Você se aceita como é?

10:52 2 Comments A+ a-


Vocês sabem que eu já falei, inúmeras vezes, que somos aqueles que mais nos amamos, não é? Que muitas vezes até nos prejudicamos por acreditarmos, inconscientemente, que será melhor para nós se atendermos ao outro?
Então, quando eu pergunto a cada um de vocês se vocês se aceitam, parece até um contrassenso, não é? Mas, não é não.
Pensem comigo: será que a gente aceita todas as nossas dificuldades, nossas imperfeições, nossas (in)virtudes?
Quem de nós fala aos quatro cantos do mundo que é egoísta, orgulhoso, vaidoso...?
Por acreditarmos, hoje, que todas essas qualidades são “condenáveis”, não queremos nos deparar com atitudes nossas que as tenham como base, ficando pior quando o flagra delas se dá por terceiros. Isso chega até a nos perturbar. 
Mas, verdadeiramente, não deveria ser assim! Primeiro, porque essas qualidades não são negativas. Como eu posso subir na vida se eu não tiver ambição? Como eu posso melhorar o meu desempenho se não tiver orgulho de minhas conquistas?
Essas qualidades estão em nós para o nosso aprimoramento, para que cresçamos empolgados e impulsionados. O que não é positivo é a exacerbação dessas qualidades, porque ela (exacerbação) nos impulsiona de uma maneira desequilibrada, descambando para outros sentimentos como o egoísmo, a inveja, por exemplo.
Se eu abraço o orgulho de uma forma desequilibrada, provocarei a exacerbação do mesmo, criando em mim o egoísmo na sua mais pura essência. Se ele “é um amor próprio excessivo, que leva um indivíduo a olhar só para os suas opiniões, interesses e necessidades, e que despreza as necessidades alheias”[1], então, o egoísmo nos trará dores e sofrimentos em algum momento de nossa vida.
E sabem por quê? Porque, em nosso ser, o que é certo é estarmos em harmonia com o Cosmos. Tudo o que nos retira dessa sintonia, nos faz sofrer, principalmente quando já entramos, conscientemente, na jornada de nos fazermos melhores.
Temos de nos encarar como estamos para que construamos um melhor somos.
Se, diante de minhas reações, flagro-me orgulhosa e egoísta, que eu possa confessar para mim essas qualidades. Depois disso, cabe a mim escolher qual caminho seguir! Para um aprimoramento mais rápido, precisamos enfrentar isso para nos levarmos mais célere ao sentimento puro, que deturpado, o gerou: o amor! O egoísmo, segundo o seu conceito, é um amor por nós que saiu de seu ponto divino e tornou-se excessivo, trazendo-nos o desconforto de vivermos nele.
Como faremos para transmutá-lo? Sendo quase raciocinais, quase matemáticos.
Vou indicar um método de uma amiga. Pensemos assim:
Sou invejosa? Sim.  Do quê ou de quem? X.  Porque? Y.  O que eu faria para obter o objeto de minha inveja? Z.  Diante do que já sei, vou fazer Z?
Esse momento é crucial para que você faça uma escolha consciente de sua vontade, e, por consequência, enxergando somente em você o construtor inigualável de seu destino.
Essas respostas lhe mostrarão o que você quer e até onde você iria para conseguir o que quer. Muitas vezes, nos flagrarmos neste instante é imprescindível para nós, porque nos faz mudar o rumo de nossa história quando não desejamos continuar naquele ciclo vicioso das nossas muitas vidas.
Continuando com o raciocínio, se acharmos que vale a pena fazer Z, ele virará um objetivo e nos esforçaremos para alcançá-lo. Se não, podemos até achar que valeria a pena termos aquele objeto de conquista, mas o sacrifício pessoal seria caro demais para arcamos.
Acredito que, assim, pararemos de nos crucificar a cada reação nossa, e nos aceitaremos com mais brandura porque nos veremos como seres perfeitos, mas em construção, e merecedores de nosso amparo, amor e reforma íntima.




[1] In https://www.significados.com.br/egoismo/

2 comentários

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Anônimo
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10 de março de 2017 07:26 delete

Amei...Uma nova visão para tudo aquilo que, por vezes, escondemos por achar uma vergonha ter estas (in) virtudes caminhando conosco. Qual o lema? Caminharmos sempre em harmonia conosco e com os outros. Bjbj, Franciane

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10 de março de 2017 10:07 delete

Se nos entendermos, pararemos de nos julgar sem compaixão. É um trabalho árduo para quem está acostumado, a séculos, a sempre julgar os outros e a si mesmo.
E vamos que vamos. Bjs Franciane.

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