Ano Novo, vida nova!

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Mais um ano se passou, mais um ano se inicia.
Como tudo na vida perfeita do PAI, tudo se renova, tudo recomeça, tudo nos demonstra a bondade infinita Dele para conosco nos dando sempre mais uma oportunidade para um novo recomeço.
Será que é isso que nos faz ter a reação de acreditar que tudo vai mudar do dia trinta e um de dezembro para o dia 1º de janeiro? Bem, toda a nossa vida é embasada em ciclos: os dias, as semanas, os anos, as estações climáticas... tudo nos leva a recomeçar, em novos períodos, com novas esperanças. Assim, a cada ano nos damos a oportunidade de abraçar novos sonhos, de buscar fôlego da onde parece não termos mais forças para dar nenhum passo a mais...
Esse ano de 2017 foi considerado para muitos como um momento difícil para vivermos: muitas dificuldades, muita corrupção, muito desemprego, muita pobreza, muita violência, muitas decepções... Ouvimos inúmeras vezes sair da boca de muitos que este ano precisava acabar logo para dar lugar a algo melhor e que o ano de 2018 seria diferente... “Se Deus quiser!”.
Mas, se não fizermos nada diferente do que realizamos em 2017, o que mudará? Somos nós que fazemos o nosso dia e se nada fizermos para que ele mude, nada mudará efetivamente para nós. Já começamos acreditando que o ano de 2018 será diferente, isso conta com certeza, todavia, o que podemos fazer mais?
Parem e pensem um pouco. O que vocês desejam?
Que tal colocarmos em prática aquele sonho abandonado pela falta de esperança? Que tal construirmos um novo começo, lembrando que o passado foi um momento de aprendizados, mas que ele já passou e não precisamos ficar revivendo as dores e sofrimentos sentidos? Que tal acreditarmos que temos o nosso valor e que ninguém, ninguém, poderá nos pechinchar? Que tal aceitarmos que, se algumas de nossas metas não depende somente de nós, podemos lembrar aos outros que somos andorinhas e que somados poderemos fazer “verão”? Nós não conseguiremos jamais chegar ao final de uma maratona, por menor que seja, se não dermos o primeiro passo. Esse passo é decisivo. Esse passo é o que nos dará a certeza de nossos sonhos. Esse passo é a indicação do nosso Eu dizendo para nós mesmos que “vale a pena” lutar pelo que queremos.
O ano de 2018 será diferente porque queremos que seja. Podemos esperar a providência divina agir em nossa vida porque nem tudo podemos fazer, porque algumas coisas fogem ao nosso domínio. Essa postura é inteligente e menos sofrida, porque não estaremos exigindo de nós algo que não temos poder para mudar, mas, entendamos que para aí a atuação divinal. Todo o resto, tudo aquilo que depende de nós precisa ser batalhado para ser alcançado: um emprego novo, um empreendimento sonhado, um lar harmônico, uma família feliz... tudo precisa ter a nossa “Mão de Midas”, o nosso esforço próprio.
Deus nos dá, todos os dias, um novo ano, um novo recomeço. A cada acordar, Deus nos diz: “Acorde, meu filho, lhe dou mais um dia de sonhos. Estou contigo.” A cada dia, somos pessoas diferentes, que passaram por experiências diferentes no dia anterior e que, no dia que se inicia, daremos a nós mesmos a oportunidade de colocarmos em prática o nosso aprendizado. A cada dia, Deus nos dá a oportunidade de sermos melhores conforme enxergamos o melhor que desejamos ser.
Por isso, agradeçamos ao Pai por essas oportunidades, mas agradeçamos a nós mesmos pelo nosso esforço e nossa construção em cada dia que vivemos e vivenciamos as perfeitas oportunidades presenteadas.

Ano novo, vida nova! Se a gente assim o vivenciar!

O que a raiva faz conosco?

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Pensando de cabeça fria, respondo a essa pergunta sobre a raiva com uma resposta muito simples: ela nos incomoda! Mas, saindo de um momento de turbulência, eu descreveria que a raiva faz muito mais do que isso: ela nos devasta! Ela acaba com a nossa paz, com a nossa alegria, ela nos adoece e... como é difícil voltar a serenidade anterior!!

A raiva não é sentida à toa. Ela só aparece porque algo acontece. E esse algo, vindo de fora ou de dentro, atinge alguma coisa, no nosso mundo interior, que é muito importante para nós, mesmo que não saibamos o que tenha sido. Na maioria das vezes, ficamos com raiva sem conseguirmos identificar o que foi mexido em nós. 

Mas, a raiva não é um sentimento natural nosso! Se alguém vive com raiva o tempo todo, algo está mais do que “errado”. Talvez, essa pessoa não esteja percebendo as suas emoções e age assim por acreditar que é um proceder que o ajudará a alcançar o seu objetivo (seja ele qual for). Exemplifico melhor: uma pessoa muito quieta sofre muito com as ações alheias. Então, em um determinado momento, ela reage com raiva e violentamente contra alguém e descobre nele a reação de respeito ou medo. Como ela somente conseguiu agir assim porque estava com raiva, em seu inconsciente, sempre buscará tal emoção para alcançar o seu intento. Então, por várias outras vezes, ela reagirá da mesma forma e gostando do que vê, não parará. Por um tempo, isso dará certo, mas, quando alguém começa a exagerar na raiva ou na violência, a reação natural daqueles que não se sintonizam com essas energias é se afastar. Enquanto, ela não perceber que as pessoas que valem a pena (para ela) estão se afastando, ela, possivelmente, continuará a agir no equívoco, porque foi a forma que percebeu dar certo. 

A raiva se impregna em suas ações como uma doença altamente arrebatadora, ficando ali, manifestando os seus sintomas para quem quiser ver, inclusive o próprio raivoso que, no início, está cego para ela. Se ele a percebe, pode querer limitá-la ou extirpá-la, mas levará um tempo razoável para se descontaminar, porque ela fica encubada produzindo o efeito da insatisfação e da tristeza, da indignação e da impaciência. Tudo isso é devastador e viciante em nosso campo interno. Para nos descontarminarmos, para não cairmos realmente doentes em razão de a cultivamos em nós, precisaremos da compreensão do que é viver com ela e as suas consequências.

Ainda assim, somos seres que desejamos a paz, porque a paz faz parte de nosso ser divino, mas em razão de nossa ignorância, ainda não compreendemos isso. Ainda, nos iludimos acreditando que o nosso orgulho é sábio e o usamos como conselheiro para as nossas próximas ações (pós raiva) e aí fica tudo pior... Melhor responder a célebre frase do poeta maranhense, Ferreira Gullar: “Você quer ter razão ou ser feliz?” No momento do seu distúrbio, se você fizer essa pergunta para si, possivelmente, não agirá tão impulsivamente e se dará uma chance de evitar sofrimentos desnecessários. Quando entramos nestes embates, na maioria das vezes, o objeto da discussão não é tão relevante e sair vencedor não lhe trará nenhuma vantagem. Ou seja, é nada prático.

A raiva é uma consequência, uma reação, e o autor dela seremos somente nós mesmos. Sendo assim, a boa notícia é que podemos amenizá-la, podemos transmutá-la porque se fomos nós que a produzimos no nosso templo interior, somente nós, e tão somente nós, poderemos desconstrui-la. Essa é uma outra benesse da sabedoria divina atuando em nossa vida... somos os únicos responsáveis pelo nosso bem-estar!

Raiva... se ainda a temos, que a sintamos mais e mais levemente, abdicando do nosso orgulho e colocando como meta um resultado prático para as nossas ações: sermos felizes!

Ações temidas, Reações necessárias

15:32 2 Comments A+ a-

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Todos os dias estamos à mercê de vivenciarmos experiências que nos levarão a reagir. Reagir segundo a nossa forma de enxergarmos serem elas boas ou não tão boas; reagir segundo o nosso desejo e visão de vivenciarmos ou não os resultados de tais experiências.
Na maioria das vezes, experimentamos rotinas que não nos incomodam e firmam as nossas convicções diariamente. Quando, porém, passamos por algumas experiências que nos transtornam, que nos incomodam, que nos tiram de nosso prumo, necessitamos agir mais veementemente para resolvermos tal embaraço, e nem sempre queremos ou conseguimos fazê-lo de pronto.
São essas vivências que nos levam a nos conhecer mais interiormente, porque para as enfrentarmos precisaremos lidar com muitas emoções e limites anteriormente construídos por nós mesmos para o nosso “não sofrer”.
Tomar tais medidas, enfrentar tais desconfortos, nos levam a ter que superar muitos medos, muitas mazelas internas que, na maioria das vezes, nem desejamos lembrar que eles existem.
Quando ignoramos por muito tempo o que precisa ser trabalhado em nós, a vida nos levará a enfrentar tais aflições, seja “por bem” seja “por mal”. Daí que vemos como somos rebeldes! Não queremos enfrentar, tampouco queremos mudar o que parece estar tranquilo e em paz.
O ponto é que se a experiência nos chega, significa que esse estado de espírito não é mais real. Algo em nós já clama por mudanças e, nos fazendo de cegos e surdos, precisamos da vida como um microscópio eletrônico para nos mostrar o que já nos contaminou por inteiro.
Seja agindo diretamente conosco, seja com o próximo, a vida nos leva a enxergar aquilo que muitas vezes não queremos ver. Quantas vezes, nos deparamos com a necessidade de agir com o outro com mais rigor, impondo limites à sua atuação em nossa vida ou na dele própria (porque também nos influencia), e não conseguimos? O que nos impede? Cada caso é um caso. Muitos de nós tememos perder algo precioso que achamos ter construído com este alguém e se agirmos, o destruiremos. Um bom exemplo é de um pai que não consegue impor limites ao seu filho! Possivelmente, há nele um medo interno que, a cada vez que se coloca para agir, esse medo o impede de seguir adiante. Infelizmente, apesar de enxergar a necessidade, o seu temor fala mais alto e ele não age. Mas, o que pode ser tão importante que impede um pai de fazer aquilo que ele acha que é o certo para o seu filho? De novo, cada caso é um caso. Mas, hoje, muitos pais estão tendo uma relação de dependência com os seus filhos, onde aqueles necessitam do amor destes para sobreviver, esquecendo que estes precisam da orientação e segurança emocional de seus pais para superarem suas dificuldades também.
Tal atitude acontece a nível inconsciente, porque muitos resolveram afirmar para si que “não deixariam os seus filhos passarem pelo que eles passaram”. Isso leva tais pais a criarem justificativas deturpadas sobre o que os motiva a passarem a mão na cabeça de seus filhos que percebendo a insegurança deles (pais), os escravizarão à sua vontade infantil.
Assim também é conosco. Muitas serão as dificuldades para nos imputarmos mudanças de comportamento que nos fariam “sofrer” porque nos retirariam de nossa zona de conforto. Vendo-nos inseguros, seremos nós a nos escravizarmos a nossa vontade infantil de teimarmos em não sair do lugar, em não buscarmos novos rumos para um crescer mais amadurecido e sem sofrimento.
Infelizmente, na maioria das vezes, somente quando o estrago é feito que nos arrependeremos de não termos atendido àquela necessidade intuitiva que buzinava aos nossos ouvidos antes e que não desejamos ouvi-la por medo.

Mas, não nos permitamos ser pessimistas, porque podemos ainda estar meios cegos e surdos para algumas mudanças, mas já nos esforçamos para não temermos o novo e seguimos em frente, e a cada dia, estamos mais e mais amadurecidos e escolhendo caminhos menos dolorosos para trilhar.