O que significa tanta violência ao nosso redor?

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Mais uma chacina! Agora, foi em uma escola em Suzano, no Estado de São Paulo. Jovens e adultos mortos após um ato de violência de dois adolescentes que, ao final, estavam mortos também.


A maioria de nós ficou se perguntando o que levou esses jovens a tomar essa atitude, porque, em nossa mente, há uma necessidade de entendermos o que leva alguém a atentar contra a vida alheia ou a sua própria, sem qualquer hesitação.

É possível que consigamos saber a resposta algum dia, mas, neste artigo, tendo como base essa tragédia, gostaria de não me apegar ao motivo, mas sim a descoberta de quem estamos segundo as posturas que adotamos frente a ela.

COMO REAGIMOS A SITUAÇÕES QUE NOS ESCANDALIZAM


  • Diante desta situação tão estarrecedora, qual foi ou está sendo a nossa postura? Como estão as nossas emoções e sentimentos?
  • Diante de tanta violência no mundo, como podemos viver tranquilos? Como podemos acreditar que dá para sair de casa e nos arriscar nas ruas onde parece que estamos totalmente desprotegidos?

Numa resposta singela, eu acredito que tentamos não pensar em nada disso, buscando acreditar que nada acontecerá conosco ou com quem a gente ama; que estamos entregando nas mãos de Deus e seguindo em frente, porque não temos muitas alternativas ou, se as temos, tomamos todas as providências que conhecemos para que essa violência não nos atinja.

E NOSSAS REFLEXÕES CONTINUAM...

Além destes questionamentos acima, cujas respostas não devem ser esquecidas, outros se fazem necessários para termos luz onde parece que há somente desesperança:


  • Porque estamos encarnados neste momento e neste país tão inseguro?
  • Porque estamos tendo que passar por isso?
  • Se não retroagimos, porque parece que estamos dando passos para trás, quando antes pensávamos que estávamos mais adiantados espiritualmente?

PENSANDO ALÉM DO SER MATERIAL

Começo o meu raciocínio afirmando: eu acredito que não retroagimos jamais em nossa evolução, mas também acredito que podemos nos iludir diante de nosso próprio progresso moral. Quando pensamos que já aprendemos algo plenamente, vem a vida e nos traz várias oportunidades para nos enxergar agindo e reagindo às circunstâncias e nos desnudando frente à nossa própria consciência.

Sendo recorrente esse processo, podemos afirmar que ele deve ser o método que a vida entende ser verdadeiramente eficaz para nos fazer enxergar como realmente estamos, porque, infelizmente, em algumas experiências, ainda não sabemos diferençar quando estamos somente entendendo ou quando já aprendemos.

Em razão deste desconhecimento, nos surpreendemos quando, vivenciando alguma circunstância, nos vemos reagindo em contradição ao que dizemos acreditar ser o mais correto ética e moralmente.

Sejamos honestos:


  • Qual a nossa reação, emocional e racional, em circunstâncias como da chacina de Suzano?
  • Em nosso pensar ou agir, somos superficial ou verdadeiramente cristãos?
  • Se somos verdadeiramente cristãos, valorizamos o nosso aprendizado?
  • Se somos superficialmente cristãos, quais os motivos que nos levam a acreditar que seria certo pensar ou agir diferentemente dos ensinamentos de nosso Mestre Nazareno[1]?

As perguntas são muitas, não são? Mas, quero deixar claro que elas são necessárias para abraçarmos uma futura mudança porque serão as respostas delas que nos mostrarão o porquê de estarmos encarnados, cada um em um local do mundo, tendo que vivenciar os problemas nele existentes. Quanto a nós, brasileiros, vivemos em um país em desenvolvimento e a violência ainda faz parte de nosso cotidiano, infelizmente. Sobre este pormenor, quero expressar, dentre tantos, dois pontos de vista:


  • primeiro, se estou vivendo em um país violento, algo ainda preciso aprender. Se a violência está em mim, seja ela qual for, necessito dos bons exemplos da passividade, mas também de me deparar com uma violência semelhante ou maior do que a minha para perceber que ela não deveria ser tolerada, tampouco justificada quando é executada;
  • segundo, se hoje não vivo em um local violento, mas sinto que ainda há violência em mim apesar do ambiente que me cerca, posso somente ter tido a oportunidade de uma existência mais branda, onde não deixarei de aprender outras vertentes, ficando para outro momento a lapidação profunda do meu “Eu selvagem”.

Se assim é, conseguiremos encarar a atitude daqueles jovens com mais caridade? Conseguimos enxergá-los em nós, mas que, em razão de nossa busca em nos melhorar, já demos início o nosso aprimoramento?

Se vocês estão respondendo que não, eu trago outra pergunta: será que jamais mataríamos alguém, se nos deparássemos com aquele que colocou em perigo ou maltratou um amor de nosso coração?

COMO AGIR

A espiritualidade nos ensina, a cada texto psicografado, a sua visão ética e moral de amparo e auxílio aos irmãos que estão perdidos e que se encontram nas trevas. Não importa os débitos contraídos por eles, o auxílio e o amor empregado pelos “obreiros do senhor” serão sempre os mesmos.

Imagino que alguns de vocês já estão quase desistindo de ler porque estão pensando que, desta vez, eu estou “delirando” e que eu não sei o que digo, mas, isso não é verdade.

Tivemos muitos exemplos entre nós de pessoas comuns que superaram suas próprias dificuldades e nos mostraram que era possível serem melhores.

Claro que, se temos dificuldades ainda em aplicar alguns dos ensinamentos do Cristo, não será de um dia para o outro que os absorveremos. Eu mesma não sei o que faria se alguém fizesse mal a uma pessoa por mim amada, mas, o que eu sei é que tento todos os dias melhorar o meu Eu e enxergar o mundo com olhos mais sábios.

Para isso preciso acreditar que existe uma razão justa para todos nós estarmos aqui e nos depararmos com pessoas que parecem estar mais evoluídas ou mais atrasadas ética e moralmente que nós.

FINALIZANDO

Concluo, portanto, que o que nos dará a chance de não termos de voltar a repetir este “ano letivo” é aprendermos as lições que a vida nos oferece, sempre lembrando que o nosso professor é O melhor, O mais Misericordioso e O mais Justo.

Diante de tanta violência, de tantas dores, de tantas dificuldades, tentemos mudar o nosso pensar para compreendermos que as experiências (boas ou não tão boas) vivenciadas são úteis e necessárias para o nosso crescer; que com fé e/ou otimismo conseguiremos superá-las; e, compreendendo-as, passaremos com louvor para outros níveis de aprendizado. 

Ao meu ver, o resultado prático dessa ação (= mudança de como encaramos a nossa realidade) já seria sentido por ficarmos de luto pelo sofrimento de pessoas que nos são desconhecidas (as famílias que tiveram os seus amados arrancados de suas vidas), mas, também ficarmos de luto pelos dois jovens assassinos que, apesar de poderem nos entristecer com as suas ações, não deixariam de ser vistos como nossos irmãos em Cristo e merecedores de outras oportunidades de crescimento[2].



[1] Ou outro mestre que vocês possuem como referência de luz e consolo para as suas almas.
[2] Em nenhum momento, estou defendendo a ideia que eles ou quaisquer outros não sejam responsabilizados pelos seus atos. Mas, que não os vejamos como monstros, porque estaríamos refletindo neles toda as nossas mazelas.




O Carnaval está chegando, o que podemos ou não fazer?

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O Carnaval está chegando e ele é uma festa especial para muitos brasileiros, não somente porque é um feriado prolongado, mas porque, para muitos, é um período em que estes esperam esquecer as suas tristezas e deixar a vida os levar (pelo menos nesses dias), não havendo limites para as suas vontades e os desejos.

Em razão disso, algumas religiões são contrárias ao carnaval, tendo como base a própria Bíblia. 

ARGUMENTOS CONTRÁRIOS BASEADOS NA BÍBLIA

“Atualmente, o carnaval é uma festa em que o ser humano cultua o próprio corpo, satisfaz os prazeres carnais e pratica todo tipo de orgia. Em Colossenses 3:17, lemos que os cristãos devem fazer tudo em nome de Jesus. A palavra que ressalta é a palavra tudo: tudo o que fizermos, devemos fazer porque representamos alguém, Jesus. Glorificamos a Deus com o que fazemos ou onde estamos? É para a Sua honra e glória? Sempre que a resposta for "sim", podemos fazer.”

“Deus em Sua Palavra diz-nos que o pendor da carne dá para a morte (Romanos 8:6), a Sua vontade é que fujamos de tudo aquilo que não O honre, e que vivamos uma vida de santidade. 1 Tessalonicenses 4:3 diz que a vontade de Deus é a nossa santificação, ela é um processo.

A Bíblia lembra-nos em 1 Coríntios 6:19, que o nosso corpo é o santuário do Espírito Santo, que todas as coisas me são permitidas, mas nem tudo me convém. O carnaval é uma identificação com as práticas do mundo, quando participamos nos identificamos com tudo o que nos oferece. E a pergunta que deve ser respondida por cada um de nós é: honramos a Deus quando participamos?”[1] (grifos no original)

Bem, vou somente até aí.

Para algumas pessoas, o carnaval é exatamente isso: uma festa pagã onde o homem acha que pode fazer o que quiser, se perdendo em seus desejos carnais. Mas, será que é isso?

OUTROS PENSAMENTOS

Eu acredito que não é o ambiente que faz a pessoa, mas sim a pessoa que o molda.

Se eu gosto de pular o carnaval com os meus amigos, preciso deixar de fazê-lo? Digo que talvez não deva frequentar alguns lugares específicos que você sabe que as pessoas estão agindo sem qualquer responsabilidade, colocando em risco até a integridade física delas e a sua. Mas, nem todo lugar será assim e nada o impede de se divertir.

Fico me perguntando o que Jesus nos diria? Ele foi o primeiro a nos mostrar que devemos dar o melhor exemplo, ir aos necessitados e não nos afastar deles. Se todo bom cristão, que tem a intenção de pular com responsabilidade, se esquivasse desta festa, onde os que “agem na perdição” teriam bons exemplos a seguir?

Tentarei explicar o meu pensamento: podemos pular atrás do trio elétrico sem nos mancharmos pelas “devassidões humanas”, porque já portamos a compreensão que a exacerbação de nossos desejos (pela felicidade sem limites) não é a solução de nossa dor! Vou além, o que adiantaria vivenciar quatro dias de puro prazer e, ao acabar, se deparar com a mais pura realidade? Só pioraria o seu estado emocional e psíquico.

Continuo ainda na análise e me pergunto: o que seria da pessoa que está se perdendo nas drogas e no álcool se não tivesse alguém para provar, através de seus exemplos, que ele pode e deve sair daquele caminho?

Me lembro que nem sempre o Carnaval foi assim! Se você tem mais de trinta anos, lembrará das marchinhas nos clubes e o quanto era gostoso dançar e se alegrar com os amigos e familiares. Não havia necessidade de muito. Juntos com eles, esta festa somente servia para deixar a tristeza e as preocupações de lado (só um pouquinho), deixando as músicas os alegrar.

Já ouvi depoimentos de jovens que, em razão de enxergar a sua degradação e perceber que algumas pessoas conseguiam escapar daquele caminho “da perdição”, se viram na esperança de poder fazer o mesmo. Será que não foi semeada uma nova postura para estes jovens em seus futuros? Não posso me furtar em dizer que aqueles necessitam muito mais do que exemplo dos outros, necessitam também de sua (dos jovens) vontade sincera em querer mudar, mas já é um começo! Não é para isso que vivemos neste planeta escola? Não é para também aprendermos com as atitudes responsáveis e irresponsáveis dos outros?

Hoje, algumas igrejas estão, elas mesmas, formando festas de carnaval para os seus jovens. Eu achei lindo quando vi um vídeo dos jovens evangélicos dançando e se divertindo em um ambiente de descontração e alegria.

Isso só me fez pensar se é a festa do carnaval que é ruim ou é o comportamento humano equivocado que a está desmerecendo?

Acredito que é a segunda opção e isso vem de séculos! Antes haviam os Bacanais, as Sarcéias, as Saturnálias, etc. todas festas pagãs com objetivos próprios, mas que serviam para a subversão social, para os prazeres da Carne e adoração de deuses expressivos da época.

DIREITOS E DEVERES DOS FOLIÕES

Mas, é claro que, se você não gosta deste tipo de festa, está no seu direito de não ir. Eu, por exemplo, não gosto de aglomerações nas ruas (já estou velha rs), mas não me esquivaria de ir a encontros de amigos no carnaval onde poderíamos dançar e nos divertir.

É claro que o carnaval é uma festa que traz felicidade, mas traz também responsabilidade para todo aquele que fizer uma escolha, boa ou não tão boa.

Como tudo que diz respeito ao nosso ser, nossas ações trazem consequências e, na maioria das vezes que intencionalmente “chutamos o balde”, sem querer pensar sobre o que fazemos no momento presente, ele (o balde) cai na nossa cabeça.

São quatro dias de muita folia, onde poderíamos nos refugiar dos problemas do cotidiano, descansando a nossa cabeça, construindo novas amizades, aproveitando a alegria.

Por isso, não execremos o carnaval, mas não aceitemos de nós um comportamento que nos trará consequências futuras danosas e que não desejamos vivenciá-las quando “sóbrios” estivermos.

Sejamos honestos conosco, procuremos entender os nossos reais motivos por estar na folia e arquemos com eles quando a vida reagir às nossas escolhas, porque sejam essas escolhas boas ou não tão boas, os aprendizados virão.

POR FIM...

Finalizo dizendo que, respeitando o livre arbítrio como instrumento divino, se o nosso desejo é pular o carnaval, procuremos um lugar saudável para frequentarmos e não nos sintamos culpados por gostar de uma festa alegre e divertida.



[1] In https://www.respostas.com.br/o-que-deus-diz-sobre-o-carnaval/

Qual é a sua razão de viver?

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Começamos a nossa conversa com essa pergunta e, não se iludam pensando que ela é simples, porque muitos terão dificuldades em respondê-la.

Podemos ter respostas prontas do tipo: a minha razão de viver é a minha família, meus filhos, meus pais, minha realização pessoal... somente porque sabemos que seriam as respostas mais “certas” para darmos. Mas, elas estampam a nossa realidade?

Como agimos todos os dias? Como demonstramos a relevância destas pessoas no nosso dia a dia? Será que é somente quando elas partem que analisaremos o nosso comportamento em relação a elas?

Para as primeiras questões, deixo as respostas para a sua análise pessoal, mas para essa última pergunta a resposta é: na maioria das vezes, sim, infelizmente. É somente quando alguém que muito amamos se vai que paramos para sentir a sua falta, a sua relevância em nossa vida e sofremos por não termos dado um pouco mais do nosso tempo para ela em nosso cotidiano.

Em que pensamos quando acordamos? É na família, no trabalho ou na ascensão social que quero alcançar? Tudo junto?

Falamos de nossas famílias, amigos, companheiros de jornada, que nos acompanham, nos amam e nos encorajam a seguir com a vida, principalmente quando ela não está fácil. Falamos de trabalho e ascensão social... mas, será que não falta alguém ou alguma coisa nesta relação?

Existe alguém para quem muito lutamos, mas pouco analisamos a sua relevância; que, normalmente, é esquecido, é desvalorizado, e jamais é poupado de nossos desequilíbrios. Ele é quem mais serve de alvo de nosso julgamento e críticas, de nossa intolerância e descrédito frente às suas dificuldades. Esta pessoa que tanto necessita de nossa atenção e consolo, de nossa tolerância e caridade, de nossa valorização e tempo para ampará-la, amá-la e compreendê-la, deveria ser aquela que jamais daríamos às costas porque sem ela nada poderíamos ser, fazer ou aprender.

Essa pessoa é o seu Eu.

Vai parecer clichê, mas quantos de nós se valoriza? Quantos procuram conhecer a si mesmos? Quantos param para, verdadeiramente, descobrir o que os incomoda, o que precisa ser mudado, o que necessita para um crescer com menos dor? Quantos de nós se dão paz?

Hoje, graças a Deus, muitos são os que estão se voltando para compreender o seu papel nesta grande Escola da Vida. Estão se buscando, porque algo está faltando e este algo é a ligação mais profunda do seu Eu, da sua Chama Divinal, com o ser consciente.

Outros, porém, ainda não acordaram para isso. Enquanto estes continuarem depositando a sua razão de viver em algo ou alguém que não seja o seu Eu mais profundo, tudo ficará sem sentido, não se sentirão aptos para a sua caminhada evolutiva, não acreditarão em sua capacidade de enfrentar os desafios da vida, sofrendo profundamente diante das adversidades porque não se fizeram aliados de si mesmos. Sozinhos sucumbirão ante as dificuldades que lhes fazem ascender.

Lembrei do pontinho preto no imenso lençol branco. No que vocês fixariam a sua atenção? Se a sua resposta é para o pontinho preto que o está incomodando, você acabou de descortinar uma sábia manobra da vida para o seu crescimento íntimo: tudo o que o incomoda o leva a prestar mais atenção nele, o faz querer consertá-lo ou modificá-lo para que fique bem alinhado aos ditames do que você acha ser o certo. Então, concluímos que não são ruins os pontos negros em nossos lençóis, porém, como escolhemos enfrentá-los ou como exacerbamos os nossos incômodos é que fará a diferente!

Por ainda não compreendermos o quanto ele (ponto preto) pode nos fazer progredir, fixamo-nos neste, reclamando do lençol ter sido maculado, e esquecemos que a sua função de cobrir não está perdida e que o ponto preto pode ser lavado.

Reclamamos tanto daquilo que nos incomoda que deixamos de valorizar o que temos de positivo e deixamos de agir com todo o nosso potencial para enfrentarmos as adversidades. Como reflexo desta nossa postura, não nos valorizamos, não nos perdoamos, não aceitamos as nossas limitações, criando um vazio existencial.

Por exemplo, eu não consigo fazer algo que outras pessoas fazem bem. Em razão disso, me condeno pela minha incapacidade. Estaciono no meio do caminho ante o meu cruel julgamento. Mas, se voltamos para nós os olhos da tolerância e amor, perceberíamos que isso nós ainda não conseguimos fazer, mas outras tantas coisas fazemos com muita competência (= relação do ponto preto com lençol branco). Isso é nos conhecermos.

Sei que podem estar pensando que eu os quero egoístas e pensando somente em si. Claro que não é isso! O que estou dizendo é que, para nos doarmos por inteiro, para estarmos bem com quem amamos e com o mundo, temos que agir da mesma forma conosco.
Para tanto, precisamos saber quem somos nas boas ou más tendências. Isso não é egoísmo, isso é auto amor. Quando nos amamos com consciência, conseguimos amar muito mais profundamente o outro que está ao nosso lado.

Infelizmente, ao não nos amarmos com sabedoria, nos fixamos muito mais nas nossas más tendências e nos convencemos que não somos capazes de valorizar quem somos e, por consequência, quem está ao nosso redor.

Conhecer a si mesmo vai além do saber do que somos capazes, é também olharmos para nós sem uma visão deturpada de nós mesmos. Precisamos nos esforçar para nos parabenizar pela caminhada árdua que trilhamos até onde estamos.

A nossa razão de viver deve estar pautada, primordialmente, na vontade de nos “bem compreender”, porque fazendo isso nos “bem capacitamos” na compreensão do próximo e, nesta vibração enobrecedora, tudo se tornará um “bom reflexo” do caminhar seguro do Ser divino que há em nós.


Desencarne Coletivo – Uma pequena visão da Misericórdia Divina

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Este artigo se diferenciará dos demais, porque não serei eu a comentar o tema proposto. 

Peço licença para trazer-lhes uma mensagem psicografada por mim, de um irmão espiritual que, juntamente com outros tantos, trabalha diretamente com o socorro das almas que desencarnam em situações desalentadoras. 

Suas palavras nos levam a meditar sobre a Misericórdia Divina e a entender o quanto somos amados e nunca desamparados pelo Pai que tudo sabe. 

Espero que estas palavras tragam paz aos seus corações, como trouxe ao meu.

"Amigos, Paz!

Estamos nos deparando com alguma frequência com aquilo que chamamos de desencarnes coletivos. 

Tais fatos nos confrangem a alma porque os enxergamos como uma calamidade, uma catástrofe, uma dor incomensurável.

Sentimos na pele a dor dos familiares, porque nos é (im)possível pensar o que sentiríamos se fôssemos nós os parentes das vítimas deste holocausto. Mas, jamais poderemos esquecer que, mesmo diante de tal calamidade, existe a presença divina da Providência a nos conduzir pelos caminhos certos para a nossa redenção íntima.

Certo é que a nossa pequena evolução moral já nos dá a oportunidade de participarmos de nossa programação reencarnatória no que concerne ao resgate de nosso coração ante as mazelas produzidas por nossas ações equivocadas. No plano da real existência, a culpa nos acompanha e dilacera a nossa alma, sentindo-nos necessitados de resgatar os males provocados por nós em existências anteriores.

E, se assim é no campo individual, também se estende para o campo coletivo.

Quando na coletividade, criamos situações em que provocamos o mal alheio, quando em grupo provocamos a dor direta ou indireta de nossos irmãos em Cristo, criamos para cada um de nós a necessidade de resgatarmos coletivamente o que se tornou uma mazela em nosso ser e que nos parece irrecuperável.

Diante de nossa consciência mais sábia sobre o que é certo e errado, percebemos as mazelas que trazemos e, abarrotados de um sentimento de culpa que nos escraviza a alma, buscamos nos libertar através dos aprendizados futuros advindos de nossas próprias escolhas.  

Como agimos no pretérito pelo conjunto, será pelo conjunto que poderemos sucumbir na matéria perecível e, através dela, elevarmo-nos em nossas aspirações mais espiritualizadas.

Face a um evento catastrófico, provocando as desencarnações coletivas, a Providência Divina nos dá a chance de buscarmos no nosso tribunal interior o perdão dos pecados que ainda entendemos carregar. Por séculos, se algo dessa magnitude não acontecer, ficaríamos escravizados a culpas atrozes por acreditarmo-nos merecedores do inferno de Dante, sem remissão, sem perdão.

Por isso, voltemos os nossos corações aos que retornaram para o plano imaterial, levando-lhes, pelas orações, a compreensão de que mais uma etapa de findou e que tudo o que vivenciaram foi acrescentado em seu benefício.

Aprendamos a enxergar a misericórdia de Deus em todas as circunstâncias, porque o aprendizado se faz para os mais próximos, mas também para os que não vivenciaram diretamente os reflexos do evento devastador.

Voltemo-nos aos que ficaram, nos solidarizando pelas lágrimas vertidas e dores sentidas. Façamos o que está ao nosso alcance para que a paz reine em seus corações, porque a dor ensina, mas será pela caridade que se amenizará as chagas das suas feridas emocionais.

Acalmem os corações deles e os seus, pulsando as suas intenções pelo bem e sempre no bem para que as energias deletérias criadas com a dor e revolta possam se dissipar e a paz volte a reinar.

Fiquem bem!"
Irmão Jacinto
Trabalhador socorrista na Seara do Mestre Jesus


Qual a medida de nossa crueldade... para conosco?

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Quantas vezes voltamos o nosso olhar para trás para agradecer pelas nossas conquistas?

Quantas vezes olhamos para o nosso presente e nos parabenizamos por tudo o que já passamos e ultrapassamos nesta vida?

Por vezes, somos cruéis. Fixamo-nos naquilo que não conseguimos alcançar e não enxergamos todo o caminho trilhado para chegarmos onde estamos, para obtermos toda a experiência que nos fez ser quem somos hoje.

Porque essa postura tão dura conosco? Jesus disse certa vez:

“Onde estão aqueles teus acusadores?” (João 8:10).

Após a resposta da adúltera de que todos tinham ido, ele completou:

“Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.” (João 8:11).

Jesus não estava somente se referindo a todos aqueles que antes a estavam criticando, julgando e condenando, quando afirmou “quem não tem pecado que atire a primeira pedra”. Ele também incluía entre os acusadores alguém muito mais importante que aqueles antes mencionados... Ele se referia à nossa própria consciência.

Se a mulher, que diziam ser adúltera, não se perdoasse pelo seu erro, acabaria se condenando, não se sentindo capaz de se libertar de seus enganos pela culpa que carregaria.

Até que percebesse o seu “pecado”, até que percebesse que não é perfeita e que pode demorar um pouco para adquirir a compreensão para não mais se equivocar, a prisão dessa mulher adúltera (e de todos nós) seria sem grades, mas muito eficaz.

Quando nos incomodamos com as nossas ações, estamos no princípio de uma caminhada mais consciente e tudo fazemos para aplicar as mudanças que nos levarão a não ficarmos mais atormentados. Não posso afirmar que faremos tudo certo desde o começo, mas se tentamos fazer aquilo que achamos certo desde o princípio, compreenderemos que, não nos parabenizar pelo esforço aplicado, é desumano e cruel.

Pensem comigo, em qual fase empreendemos mais esforço: no percurso da maratona ou na linha de chegada? Se não valorizarmos todo o percurso da corrida, todas as dores sentidas, mas superadas, não compreenderemos o verdadeiro valor da chegada. Infelizmente, é o que fazemos, na maioria das vezes, no nosso caminhar.  

Li a seguinte frase de um autor desconhecido:

“Eu me lembro dos dias em que orei por coisas que tenho hoje.”

Esse pensamento me fez pensar muito.

Como esquecer que fiz tanto esforço, deixei de realizar tantos outros desejos para chegar onde cheguei? E, qual é a minha reação diante da vitória?

Estamos tão empenhados em angariar conquistas que não percebemos que não estamos vivenciando nenhuma delas. É como se ganhássemos uma corrida e nem parássemos para pegar a medalha. Já partiríamos para outra corrida e sem o descanso devido.

Chega um momento em que nosso corpo se esgota e não conseguimos mais correr. Nossa mente embaralha, nossas emoções e sentimentos se exacerbam e, sem considerar nossos exageros que provocaram esse colapso, colocamos a culpa em um outro alguém por não darmos mais conta das corridas programadas.

Pergunto, então, sobre quem jogamos a nossa responsabilidade? Cada pessoa é uma pessoa, mas posso afirmar que o nosso principal alvo é Deus. É Ele quem não nos ama o suficiente para nos dar aquilo que muito desejamos; é Ele que nos pune ao seu bel-prazer e sem motivos.

Esquecemos que se nem nós, pais imperfeitos, damos tudo para os nossos filhos, imagina Deus que tudo sabe. Se você vir que a postura adotada por seu filho com o seu carro é um pulo para o desastre, você iria apoiá-lo? Possivelmente, retiraria dele o carro que emprestou e diria para que ele tomasse cuidado e consciência de seus erros no trânsito. Assim é Deus, só devolverá o carro quando perceber que você entendeu o recado dado.

Nossas conquistas não são somente a vitória merecedora de medalha, mas sim todo o esforço, tempo e dedicação que empreendemos para chegarmos lá. Aí, perceberemos que a medalha já é merecida pelo primeiro passo que dermos rumo à linha de chegada. E Deus? Ele nos dará todas as oportunidades e tempo que forem necessários para a concretização de nossa meta.

Por tudo isso, necessitamos valorizar cada etapa já ultrapassada porque muito oramos para ali chegar, mas se já é momento para dali partirmos, que jamais esqueçamos que não chegaríamos a lugar nenhum sem o primeiro passo desta grande caminhada.

  


Nós não temos tempo

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O tempo todo pensamos que temos tempo para fazer o que desejamos. É tão intrínseco isso que deixamos para depois o que podemos fazer hoje.

O problema (se posso dizer que é um problema) é que nós não temos tempo. O tempo não nos pertence, ele flui e nós estamos nele, como estamos em Deus.

O TEMPO FLUI

O tempo passa e tudo o que passou não volta mais. O tempo escoa por nossos dedos e tudo o que nele tinha a sua base também com ele escoará. O nosso passado está no passado.

Podemos, porém, não nos desatrelar do passado, trazendo-o para o presente. E fazemos isso porque o passado ainda não é passado; não está acabado, não está encerrado para nós. Ele ainda é presente.

No entanto, o tempo do passado no presente ou o próprio presente no presente, a cada segundo, deixa de existir e o que ficou foram nossas impressões, são as nossas crenças internas construídas ou destruídas a cada experiência. Elas nos fazem mais sábios, mesmo que não estejamos enxergando as lições que ficam para nós; mesmo que não entendamos que aquilo que ficou fará sentindo um dia em nossa existência.

O QUE É MAIS VALORIZADO: O TEMPO OU O QUE FAZEMOS COM ELE?

Após a nossa criação por Deus, nos tornamos seres atemporais (nosso espírito imortal), e para o plano imaterial voltaremos, deixando, finalmente, o ser que sofre o efeito do tempo se findar. Isso nos amedronta, mas é o destino de todos nós que ainda necessitamos viver no plano material. Para nós, na carne, nada fará o tempo voltar e ele poderá fazer falta se acharmos que não o aproveitamos como deveríamos.

Isso é notório quando estamos acamados, doentes em casa ou nos hospitais. Temos tempo para perceber realmente se e como aproveitamos (ou não) o nosso tempo, porque, nos tornamos mais introspectivos quando nestas condições.

Quase todos os médicos e enfermeiras são unânimes em concordar que o que mais se vê, nos quartos, enfermarias e corredores dos hospitais, são os doentes e familiares arrependidos por não terem se doado por inteiro àquela vida (sua ou do seu amor) a si ofertada; por não terem se dedicado mais aos verdadeiros valores do espírito, aos únicos tesouros que o espírito pode acumular e levar daqui. É como se você tivesse resolvido investir todo o seu dinheiro (tempo) em fundos de investimento (escolhas) e estes perderem o seu valor com a quebra da bolsa de valores (escolhas equivocadas).

A culpa por esse horrível investimento o acometerá, mas você poderá se acusar de ter errado se, naquele momento, tudo o levava a acreditar que seus investimentos estavam certos? Preste atenção onde a culpa se baseia, porque, possivelmente, é você se acusando (justa ou injustamente) de não ter feito tudo o que podia para impedir aquele desfecho.

Prestaram a atenção no que eu disse? Justa ou injustamente! Nem sempre estaremos corretos ao nos condenarmos pelas escolhas que fizermos.

JUSTIFICATIVAS OU DESCULPAS?

Voltemos ao caso da doença ou de um dos nossos amores no hospital, lugar onde paramos e nos damos a oportunidade de pensar sobre o que fizemos ou deixamos de fazer em relação a eles ou a nós mesmos: claro que poderíamos ter aproveitado melhor a presença dos nossos filhos, mas eu precisava trabalhar para dar o melhor para eles; claro que poderíamos ter ido visitar mais vezes os nossos pais, mas acreditávamos que teríamos mais tempo; claro que poderíamos ter ajudado financeiramente a nosso irmão quando este pediu ajuda, mas entendíamos que estávamos construindo o seu caráter para lutar pelo que ele sonhava... e quando nós ou estes se vão, uma culpa pode nos atormentar a alma.

Se isso ocorre é porque nós não estávamos totalmente convencidos de nossas próprias justificativas (ou desculpas) e, com o tempo que se foi, amadurecemos para perceber que elas (ou elas) poderiam ser contornadas e que a valorização do ser espiritual deveria ter sido a primeira meta. Mas, todas essas circunstâncias estão no passado e, o amadurecimento, no nosso presente. Por isso, aprendamos com o que ocorreu no passado e tentemos não repetir aquilo que provocou hoje o tormento de nossa alma.

O TEMPO É

O tempo não nos pertence porque ele não nos atende em nossos desejos. Ele chega e vai, ele chega e fica, ele vem e vai sem pudor, sem convite ou carta de despedimento.

Mas, mesmo não nos pertencendo, ele faz diferença, ele nos dá a oportunidade de nos moldar, ele nos dá a chance de refazermos os nossos equívocos simplesmente por estarmos nele e ele escoar de nós.

Não possuímos o tempo e quanto mais tempo gastarmos com o que não nos faz crescer, mais arrependidos poderemos nos sentir por não percebermos que a cada tempo que se vai, menos tempo teremos nesta vivência para melhor dela aproveitar e crescer.

Que entendamos que o tempo é um presente divino e que somente no presente ele existe para nós, mas que, como uma onda intensa, passará e também estará conosco e nos arremeterá aonde necessitamos estar para o nosso aprimoramento.

Usemos do tempo a nosso favor, mesmo que ele não possa ficar, mesmo que ele ainda esteja ao nosso redor!

O tempo não nos pertence, mas é nele que agiremos com os princípios e crenças que nos norteiam para transformarmos a nossa vida no presente, tendo o passado como instrutor e o futuro como meta!