas boas ou não tão boas experiências que nos elevam a condição de vencedores e filhos Dele na sua mais pura essência.
Determinação, superação, honestidade, fraternidade, solidariedade... qualidades inerentes àqueles que sabem bem jogar o jogo da vida!

Sejamos eles, então!

O que está nos afastando de nossa humanidade?


Não quero falar, neste artigo, da dor dos suicidas que, vendo-se sem forças, optam por um caminho tão drástico e sem retorno. Não quero falar da cegueira que os consome, a ponto de não enxergarem a sua importância no mundo, nem que seja no mundo de um outro alguém!
Eu quero conversar sobre a dificuldade de algumas pessoas para sentirem o que uma outra sentiria caso ela estivesse na mesma situação vivenciada; dela não tentar compreender os sentimentos e as emoções do outro, não procurando experimentar de forma objetiva e racional, mas, na pequenez de nossos sentimentos, o que aquele indivíduo poderia estar sentindo.
Infelizmente, seja pela crise financeira que o mundo está passando (e aqui no Brasil não é diferente), seja pela corrida exacerbada em que todos nós nos metemos (onde se exige que o Ter é mais importante que o Ser), o número de pessoas insatisfeitas, desesperadas e desesperançosas ao nosso redor somente aumenta. Tais sensações e sentimentos podem nos fazer acreditar que não somos capazes de superar as dificuldades, que não há mais caminhos a serem trilhados, que não temos mais outras escolhas a fazer...
Tal é essa a realidade que, em 2015, foi criada uma campanha de cunho nacional chamada “Setembro Amarelo”, para que a conscientização e prevenção ao suicídio tomassem força e chamassem a atenção de muitos para essa triste realidade. Desde que ela começou, cada um de nós pôde compreender um pouquinho mais sobre esse assunto pois, até pouco tempo atrás, falar sobre isso era um “tabu” e não falar sobre isso significava não sabermos identificar ou como ajudar a quem precisava.
Que a dor dos nossos irmãos tem um motivo, todos nós sabemos, mas o que faz aquele que não vive essa dor menosprezar a dor alheia? Como podemos olhar para um irmão em desespero e dizer que tudo o que ele sente é “frescura”, que o que lhe falta é “vergonha na cara”, que ele é um “covarde” por não enfrentar a vida ou que o que ele quer “é chamar a atenção”?
Nenhum filho de Deus quer morrer. Essa é a verdade! Todos temos um senso de preservação pautado nas leis perfeitas e imutáveis do Pai. Para infringirmos tais leis, a dor sentida ou a sua incompreensão em nosso ser precisa ser imensurável e para chegar a tal ponto, leva tempo! Só isso já seria bastante para compreendermos que toda ação junto a um possível suicida tem que ser preventiva.
Mas, como agir preventivamente junto a este irmão se estamos nos anestesiando diante da dor alheia? Se não queremos compreendê-lo ou, pior, o criticamos veementemente com escárnio ante a sua tentativa ou efetiva ação?
Infelizmente, nestes últimos tempos, tive conhecimento de algumas tentativas de suicídio na minha cidade. Surpresa, ouvi, não uma nem duas vezes, quando alguém tentava se suicidar (e por isso “atrapalhava” o movimento da ponte movimentada em que estava), que “ele deveria escolher melhor o horário de fazer isso porque estava atrapalhando a vida de todo mundo”. Em outra situação, ouvi também que “ele deveria se jogar logo e não ficar fazendo drama”. Oh, meu Deus! No que, realmente, essas pessoas estão baseando a sua vida? Onde está a sua humanidade quando escarneia diante da dor alheia? Os bombeiros levaram, em uma dessas tentativas, três horas para demover tal pessoa de cometer aquele ato fatal e algumas pessoas, que queriam passar pela tal ponte, diziam que eles estavam “gastando” tempo demais! Fico eu a pensar que, se fosse um filho ou um dos pais daquelas pessoas, se elas não desejariam a mesma dedicação e o mesmo tempo “gasto” para socorrerem alguém que lhes é caro!
Essa vida é passageira e tudo o que estamos conquistando, materialmente falando, é mais passageiro ainda. Precisamos estar atentos para não nos perdermos na busca desenfreada dos tesouros equivocados, porque acumular somente os tesouros mundanos não nos salvarão de nossa consciência culpada quando a vida nos mostrar que aqui pobres chegamos e pobres poderemos retornar.
Que estejamos atentos às nossas necessidades, mas jamais cegos às necessidades do nosso próximo, porque aí também está a essência da conquista de nossos verdadeiros tesouros.
Valorizemos aquilo que nos dá o direito de sermos chamados de seres humanos: nosso raciocínio aliado às nossas emoções e sentimentos. São eles que nos fazem empáticos à presença e necessidade do outro e que nos demonstram, através de nossas ações, o quanto já nos adiantamos em nossa jornada evolutiva.
Valorizemos a vida como um todo, para que não percamos a nossa tão preciosa humanidade.

A opção mais fácil será sempre a de desistir?


A vida é um emaranhado de experiências que são trazidas para nós, de maneira branda ou abrupta, a cada segundo de nossa existência. Elas podem ser consideradas boas ou não tão boas segundo a forma que as encaramos.
Quando essas experiências nos parecem nocivas, ruins, doloridas, nossa primeira reação é não gostar delas, desejar que elas acabem logo ou que nunca tivessem existido. O problema é que elas estão aí, na nossa frente, reais. Não temos como evitá-las, e se temos, na maioria das vezes, as enfrentaremos em algum outro momento, porque elas têm o nosso “DNA”, elas nos pertencem.
Isso é um castigo? Claro que não. Isso é somente uma construção nossa e somente nossa! Quando agimos no presente, construímos um reflexo de nossas experiências no futuro (próximo ou mais distante) para aprendermos algo que ainda não compreendemos em sua essência. Então, pensem comigo: eu, com raiva, desrespeito alguém, usando de seus defeitos físicos para maltratá-lo. Neste momento, demonstro que preciso compreender que não podemos massacrar sentimentos alheios e derrubar autoestimas somente porque fui contrariada. Então, crio em minha vida (que é eterna) um momento de aprendizado, necessário para mim, onde precisarei vivenciá-lo, porque ainda não percebi em meu ser o quão mal posso fazer a alguém com o meu verbo e escárnio.
Como a minha proposta evolutiva é crescimento, tenho metas a cumprir e são elas que me fazem autorizar a vida a reagir a cada ação equivocada minha (nas boas também), construindo concretamente os efeitos das minhas escolhas, bem como as reações advindas destes próprios efeitos.
O ponto fundamental é sabermos se estamos em um patamar evolutivo onde já compreendemos que essas construções e, por consequência vivências, sempre nos darão subsídios para que as utilizemos em outras tantas experiências que nos chegam, servindo, portanto, de instrumentos muito úteis para superarmos cada dificuldade, cada momento em que nos sentirmos incapacitados de enfrentá-las.
Se não estamos neste patamar, quando as vivenciarmos, naturalmente desejaremos não vivê-las e o caminho mais fácil para isso é tentarmos desistir daquilo que achamos que as provoca.
Vamos exemplificar: se eu tenho um sonho e, por circunstâncias várias, não consigo alcançá-lo no tempo em que eu programei, isso me contraria e me traz desconforto. Me convenço, portanto, que ele não é para mim e desisto dele. Se eu tenho um casamento que não é como eu sonhei, que a minha esposa não é perfeita e isso me desagrada, me convenço que esse relacionamento não é para mim e desisto dele... ou seja, numa atitude ainda imatura, escolho que tudo aquilo que me desagrada será descartado por mim e desistirei dele porque é o caminho mais fácil a seguir.
Mas, será que é mesmo o mais fácil?
Antes de continuar, faço um adendo aqui para deixar claro que não estamos afirmando que jamais devemos desistir de algo. Em muitos momentos é muito sábio não continuar a seguir por caminhos já percebidos por nós como equivocados. Devemos estar atentos para não “cairmos” por teimosia, tão somente.
Mas, seguindo o raciocínio, certo é que não é tranquilo buscar respostas internas para a solução dos problemas; não é fácil descobrir que temos uma participação ativa para que não atinjamos tal sonho; ou que, se mudássemos o nosso comportamento, poderíamos ter salvo o nosso casamento; não é fácil descobrirmos que ainda temos muito a aprender...
Vemos a dificuldade porque, se queremos crescer, teremos de fazer coisas que ainda não dominamos, tal qual a criança que, se não sabe ainda andar, terá que se colocar nas duas pernas para tentar e enfrentar as quedas pelo caminho até que tenha segurança para fazê-lo bem e sozinha.
Toda conquista exige nosso esforço para empreender mudanças significativas em nossa existência e, essas mudanças são sinônimo de trabalho íntimo. O grande segredo, porém, é descobrirmos logo que, quanto mais tempo levarmos para abraçar a tarefa, mais tempo nos colocamos frente às experiências que nos testarão para nos enxergar crescendo. É como terminarmos um relacionamento sem perceber que somos nós que precisamos nos lapidar emocionalmente. Levaremos essa sequela a cada relação, transformando-a sempre em algo não tão bom a ser vivenciado. No dia que percebemos o equívoco e nos modificamos positivamente possivelmente o próximo relacionamento terá enormes chances de dar certo.
A cada mudança enfrentada é uma conquista de bem estar a ser vivida.
Perseverar não é fácil, mas desistir também não é. Estaremos sempre vivenciando as consequências de cada escolha que fizermos. Que façamos as melhores escolhas que a nossa experiência nos possibilita.

Acreditemos em nós, acreditemos na sabedoria da vida.

Estamos de volta!



Amigos,

Nosso recesso acabou e estamos de volta com muita disposição. Essa semana estaremos postando mais um artigo com muito carinho e vontade de aprender sempre mais.

Aguardem!

Abraços fraternos.