O que precisamos para sermos felizes?


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Eu acredito que não é tolice gastar uma ou duas páginas escrevendo sobre esse tema, porque, hoje, a maioria de nós não sabe a sua própria receita para ser feliz. A maioria de nós está usando a receita alheia para buscar alcançar uma felicidade que, a cada dia, percebemos que é efêmera e não se sustentará como meio eficaz para permanecermos felizes quando a alcançarmos... logo, logo, estaremos buscando outro meio para sentirmo-nos bem.
Por isso, faça essa pergunta para você e, agindo, aguarde o tempo necessário para ouvir ou enxergar a resposta da vida.
Eu comecei lá no início deste artigo dizendo que não sabemos qual a nossa própria receita para sermos felizes e, se assim é, está na hora de procurarmos descobrir. Esta receita é particular, subjetiva, mas também é baseada em uma base coletiva que poderá ser colocada aqui.
Há dois mil anos, Jesus dizia que não veio modificar as leis e os profetas, mas dar-lhes cumprimento naquilo que é e que foi trazido. Ele veio nos descortinar a lei maior e que deveria estar em nossos corações e na prática de nossas escolhas: “Amar a Deus sobre todas as pessoas, seres ou coisas e ao seu próximo, como a ti mesmo”. Ele estava nos dando a receita para a nossa felicidade infinita. Ela nos traz uma regra de comportamento que adentrará em nosso ser tão profundamente que não deixará espaço para tristezas ou desilusões.
“Amar a Deus sobre tudo e todos” é entender que somos eternamente amados; que a nossa criação teve um propósito; e que Ele, que É Tudo e sabe Tudo, não errou conosco.
“Amar ao próximo como a nós mesmos”, é compreendermos que podemos dar tudo ao outro, porque não sairemos perdendo em nada. Esse tudo é o que já podemos repartir, pois, antes de dar, tivemos de acolher em nós mesmos o que construímos, para conseguirmos repartir o que é verdadeiramente nosso.
Se não tivermos essa compreensão, continuaremos sentindo que nada nos pertence, que não adianta repartirmos o que pouco parece que temos e que Deus não se importa nada conosco. Nossa felicidade não será completa, não porque não temos todas as ferramentas para esse fim, mas sim porque as temos e não sabemos como usá-las.
Na prática do nosso viver, é que as enxergaremos em nós e, assim, poderemos lubrificá-las e amolá-las para que sirvam a sua função de ferramentas perfeitamente utilizáveis para o reequilíbrio do nosso ser (espírito/matéria).
Para sermos felizes, precisamos amar a vida com tudo o que ela nos oferece sem rancor ou mágoa de quem quer que seja. Não se surpreendam em saber que um desses alvos dos nossos sentimentos menos gratificantes pode ser o nosso Eu por não compreendermos que podemos errar, por não compreendermos que ainda temos muito a aprender e, portanto, nos massacramos em punições e revoltas. Quando é assim, além de nós mesmos, Deus está inserido neste alvo porque Ele está em nós e, como resultado, a nossa dor será infinitamente mais desoladora.
Se a vida está tranquila, sejamos gratos. Se a vida nos parece difícil ou tumultuada, sem esperança ou desoladora, sejamos gratos ainda mais, confiantes que podemos superar esse turbilhão e que não estaremos nunca sozinhos para tal enfrentamento. Deus está conosco. Jesus também está. Seus mensageiros nos acompanham e nos dão fôlego para sermos fortes e seguirmos em frente. Se acreditarmos nisso, tudo o que compõe a nossa receita pessoal de felicidade será conquistada ou simplesmente adaptada para um melhor viver.



Para me conhecerem melhor - Entrevista feita em 2015 pela Editora Dufaux

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1 – Descreva Adriana Machado na visão de Adriana Machado.
Eu estou mãe, filha, esposa, irmã, sobrinha, nora, cunhada e outros, e ainda participo, juntamente com amigos espirituais queridos, do trabalho mediúnico na casa espírita que frequento e na elaboração de livros que trazem consolo e paz. Dizem que isso é ser escritora.
Eu me vejo como uma pessoa de temperamento forte, rigorosa nos meus objetivos, organizada, uma boa amiga (mas isso só os amigos podem afirmar - risos). Me descrevo como uma pessoa meiga, carinhosa e honesta.
Sou uma pessoa otimista e vejo o mundo com os olhos de quem acredita na existência do bem. Não quero enxergar no outro uma ação maldosa que ele ainda não tenha me mostrado. Prefiro a decepção do que a ansiedade de encontrar algo que me desagrade no próximo.
Tenho muito sede do Saber. Mas, esse Saber é bastante diversificado. Quero muito aprender “coisas”. Sempre gostei de observar as pessoas fazendo as suas atividades, como consertar um aparelho, instalar um equipamento, trocar uma lâmpada... Mas, a minha sede de aprender, hoje, está muito voltada para encontrar os instrumentos que me ajudarão a lapidar todos aqueles resquícios de imperfeição que enxergo em mim todos os dias.
Por isso, trabalho com todo o meu coração nas atividades mediúnicas e sociais que realizamos, para colocar, na prática, o que escuto a cada dia do meu viver.

2 – Fale sobre a fraternidade que você fundou.
Ah! A Fraternidade é o meu segundo lar. É onde me vejo como aprendiz, como professora, como amiga, como auxiliadora, como cristã! Fundamos a Fraternidade no ano de 1998, porque o grupo espiritual que nos assistia nos convidou para abraçarmos uma tarefa de auxílio e amparo com parâmetros um pouquinho diferenciados dos que existiam até então. Que não seríamos os únicos, mas que não haveria na nossa cidade de Vitória, no Espírito Santo, uma Instituição que nos abrigaria com aquela proposta. Neste ano, fazemos dezessete anos de muito trabalho, dedicação e amor a todos que nos visitam, sejam os da carne, sejam os do mundo maior, e a cada dia parece que mais e mais temos de aprender para continuarmos nos doando. Trabalhamos com muito empenho e é com alegria que desejamos aprender.  

3 – Quem foi Ezequiel? 
Ezequiel não foi, ele é (risos). Ele é um amigo querido que sofre um bocado comigo, porque por mais que eu tente me organizar para atendê-lo, inúmeras vezes, o deixo esperando devido a mil compromissos que tenho. Ele é um trabalhador da Seara Cristã que continua na ativa auxiliando a muitos.
Acho que a melhor pessoa para descrevê-lo é o Thomas, meu mentor. Quando ele me apresentou Ezequiel, ele me disse:
“Ezequiel é um espírito que a todo instante nos dá lições sobre o que é trabalhar na Seara de Jesus. Sempre alegre em seus afazeres, dedica-se de coração a todos os irmãos que necessitam de uma palavra amiga e de um carinho especial. Ele se dirige às zonas de sofrimento para minimizar as dores alheias, transmitindo aos necessitados toda a sua compreensão, para que o destino desses irmãos que sofrem sejam os leitos de auxílio dos Prontos Socorros Espirituais. Jamais se permite esmorecer diante das dificuldades impostas pelos irmãos em sofrimento: com amor no coração, os orienta e consola para que enxerguem os seus equívocos e abandonem a dor exacerbada, voltando-se a Jesus. Ezequiel é um exemplo para todos nós que com ele convivem. Se faz Obreiro do "Cordeiro" a todo momento e nos dá a certeza de que, com amor e zelo, poderemos enfrentar todas as dores sem perder a alegria no viver.”
E ele é isso tudo mesmo! No ano de 1998, fomos “apresentados” e, a partir daí, muitos foram os aprendizados.

4 - Como e quando conheceu o espiritismo?
Bem, eu nasci em uma família católica e espírita. Até mais além dos meus dezessete anos, frequentei o catolicismo indo à missa todos os domingos e respeitando os seus preceitos. O problema, se eu posso dizer que é um problema, é que existia algo dentro de mim que dizia que eu não poderia continuar seguindo somente aquele caminho, pois outros projetos eu precisava abraçar.
Quando eu tinha dezessete anos, eu fui visitar um centro espírita e, quando lá cheguei, tive a certeza que deveria continuar nele. Senti a presença de alguns de meus amigos espirituais e continuei ali até o ano de 1996, mais ou menos.
Ali aprendi tantas coisas sobre humildade, sobre trabalho perseverante, sobre a pessoa que eu era e que poderia me transformar... foram tantas coisas e tantos amigos. Mas, a vida me afastou daquela escola, para me conduzir a uma outra tão maravilhosa quanto. E estou nela desde então.

5 – Como foi seu primeiro contato com a mediunidade?
A gente sempre escuta no meio espírita o preceito: “Se você não vem pelo amor, vem pela dor”. Naquele momento, eu tinha certeza que eu teria ido pelo amor. Como eu disse, minha família também era espírita e eu somente senti que tinha chegado a hora, que eu podia trabalhar mediunicamente, tendo a vontade sincera de ajudar e ser útil a quem precisava. Mas, após estar na tarefa, percebi também que a dor se fazia presente quando eu a abracei, porque se houve consolo em meu coração, então, a dor se fazia presente em mim e eu nem percebia.

6 – Como é o processo de psicografia de um livro?
Eu não tenho a menor ideia!! Acho que o jeito que Ezequiel e eu fazemos não deve ser o procedimento padrão (risos). Eu comecei a treinar a psicografia no ano de 1997/1998, tendo os espíritos amigos como professores nesta jornada. Neste período, eu estava desvinculada de uma “Casa Espírita” porque já tinha saído da primeira e não tinha achado ainda o meu ninho. Como eu não queria parar de estudar, eu e um grupo pequeno de amigos, todos futuros fundadores da Fraternidade, realizávamos reuniões de estudo na casa de Dona Hebe, uma preciosa amiga, que hoje já está desencarnada. Nessas reuniões, começamos a ter orientação sobre como psicografar. Somente quando abrimos a Fraternidade (Fratê, para os íntimos), que Ezequiel me fez a proposta de psicografar livros. Então, eu psicografava somente na Fraternidade com hora marcada. Hoje, eu já tenho autorização dos coordenadores espirituais para psicografar em casa. Lá, eu tenho o meu cantinho onde eu e os que me acompanham fazemos a “mágica” de colocar no papel ideias tão consoladoras.   

7 – Até agora quantos livros escreveu?
A primeira obra psicografada de Ezequiel foi um romance intitulado “Onde Tudo Começou”. Este foi o livro que ele se propôs a escrever comigo no ano de 1998. Começamos tateando. Ele me treinando, eu tentando entender como ele pensava e criava os capítulos. Eu advogava nesse período e meus horários eram mais desorganizados do que hoje, por isso, somente conseguimos terminá-lo após três anos, quando ele deu por terminada a obra. A parte interessante desta “novela” foi que esse livro quase foi perdido. Eu achei que tinha tomado todas as medidas para salvaguardá-lo: imprimi, guardei em um disquete e no computador o arquivo, mas, as coisas não acontecem como a gente quer: o arquivo impresso foi perdido por uma amiga, o disquete e a placa mãe do computador, onde o havia gravado, indicavam, mensagens de corrompido e necessária formatação, respectivamente. Foi muito frustrante. Nos dois anos seguintes, tentei de tudo para recuperar o livro, mas não consegui nada. Pensei que não era para ser, que aquela obra seria só para um treinamento, mas eu, no fundo, não acreditava nisso. Fiquei praticamente cinco anos lembrando de vez em quando daquela obra perdida e perguntando ao Ezequiel se ele a iria escrever novamente. Enquanto isso, fui psicografando outros livros, fomos participando de palestras...
Somente, no final do ano de 2010, quando, eu estava fazendo uma limpeza profunda nas minhas gavetas e caixas em meu lar, me deparei com um CD de backups. Alguma coisa me dizia que o livro estava ali. Não me pergunte porquê, mas eu sabia que estava ali... e estava! Quase chorei. Eu fiquei profundamente emocionada. Parecia que o filho pródigo estava voltando ao lar (risos). 
Depois, no ano de 2014, comecei a psicografar o segundo livro. Este já era um pouco diferente do primeiro. Ezequiel deu um enfoque mais profundo, provocando muita emoção e lágrimas ao lermos sua obra. Esse foi entitulado "Perdão, a chave para a liberdade". Quando eu tive a oportunidade de enviar para a Editora Dufaux uma obra dele, foi esta que eu escolhi como cartão de visitas deste autor espiritual. 

8 – Qual a proposta de Ezequiel no livro “Perdão, a chave para a liberdade”?
Eu acredito que a proposta dele sempre foi e sempre será levar o consolo aos irmãos que necessitam de uma palavra amiga. Ele sempre demonstrou o tamanho de seu coração quando trazia em palavras os seus sentimentos de amparo.
Aos meus olhos, neste livro, ele tenta nos ensinar a ideia de que nós estamos todos interligados e que, apesar de ficarmos um pouco afastados durante um tempo, estamos sempre juntos, estejamos aonde estivermos, porque o amor nos une.
Somos nós que nos escravizamos a preceitos que estão na contramão da Bondade Divina; somos nós que acreditamos que “perdemos” um ente querido, quando ele não pode ser perdido, porque jamais nos pertenceu. O que nos une e que nos dá a sensação de propriedade é o amor e este jamais se esgotará.
Entendo, portanto, que Ezequiel tentou, nesta obra, nos mostrar que a vida segue um curso inteligente, que nós não estamos desamparados e que sempre haverá aquele que nos ama e estará a rogar por nós diante de nossa ignorância.
O perdão é o ponto máximo da história, porque, por estarmos sempre caminhando e errando, caminhando e acertando, acreditamos ainda que seremos punidos pela Vida pelos nossos erros. Assim, quando somos contrariados pela Vida, quando estamos diante de situações adversas, sentimos a punição sendo aplicada e isso nos tira a paz. Qual é o filho que quer ficar “mal” com o seu pai? Imagina nós acreditarmos que estamos aborrecendo o nosso Pai Maior!
Apesar de todos os nossos equívocos, Ele ainda nos ama com todo o Seu esplendor. Se aplicarmos o autoperdão, nos libertaremos das amarras que nos impedem o caminhar mais lúcido e que nos dá a sensação de dever cumprido.  

9 – Qual sua parte preferida do livro?
Tem como você dizer o que você prefere nos seus filhos? Tudo o que eles são e estão é o que preferimos. Eu adoro o livro do começo ao fim. Mas, já que é para dizer um ponto, eu me encantei com a parte que vejo um irmão seguindo um caminho tortuoso e, pela bondade dos corações que o amam, ele é ajudado para retomar a sua vida para o bem.
Eu acredito que todos temos inúmeras chances de nos redimirmos. Eu acredito que quando saímos do caminho, o fazemos por não termos ainda a noção do que é o melhor para nós. Por não sabermos, tentamos vários percursos para atingirmos o que nos parece melhor.
Por isso menciono essa parte, porque ela me dá a certeza que eu posso errar, que eu posso tentar acertar a cada minuto do meu viver, porque terei sempre a chance de me reencontrar lá na frente. Consequências virão? Sim! Mas, até elas estarão na proporção de meu entendimento. Saber disso, me traz paz!





Deus escreve certo nas linhas tortas de nossa vida

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Ouvimos todos os dias esta máxima "Deus escreve certo por linhas tortas"e não paramos para analisar o que ela significa profundamente. Hoje, me deparei com um pensamento de uma amiga sobre esse refrão e pensei que, quando nos envolvemos a entendê-lo, podemos sentir a paz reinar em nosso coração.

Deus escreve sempre certo... Isso é uma verdade incontestável para cada um de nós, apesar de às vezes nos perdemos em nossos medos e inseguranças, nos remetendo a não abraçarmos essa verdade o tempo todo e plenamente. Todavia, sabemos que Ele escreve nas linhas de nossa vida e o que lá Ele coloca é Justo e Bom, mesmo que teimemos em duvidar, vez por outra.

Se, em relação a primeira parte somos mais uníssonos, qual o ponto a ser analisado nesta máxima? Entendo que é a parte das tais linhas tortas. Quem as produz? O que fazem no nosso Livro da Vida?

Se pensarmos que quem as delimitou foi Deus, estaríamos dizendo que Ele acertou em um ponto e errou em outro, o que não é o caso. Se pensarmos na Vida, estamos dizendo que ela também erra e não seria regida pelas leis divinas e perfeitas do Pai.

Então, para quem ficou a elaboração de tais linhas? Para cada um de nós. Somos nós quem as firmamos tortas ou retas, segundo as nossas escolhas e, tal fato, só nos demonstra o quanto ainda precisamos aprender e nos reconhecer como caminhantes inexperientes.
Através do nosso livre arbítrio, as leis naturais e divinas incidem sobre as nossas ações e reagem a elas nos dando circunstâncias adequadas para aprendermos e nos tornarmos melhores a cada experiência.

Mas, o que nos traz a certeza de que estamos num caminho cada vez mais acertado é que as linhas agora firmadas, nas páginas de nosso livro, são muito menos tortas. Antes, éramos mais tacanhos, mais ignorantes, mais teimosos, e outras tantas características que nos levavam, no nosso primeiro momento evolutivo, a indiferença quanto ao resultado de nossas ações e, depois e com o passar das lições, a dores e sofrimentos inenarráveis face ao que nos acontecia, que somente eram amenizados diante da aplicação da lei maior do Pai que nos acalentava, e ainda acalentam, com as suas bênçãos consoladoras e misericordiosas.

Hoje, portanto, estamos cada dia mais entendendo que somos os primeiros e os únicos responsáveis pelo que nos acontece e, sendo assim, os únicos que podem modificar a trajetória, trágica ou não, de nosso caminhar.

Se está em nossas mãos todo tipo de semente que poderemos plantar, que escolhamos melhor qual tipo semearemos para que não reclamemos, no futuro, dos frutos amargos colhidos para matar a nossa fome, frutos esses que são o reflexo de nossa ignorância.

“Deus escreve certo por linhas tortas”... porque, através de nosso livre arbítrio, foram elas que escolhemos traçar para que o Ser mais perfeito que existe pudesse agir sobre nós.

Chegará um dia no qual, com o nosso crescimento, nossas linhas não serão mais tortas, nós estaremos mais sábios e, por consequência, mais perto de entendermos a nós mesmos, compreendendo, sem temor, a Escrita Divina em nosso livro da vida!





Viver... ato de confiar!


Todos os dias, acordamos para mais uma experiência de vida.
Todos os dias, nos oportunizamos vivenciar circunstâncias que construímos através de nossas ações e escolhas, bem como circunstâncias que chegam sem nenhum aviso (pelo menos é o que a gente acredita), nos surpreendendo.  
É ao sair da cama que nos daremos a chance de vivenciar cada uma dessas experiências que vêm até nós para o nosso crescer.
Até o momento do acordar, estamos todos agindo da mesma forma. Mas, o que nos diferencia uns dos outros é como reagimos daí para frente, com cada uma dessas experiências.
Podemos viver, conscientemente, sabedores da nossa necessidade de absorção dos inúmeros aprendizados que a vida nos proporciona ou não. No primeiro caso, para cada experiência, uma consciência mais profunda do nosso próprio Eu; no segundo caso, uma vida inexpressiva de ausência de conquistas interiores, tendo só a inconsciência de nossa própria existência.
Para estarmos englobados no primeiro caso, precisamos entender que somos seres portadores de inúmeros aprendizados, mas não da totalidade dos aprendizados existente no universo. Mas, estes poucos que já conquistamos nos dão condições de “melhor” agirmos, apreendendo as novas lições que nos chegam e vivenciando, conscientemente, cada experiência, enxergando a atuação da sabedoria divina nos caminhos que nos cercam. Aí está a misericórdia do Pai Criador por nós.
Diante desta realidade, compreendemos o porquê reagirmos diferentemente uns dos outros, mesmo que as circunstâncias nos pareçam idênticas: cada um de nós possui uma gama vasta de aprendizados, mas nenhum de nós possuiu o mesmo cabedal de entendimentos. Vivenciamos muitas vidas e nelas aprendemos muita coisa. Porém, em cada uma, absorveremos os nossos aprendizados de uma forma muito particular, com a visão que temos das coisas, das pessoas, do mundo.
E, nessas vivências, construímos ferramentas (internas) que nos auxiliam a viver e enfrentar a vida em todo o seu enfoque, sejam para os momentos de adversidades ou de muita felicidade (porque para a Sabedoria Divina, não há diferença entre as duas situações). Essas ferramentas são uma somatória de nossas emoções e sentimentos, de nosso raciocínio e instintos, e as criamos e as utilizamos para nos ajudar a enfrentar aquilo que acreditamos nos massacrar a alma ou nos alegrar eternamente.
O ponto é que a maioria das ferramentas que construímos tem data de validade, porque ainda não temos entendimento suficiente para compreendermos o que é bom para nós. Por isso, ao nos deparamos com circunstâncias que tememos, criamos uma forma de defesa emocional que dará certo por um tempo, mas não todo o tempo. Ela caducará, porque não seremos mais os mesmos e necessitaremos de outras ferramentas melhor adequadas ao nosso novo ser em evolução. Um bom exemplo é enxergarmos que há poucos anos nossos instrumentos tecnológicos necessitavam de menos memória do que os que temos hoje. O que mudou foi o aperfeiçoamento dos programas e das exigências do mercado em relação aos mesmos. Nós também nos tornamos exigentes na absorção e atuação de nossos próximos entendimentos para que o nosso caminhar fique mais suave e sereno.
Cada uma dessas ferramentas nos demonstra quem estamos hoje e quais são os nossos maiores temores. Cada reação nossa, nos dá uma ideia do que precisamos lapidar em nós, porque, diante do nosso Eu, reagimos na defensiva para não esmorecermos em prol de nossa sobrevivência.
Precisamos entender que tudo o que vivemos está de acordo com o que programamos para a nossa lapidação pessoal e, portanto, esse tudo será um reflexo de nossas construções pessoais e da vida nos impulsionando para o nosso melhor aprendizado.
Diante disso, que possamos recepcionar o que a vida nos traz com a singeleza da confiança de que é Deus quem está atuando e que nenhuma dor será eterna porque, com Ele, nós a superaremos.


A importância dos relacionamentos


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Somos seres que vivemos na coletividade. Isso é tão importante para nós que somos influenciados por uma lei divina e natural chamada Lei da Sociedade, cujo objetivo é vivermos em comunidade para aprendermos no coletivo e, para isso, Deus nos concedeu as faculdades necessárias ao relacionamento.
Sabemos que existem pessoas que querem ficar sozinhas, ou escolhem uma vida de reclusão e, a princípio, poderíamos dizer que elas estariam contrárias ao estado natural do ser humano. Bem, apesar de O livro dos Espíritos[1] afirmar que querer viver só é um estado de egoísmo, também nos mostra que existem exceções à regra, quando a escolha daquele que se isola tem uma conotação meritória, como por exemplo, fugir do mundo para se devotar ao alívio dos sofredores.
Mas, veja que gostar de estar só é muito diferente de querer estar só. O primeiro pode englobar o segundo, mas, a recíproca não é verdadeira. O primeiro se dá quando você gosta de estar consigo mesmo, de curtir a sua presença. É se autoconhecer. E isso é muito bom porque tal estado não nos impede de curtir a presença dos demais. Já o segundo, pode conotar vários estados de espírito em desalinho associados a um medo não flagrado pelo seu detentor.
Vimos que, para que estejamos indo de encontro ao um estado natural, precisamos ter alguma base racional ou emocional para isso. Vocês poderiam estar pensando no caso em que alguém faz uma opção reencarnatória para viver na reclusão buscando valorizar as companhias que, até então, nunca as tinha apreciado. Sim, esses casos existem, e podem ter certeza que tal experiência marcará essa pessoa, mesmo resignada, diante de sua escolha como toda e qualquer escolha que nos faça mudar as crenças que tínhamos até então. Mas, deixando as exceções e comentando sobre os casos em geral, precisamos estar atentos aos nossos comportamentos, como também aos dos nossos amores, porque estando (ou sendo) nós (ou eles) muito sozinhos, tal postura pode estar sendo alimentada, por exemplo (e não se surpreendam!), pelo objetivo incessante de querermos agradar aos outros.
É certo que vivemos hoje um momento em que a sociedade exige TUDO de nós. Saímos do Oito e fomos para o Oitenta num salto. Estamos vivendo num oceano de cobranças que, vez por outra, suas águas nos afogam. As pessoas estão se sentindo tão cobradas que, por ação reflexa, cobram de si e dos outros também, e o ciclo vicioso se instala. Diante desta realidade, muitos não estão conseguindo enfrentar suas frustrações, por não saberem que tais exigências são irreais, inconcebíveis, impraticáveis, inatendíveis. Se soubessem, reagiriam diferente, não dando margem à adoecerem, abandonarem seus sonhos e suas vidas.
Como não conseguimos atender a todas as nossas expectativas ou daqueles que nos circundam, podemos nos sentir incapazes e, por consequência, fugirmos de suas companhias para não sofrermos com as nossas decepções. “Antes só do que mal acompanhado”, se pensamos ou sentimos que ele estaria nos fazendo sofrer. O problema é que se estamos fugindo dos outros, não estaremos em paz, e isso nos leva a uma vida sem sentido e triste.
Por tudo isso, se alguém está ficando muito só algo pode estar errado, mesmo que essa pessoa sempre tenha sido assim. Precisamos ajudá-la a saber se o estado de solidão em que ela se abrigou é só um momento em que ela precisa se deparar consigo mesma (autoanálise), ou se ela está se refugiando neste estado para não ter de enfrentar alguns de seus medos mais íntimos, porque se for o segundo caso (que pode durar anos a fio), esta pessoa estará deixando de aproveitar uma das bênçãos mais notáveis que o Pai nos concedeu: vivermos na coletividade para aprendermos mais rápido e, se possível, mais felizes.







[1] Editora Petit, Cap. 07, ano 1999, p. 265.


Sempre podemos recomeçar


Todos os dias, temos a oportunidade de recomeçar. Recomeçar para uma nova visão de nós mesmos... recomeçar uma nova vida... recomeçar...
Mas, se não enxergamos que, a todo instante, Deus nos dá a chance de compreendermos um pouco mais sobre a nós mesmos e, por consequência, consertarmos o que estamos fazendo de não tão certo, então, esse verbo recomeçar não nos é conhecido, tampouco vivido!
Quando acordamos, iniciamos um novo dia, mas me pergunto se iniciamos uma nova vida. Será que não estamos vivendo uma rotina tão perniciosa que nos impedimos de enxergar que não precisamos seguir com ela (rotina) sempre e sempre? Será que não compreendemos que a rotina nos dá segurança, mas também nos impede de tentarmos algo diferente quando possível e, por consequência, adquirirmos novas experiências e crescermos com elas?
Observem como nossa vida é toda moldada no tempo... já perceberam isso? Temos o milênio, o século, o ano, o mês, a semana, o dia, a hora, o minuto, o segundo... também temos o dia e a noite, as estações do ano e assim sucessivamente. Cada um desses elementos nos dá a oportunidade de compreendermos que não deveríamos deixar o tempo passar porque temos um tempo de vida nesta existência terrena e ele findará.
Ao contrário de nossa postura frente à vida, o tempo passará, apesar de continuarmos teimando em nos manter na mesmice desta rotina alienatória e de não desejarmos refletir que tudo o que está ao nosso redor tem um motivo útil e necessário para o nosso crescimento individual e coletivo.
Sem perder a esperança, o “tempo” aguarda tomarmos consciência de que ele é um bem precioso e repleto de novas chances para o nosso crescer.
Voltando ao falado acima, quando acordamos, podemos encarar o dia como mais uma oportunidade de compreendermos que o homem velho que foi dormir já não mais existe e o homem novo que acordou tem a capacidade de inovar e ser diferente... se ele quiser. Igual a todo início de ano que estamos determinados a mudar o que não nos pareceu bom, podemos fazer isso todo início de dia, com as esperanças renovadas de que as oportunidades virão para nos auxiliarem nesta proposta.
Na Sua sabedoria infinita, Deus nos deu inúmeras existências e, junto com elas, a contagem dos tempos para que jamais esqueçamos de que podemos recomeçar e recomeçar... quantas vezes forem necessárias, até podermos estar ao Seu lado, vitoriosos e merecedores do lugar conquistado.
Aprendamos a não temer o recomeçar. Ele é, antes de tudo, uma oportunidade divina abraçada por aqueles que querem crescer, por aqueles que não se contentam mais em ficar à deriva nas tempestades de sua existência.
Recomeçar... é somente um presente de Deus para cada um de nós!

Solidão, sensação devastadora.




“Me sinto sozinho(a)!”, “Ninguém liga para mim”, “Não posso contar com ninguém”, “Não sou ninguém”... Não nos enganemos pensando que essas são frases faladas, pensadas e sentidas por quem só quer chamar a atenção. Muitos de nós as pensamos a todo momento, de forma consciente ou não.
Estamos o tempo todo nos colocando à prova sobre as nossas necessidades e sentimentos e, por um motivo ou outro, podemos entrar num turbilhão de emoções que nos levam a acreditar que estamos “sozinhos no mundo”!
E esse sentimento é real ou falso? Antes de responder a essa pergunta, gostaria de levantar outra: eu tenho a exata noção do quanto eu me valorizo nesta vida?
Bem, como eu disse acima, muitos de nós pensamos dessa forma a todo momento. E pensamos, na maioria das vezes, sem nos apercebermos disso. Vivenciamos uma tristeza, uma inadequação e não nos damos conta que o que acontece tem origem no nosso mundo interior por não nos apreciarmos o suficiente para aceitarmos que os outros podem gostar de nós; que a nossa presença é apreciada, não por todos, mas por muitos, o que é perfeitamente natural porque não conseguiremos agradar a todos. Se nem Jesus agradou!...
Isso se dá porque, em razão de pensarmos da mesma forma, nos fixamos somente em quem não nos aprecia e deixamos de valorizar quem naturalmente nos ama e nos quer bem.
Se não conseguimos enxergar esse processo interno, tampouco estas pessoas preciosas em nosso viver, teremos um sentimento muito real de inadaptação e ele será mais do que palpável. Quem se convence que ninguém o ama, se sentirá só e estará só, mesmo que viva no meio de uma multidão de amigos, parentes e amores. A pessoa não se enxergará amada, não se enxergará objeto e alvo de atenção, não se sentirá capaz, não se enxergará merecedora de nada, absolutamente nada.
Sem querer julgar, mas tentando achar uma das respostas para essa visão da “falta” de amor, acredito que muitos daqueles que se sentem assim supervalorizam à opinião alheia, tendo-a como um norteador perigoso. Por exemplo: eu só me sinto competente se os meus colegas de trabalho me elogiarem. Se eles nada disserem, começo a me sentir inseguro(a) e até sem criatividade. Sem perceber, eu deixo de usar algo que eu já possuo por acreditar que me falta o combustível (opinião alheia) que me alimentaria a capacidade de fazer bem feito.
Se fazemos isso no âmbito profissional, imagina o que não fazemos quando é de cunho pessoal!
Nenhum desconforto íntimo deve ser ignorado porque ele se agrava gradativamente. A solidão, quando sentida com intensidade, nos torna cegos. Não enxergamos caminhos a serem trilhados; nos tornamos escravos dos conceitos equivocados que vamos abraçando sobre nós mesmos; e, encarcerados a estas falsas impressões, tomamos atitudes drásticas para nos vermos livres dos grilhões da dor que nos sufocam.
Quando chegamos a este estado, o sentimento de inadequação é muito doloroso. Para aquele que o porta, o auxílio vindo somente de si deixa de ser suficiente e há a necessidade de uma ajuda externa para reconquistar o seu equilíbrio emocional. Acredito, piamente, que a associação do entendimento espiritual (seja de qual religião ou postural moral adotada for) com o auxílio profissional (terapias, tratamentos médicos) seja a resposta para um “navegar” a “portos” emocionais mais seguros. Em ambos os casos, tais ajudas levarão ao “solitário” maior capacidade para conhecer a si mesmo e, por consequência, enxergar melhor a realidade que o cerca.
Se alguém que amamos está passando por isso, mesmo que não entendamos o que está acontecendo com ele, não devemos deixar de ajudá-lo. Sem culpá-lo ou criticá-lo, percebamos que cada um de nós é passível de passar por isso em algum momento.
Assim, mais chances aquele com quem nos importamos chegará a sua autodescoberta e mais rápido poderá voltar a sorrir, não mais sentindo-se só.