Ano Novo, vida nova!

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Mais um ano se passou, mais um ano se inicia.
Como tudo na vida perfeita do PAI, tudo se renova, tudo recomeça, tudo nos demonstra a bondade infinita Dele para conosco nos dando sempre mais uma oportunidade para um novo recomeço.
Será que é isso que nos faz ter a reação de acreditar que tudo vai mudar do dia trinta e um de dezembro para o dia 1º de janeiro? Bem, toda a nossa vida é embasada em ciclos: os dias, as semanas, os anos, as estações climáticas... tudo nos leva a recomeçar, em novos períodos, com novas esperanças. Assim, a cada ano nos damos a oportunidade de abraçar novos sonhos, de buscar fôlego da onde parece não termos mais forças para dar nenhum passo a mais...
Esse ano de 2017 foi considerado para muitos como um momento difícil para vivermos: muitas dificuldades, muita corrupção, muito desemprego, muita pobreza, muita violência, muitas decepções... Ouvimos inúmeras vezes sair da boca de muitos que este ano precisava acabar logo para dar lugar a algo melhor e que o ano de 2018 seria diferente... “Se Deus quiser!”.
Mas, se não fizermos nada diferente do que realizamos em 2017, o que mudará? Somos nós que fazemos o nosso dia e se nada fizermos para que ele mude, nada mudará efetivamente para nós. Já começamos acreditando que o ano de 2018 será diferente, isso conta com certeza, todavia, o que podemos fazer mais?
Parem e pensem um pouco. O que vocês desejam?
Que tal colocarmos em prática aquele sonho abandonado pela falta de esperança? Que tal construirmos um novo começo, lembrando que o passado foi um momento de aprendizados, mas que ele já passou e não precisamos ficar revivendo as dores e sofrimentos sentidos? Que tal acreditarmos que temos o nosso valor e que ninguém, ninguém, poderá nos pechinchar? Que tal aceitarmos que, se algumas de nossas metas não depende somente de nós, podemos lembrar aos outros que somos andorinhas e que somados poderemos fazer “verão”? Nós não conseguiremos jamais chegar ao final de uma maratona, por menor que seja, se não dermos o primeiro passo. Esse passo é decisivo. Esse passo é o que nos dará a certeza de nossos sonhos. Esse passo é a indicação do nosso Eu dizendo para nós mesmos que “vale a pena” lutar pelo que queremos.
O ano de 2018 será diferente porque queremos que seja. Podemos esperar a providência divina agir em nossa vida porque nem tudo podemos fazer, porque algumas coisas fogem ao nosso domínio. Essa postura é inteligente e menos sofrida, porque não estaremos exigindo de nós algo que não temos poder para mudar, mas, entendamos que para aí a atuação divinal. Todo o resto, tudo aquilo que depende de nós precisa ser batalhado para ser alcançado: um emprego novo, um empreendimento sonhado, um lar harmônico, uma família feliz... tudo precisa ter a nossa “Mão de Midas”, o nosso esforço próprio.
Deus nos dá, todos os dias, um novo ano, um novo recomeço. A cada acordar, Deus nos diz: “Acorde, meu filho, lhe dou mais um dia de sonhos. Estou contigo.” A cada dia, somos pessoas diferentes, que passaram por experiências diferentes no dia anterior e que, no dia que se inicia, daremos a nós mesmos a oportunidade de colocarmos em prática o nosso aprendizado. A cada dia, Deus nos dá a oportunidade de sermos melhores conforme enxergamos o melhor que desejamos ser.
Por isso, agradeçamos ao Pai por essas oportunidades, mas agradeçamos a nós mesmos pelo nosso esforço e nossa construção em cada dia que vivemos e vivenciamos as perfeitas oportunidades presenteadas.

Ano novo, vida nova! Se a gente assim o vivenciar!

O que a raiva faz conosco?

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Pensando de cabeça fria, respondo a essa pergunta sobre a raiva com uma resposta muito simples: ela nos incomoda! Mas, saindo de um momento de turbulência, eu descreveria que a raiva faz muito mais do que isso: ela nos devasta! Ela acaba com a nossa paz, com a nossa alegria, ela nos adoece e... como é difícil voltar a serenidade anterior!!

A raiva não é sentida à toa. Ela só aparece porque algo acontece. E esse algo, vindo de fora ou de dentro, atinge alguma coisa, no nosso mundo interior, que é muito importante para nós, mesmo que não saibamos o que tenha sido. Na maioria das vezes, ficamos com raiva sem conseguirmos identificar o que foi mexido em nós. 

Mas, a raiva não é um sentimento natural nosso! Se alguém vive com raiva o tempo todo, algo está mais do que “errado”. Talvez, essa pessoa não esteja percebendo as suas emoções e age assim por acreditar que é um proceder que o ajudará a alcançar o seu objetivo (seja ele qual for). Exemplifico melhor: uma pessoa muito quieta sofre muito com as ações alheias. Então, em um determinado momento, ela reage com raiva e violentamente contra alguém e descobre nele a reação de respeito ou medo. Como ela somente conseguiu agir assim porque estava com raiva, em seu inconsciente, sempre buscará tal emoção para alcançar o seu intento. Então, por várias outras vezes, ela reagirá da mesma forma e gostando do que vê, não parará. Por um tempo, isso dará certo, mas, quando alguém começa a exagerar na raiva ou na violência, a reação natural daqueles que não se sintonizam com essas energias é se afastar. Enquanto, ela não perceber que as pessoas que valem a pena (para ela) estão se afastando, ela, possivelmente, continuará a agir no equívoco, porque foi a forma que percebeu dar certo. 

A raiva se impregna em suas ações como uma doença altamente arrebatadora, ficando ali, manifestando os seus sintomas para quem quiser ver, inclusive o próprio raivoso que, no início, está cego para ela. Se ele a percebe, pode querer limitá-la ou extirpá-la, mas levará um tempo razoável para se descontaminar, porque ela fica encubada produzindo o efeito da insatisfação e da tristeza, da indignação e da impaciência. Tudo isso é devastador e viciante em nosso campo interno. Para nos descontarminarmos, para não cairmos realmente doentes em razão de a cultivamos em nós, precisaremos da compreensão do que é viver com ela e as suas consequências.

Ainda assim, somos seres que desejamos a paz, porque a paz faz parte de nosso ser divino, mas em razão de nossa ignorância, ainda não compreendemos isso. Ainda, nos iludimos acreditando que o nosso orgulho é sábio e o usamos como conselheiro para as nossas próximas ações (pós raiva) e aí fica tudo pior... Melhor responder a célebre frase do poeta maranhense, Ferreira Gullar: “Você quer ter razão ou ser feliz?” No momento do seu distúrbio, se você fizer essa pergunta para si, possivelmente, não agirá tão impulsivamente e se dará uma chance de evitar sofrimentos desnecessários. Quando entramos nestes embates, na maioria das vezes, o objeto da discussão não é tão relevante e sair vencedor não lhe trará nenhuma vantagem. Ou seja, é nada prático.

A raiva é uma consequência, uma reação, e o autor dela seremos somente nós mesmos. Sendo assim, a boa notícia é que podemos amenizá-la, podemos transmutá-la porque se fomos nós que a produzimos no nosso templo interior, somente nós, e tão somente nós, poderemos desconstrui-la. Essa é uma outra benesse da sabedoria divina atuando em nossa vida... somos os únicos responsáveis pelo nosso bem-estar!

Raiva... se ainda a temos, que a sintamos mais e mais levemente, abdicando do nosso orgulho e colocando como meta um resultado prático para as nossas ações: sermos felizes!

Ações temidas, Reações necessárias

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Todos os dias estamos à mercê de vivenciarmos experiências que nos levarão a reagir. Reagir segundo a nossa forma de enxergarmos serem elas boas ou não tão boas; reagir segundo o nosso desejo e visão de vivenciarmos ou não os resultados de tais experiências.
Na maioria das vezes, experimentamos rotinas que não nos incomodam e firmam as nossas convicções diariamente. Quando, porém, passamos por algumas experiências que nos transtornam, que nos incomodam, que nos tiram de nosso prumo, necessitamos agir mais veementemente para resolvermos tal embaraço, e nem sempre queremos ou conseguimos fazê-lo de pronto.
São essas vivências que nos levam a nos conhecer mais interiormente, porque para as enfrentarmos precisaremos lidar com muitas emoções e limites anteriormente construídos por nós mesmos para o nosso “não sofrer”.
Tomar tais medidas, enfrentar tais desconfortos, nos levam a ter que superar muitos medos, muitas mazelas internas que, na maioria das vezes, nem desejamos lembrar que eles existem.
Quando ignoramos por muito tempo o que precisa ser trabalhado em nós, a vida nos levará a enfrentar tais aflições, seja “por bem” seja “por mal”. Daí que vemos como somos rebeldes! Não queremos enfrentar, tampouco queremos mudar o que parece estar tranquilo e em paz.
O ponto é que se a experiência nos chega, significa que esse estado de espírito não é mais real. Algo em nós já clama por mudanças e, nos fazendo de cegos e surdos, precisamos da vida como um microscópio eletrônico para nos mostrar o que já nos contaminou por inteiro.
Seja agindo diretamente conosco, seja com o próximo, a vida nos leva a enxergar aquilo que muitas vezes não queremos ver. Quantas vezes, nos deparamos com a necessidade de agir com o outro com mais rigor, impondo limites à sua atuação em nossa vida ou na dele própria (porque também nos influencia), e não conseguimos? O que nos impede? Cada caso é um caso. Muitos de nós tememos perder algo precioso que achamos ter construído com este alguém e se agirmos, o destruiremos. Um bom exemplo é de um pai que não consegue impor limites ao seu filho! Possivelmente, há nele um medo interno que, a cada vez que se coloca para agir, esse medo o impede de seguir adiante. Infelizmente, apesar de enxergar a necessidade, o seu temor fala mais alto e ele não age. Mas, o que pode ser tão importante que impede um pai de fazer aquilo que ele acha que é o certo para o seu filho? De novo, cada caso é um caso. Mas, hoje, muitos pais estão tendo uma relação de dependência com os seus filhos, onde aqueles necessitam do amor destes para sobreviver, esquecendo que estes precisam da orientação e segurança emocional de seus pais para superarem suas dificuldades também.
Tal atitude acontece a nível inconsciente, porque muitos resolveram afirmar para si que “não deixariam os seus filhos passarem pelo que eles passaram”. Isso leva tais pais a criarem justificativas deturpadas sobre o que os motiva a passarem a mão na cabeça de seus filhos que percebendo a insegurança deles (pais), os escravizarão à sua vontade infantil.
Assim também é conosco. Muitas serão as dificuldades para nos imputarmos mudanças de comportamento que nos fariam “sofrer” porque nos retirariam de nossa zona de conforto. Vendo-nos inseguros, seremos nós a nos escravizarmos a nossa vontade infantil de teimarmos em não sair do lugar, em não buscarmos novos rumos para um crescer mais amadurecido e sem sofrimento.
Infelizmente, na maioria das vezes, somente quando o estrago é feito que nos arrependeremos de não termos atendido àquela necessidade intuitiva que buzinava aos nossos ouvidos antes e que não desejamos ouvi-la por medo.

Mas, não nos permitamos ser pessimistas, porque podemos ainda estar meios cegos e surdos para algumas mudanças, mas já nos esforçamos para não temermos o novo e seguimos em frente, e a cada dia, estamos mais e mais amadurecidos e escolhendo caminhos menos dolorosos para trilhar. 

Sabemos quem somos?

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Durante toda a nossa vida, imaginamos que não sabemos quem somos.


Eu acredito que sabemos, apesar de eu me surpreender, em muitos momentos, com algumas posturas ou reações que tenho frente às inúmeras experiências da minha vida. Se é assim, o que é se conhecer? É você ter noção do que você é capaz de fazer sem máscaras, sem tentar se convencer que é alguém que ainda não conquistou em seu ser.

Para aqueles que têm o objetivo de crescer (e não somente viver esta vida), todo dia é um experimento novo, é um momento em que estamos atentos (e não obsessivos) para as reflexões que nos chegam e estas servirão para nos tornarmos melhores dia a dia.

Assim, essas pessoas (incluindo eu) têm uma visão um pouco mais aberta e reflexiva sobre si mesmas, o que pode ser bom ou não segundo a nossa capacidade de sermos benevolentes conosco. Se não formos benevolentes, podemos nos tornar cruéis carrascos de nós mesmos quando percebermos que não estamos atendendo ao que julgamos ser o melhor para nós. Poderemos estar cavando um buraco grande o suficiente para nos enterrarmos depois sem piedade.

Tal atitude, nos demonstra que, apesar de sabermos que nos conhecemos (e isso realmente é um fato), vivemos nos iludindo, não aceitando o belo progresso que já nos permitimos ter diante dessa caminhada árdua e espinhosa, mas também fascinante e formidável de nos vermos subindo os degraus de nossa evolução.

Somente uma ilusão é capaz de nos trazer desilusões. Sabemos quem somos, mas manipulamos a nossa verdade com os sonhos de quem gostaríamos de ser, e isso nos entristece quando nos flagramos ainda em crescimento e não crescidos.

O interessante é que, não podemos confundir ilusão com a busca de estarmos melhor. Estar melhor é você colocar em prática aquilo que você quer ser, ou seja, se quero ser mais caridosa, preciso fazer a caridade, mesmo que ainda seja difícil para mim esse altruísmo. Me iludir é acreditar que, por fazer alguma caridade, já sou inerentemente caridosa. Mas, por não ser eu ainda, significa que estou me iludindo e deveria não fazer? Não, significa que estou me dando a oportunidade de vivenciar esse ser melhor em meu cotidiano e até me ver caridosa, sem a ilusão de pensar que o egoísmo em mim, por exemplo, já “morreu”. O flagrar esse algo em mim não é para o meu desespero, mas para a minha iluminação! “Estou ainda egoísta, mas hoje já consigo dar algo que tenho, o que não fazia antes”.

Esse é o melhor comportamento de quem está na busca incessante de seu aprimoramento! Dar-se o crédito pelo que fez de bom ou pelas tentativas de fazer o seu melhor... Esta é a mais adequada visão de nossa caminhada. Porque o que conta para nós, verdadeiramente, não deveria ser o resultado final, mas sim como agimos pelo caminho, o que escolhemos para atingir esse crescimento. Existe um ditado popular que diz mais ou menos assim: “se não posso dizer como fiz, então, não deveria nem fazer.” Esse é um dos inúmeros parâmetros que podemos utilizar como norteador de nossas ações.

A cada noite, deveríamos nos parabenizar pelas várias etapas vivenciadas naquele dia, mesmo que algumas delas tenham sido atitudes que já nos arrependemos de tê-las cometido. Com certeza, elas também nos ensinaram e até nos especializaram na tarefa de lapidação íntima. Elas, portanto, foram importantes na nossa existência!

Continuemos em nossa trajetória jamais esquecendo que sabemos quem somos, e este saber nos ajudará a não nos iludirmos diante dos nossos sonhos de alcançarmos patamares mais iluminados em nosso caminhar. 

Um capítulo de meu diário de vida!

12:02 4 Comments A+ a-


Hoje, eu acordei pensando que era necessário eu voltar um pouco no tempo. Voltar, não para sofrer, mas para me regenerar. Voltar para eu conseguir perceber o quanto cresci e, também, para prender agora, no presente, algumas importantes pontas soltas que ficaram pelo caminho.
Se, naquele momento, em que as deixei sem solução não tinha capacidade para resolvê-las, talvez hoje possa enxergá-las com maior clareza e solucioná-las mais rapidamente.
Assim, fiquei pensando um pouco sobre a minha vida. As circunstâncias que passei, boas ou não tão boas; as situações em que me vi incapaz de enfrentá-las e as que as resolvi sem qualquer dificuldade.
Percebi que tudo o que vivenciei, mesmo aquelas situações que parece que eu nada fiz para que acontecessem, aconteceram como a água do rio que corre pelas suas margens, fluindo!! Mesmo aquelas que vieram como uma torrente desembestada que levou toda a paz e alegria do meu coração naquele momento... fluíram!!
Não sei se dá para vocês entenderem o que quero dizer, mas fluíram porque seguiram com o tempo. Hoje, eu ainda estou aqui, cheia de cicatrizes sim, mas com a certeza de que, sem elas, não seria um terço do que sou hoje. Elas me ajudaram a querer buscar o meu aprimoramento moral e ético; a buscar ser melhor a cada dia porque é esse estado de espírito que eu quero para mim.
Entendam que não há necessidade de construirmos essas cicatrizes em nós para sermos melhores, mas, se não conseguimos evitá-las, que as enxerguemos como um instrumento de muito valor para o nosso crescer. Assim, perceberemos que tudo flui... com o tempo, flui, e nós já não somos mais aqueles que éramos antes!
Volto no tempo para perceber que, todas as circunstâncias que vivenciei, boas ou não, tiveram em mim um gatilho para tê-las vivido e por isso são de minha responsabilidade, mas que foram tão essenciais que não consigo enxergar uma outra vida melhor para a lapidação do meu ser.
Neste meu regresso, flagrei situações em que pensei ter sido poupada de dores incômodas ou atrozes. Fiquei feliz e pensei que foi “merecimento” meu! Então, seguindo com o meu passeio, me surpreendi porque elas vieram, à frente, porém, mais bem adaptadas ao meu ser imperfeito, à minha capacidade de enfrentá-las e superá-las. Por incrível que pareça, agradeci, pois, no final, eu fui poupada sim, em ambos os momentos!
Todos nós viveremos momentos de dores profundas em nossas vidas, dores morais e materiais, dores da alma e do físico, e todas elas estarão pautadas em nós, como um reflexo de nossas escolhas, em como conseguiremos enfrentá-las e superá-las (ou não). Após este regresso, é mais palpável aos meus olhos que não estamos largados sozinhos nas tempestades da vida, e que, sabendo disso, teremos paz para nos fortalecermos e aguardarmos o tempo certo em que tudo se resolverá, porque seremos portadores das ferramentas certas e necessárias para o enfrentamento de nossas mazelas.
Não se iludam! Esse processo não é fácil e, diria até (des)necessário, porque se não fizermos isso por nos sentirmos incapazes de enfrentar as nossas dificuldades do pretério, a vida nos trará, no presente, experiências novas e adaptadas para a nossa lapidação. 
É verdade, também, que não pude enfrentar tudo no dia de hoje! Mas, consegui prender algumas pontas soltas que enxerguei e isso já merece um orgulhoso “Parabéns para mim!”.
Se vocês tiverem coragem, façam isso por vocês também!

No que consiste o nosso planejamento reencarnatório.

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Fazemos uma ideia muito errada sobre o que é o nosso planejamento reencarnatório. E nos equivocamos porque temos ideias muito deturpadas do que é sairmos vencedores, termos boas experiências, superarmos nossas dificuldades.
Enquanto não percebermos que a nossa existência não se resume a um punhado de experiências que nos farão sofrer, não compreenderemos a essência de nossa própria realidade.
E porque pensamos isso? Primeiro, porque muitos ainda acreditam que é pelo sofrimento que seremos felizes! Interpretamos, equivocadamente, que sendo a dor necessária para o nosso crescimento, o sofrimento também o será, como se um dependesse do outro, como fossem um só. Mas, hoje, mais do que nunca, esses conceitos estão sendo explicados de uma forma mais simples e libertadora: dor e sofrimento são dois aspectos de uma experiência, sendo que a primeira é a forma que encaramos a experiência em que vivemos e o segundo, como nos deixamos senti-la.
Quando é afirmado que a dor é necessária, está se dizendo, simplesmente, que a maioria de nós, seres terrenos, nesta etapa evolutiva, somente nos freamos quando algo “desagradável” aos nossos olhos nos acontece. Esse algo, normalmente, é um alarme que nos faz perceber que precisamos parar e descobrir, de uma forma mais racional e sem destemperos, qual o caminho que nos retirará daquela trajetória desastrosa que estávamos percorrendo. E por que digo “aos nossos olhos”? Porque tal circunstância pode ser horrível para nós e não ser para um outro alguém. Eu posso perder a paz em uma circunstância que outra pessoa a vivenciaria sem muitos tumultos... Por isso, a dor é subjetiva, da mesma forma que a intensidade de nosso sofrimento também é. Ambos, serão avaliados pelo indivíduo e dada a sua importância e intensidade segundo a sua forma de enxergar a vida.
Mas, o que isso tem a ver com a programação reencarnatória? Tudo, porque ambas serão produzidas pelo indivíduo segundo a sua noção consciente ou inconsciente de seus débitos e trabalhadas em suas existências materiais. Está muito claro para mim que, os nossos débitos são contraídos pelas nossas ações equivocadas, mas eles só são mantidos pela nossa consciência culpada. Mesmo quando pensamos naquele indivíduo que não tem noção exata de seus equívocos e é aprisionado pelos seus algozes no plano imaterial, isso só acontece porque ele, como qualquer um de nós, já “sabe” o que é certo e errado, e ele “vibra” conforme este entendimento. Desde a vinda dos grandes Mestres, incluindo Jesus, não podemos mais dizer que não sabemos onde erramos.
Por isso, quando participamos de nossa programação reencarnatória, temos em nossa mente o que queremos superar e se possível “pagar” para nos vermos livres de nossa consciência perturbada. Elegemos muitas possíveis experiências não especificadas[1], mas úteis para o nosso desabrochar e, na ilusão de um menino pequeno que acha que se esconde atrás de suas próprias mãos, enxergamos muita dor e empreendemos muito sofrimento nelas para nos vermos pagando por cada erro cometido.
Precisamos compreender que sermos vencedores em uma existência terrena, termos boas experiências e superarmos nossas dificuldades depende de como vemos o que recebemos da vida e estas podem ser por nós transmutadas para um olhar mais humano e caridoso para conosco. Se não aprendermos isso, ao acreditarmos que precisaremos padecer os horrores de uma doença terminal para nos livrarmos de nossos males, será isso que construiremos para nós ao final de nossa existência.  Assim, atendendo ao nosso desejo, a vida nos dará a chave de nossa libertação (a doença terminal) para que alcancemos o objetivo de nossa programação reencarnatória que é, tão somente, alcançarmos a nossa felicidade espiritual.



[1] Em nosso planejamento, com raras exceções, não escolhemos passar especificamente por uma avalanche ou um tiroteio, uma queda de avião ou acidente de carro... Escolheremos, de uma forma geral, passar por uma experiência que nos ajudará a compreender o valor da vida, da família ou do emprego que nos sustenta... Daí, as circunstâncias serão construídas a partir de nossas ações, serão o resultado de nossas construções segundo as nossas escolhas de toda uma vida.

Temos de nos preocupar com a parte espiritual de nossas vidas?

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Muitos se confundem quando acreditam que têm ou não têm de se preocupar com a parte espiritual de suas vidas. A bem da verdade, a palavra não é essa!
Cada um de nós busca o conhecimento sobre as verdades do plano imaterial por uma razão particular: porque sente que algo está errado, que não pode haver somente violência, corrupção, injustiça ao nosso redor, porque tem de existir algo maior do que o que a gente enxerga...
Na maioria das vezes, fazemos isso porque nos sentimos desamparados. Começamos a duvidar da providência divina e nos sentimos orfãos. E é exatamente porque não compreendemos o que está acontecendo ao nosso redor (no plano material) é que buscamos respostas que nos ajudarão a saber como agir (interna e/ou externamente) diante de tanta degradação moral, ética e intelectual. Mas, essas mazelas nos incomodam também porque estão sendo flagradas em nosso mundo interior: a violência sentida em nosso coração, a revolta que assola o nosso eu diante das injustiças que presenciamos, a falta de empatia que enxergamos no outro, e até em nós mesmos, frente às necessidades do próximo... tudo isso e muito mais está em nosso mundo interior, mas que não eram sentidos como hoje.
Desde os tempos imemoriais, nós agimos assim, com corrupção, com violência, com imaturidade emocional e eu me pergunto: como somente agora estamos tão incomodados com algo que já existe desde sempre? É porque tudo isso estava longe de nós, não nos atingia diretamente, fazia parte da vida "dos outros". Mas, agora, a violência está nas nossas portas; as guerras, a corrupção, em nossos lares (através da televisão, por exemplo), nos fazendo nos depararmos com a nossa própria violência e corrupção (em patamares menores, mas dolorosos para quem se dizia íntegro)... E, frente a tudo isso, nossos sentimentos e emoções borbulham, nos incomodam.
A verdade é que nada fazemos para mudar a nossa realidade se não nos incomodarmos com o que vemos e não nos aprofundarmos em nós mesmos para possíveis mudanças.
Não somos obrigados a buscar, ou nos preocupar, com o nosso mundo interior ou com o mundo espiritual (que fazem parte do mundo incorpóreo), mas, nós que o fazemos, percebemos que esse encontro nos permite sentir uma paz íntima, apesar de todos esses tormentos.
Nossos olhos se abrem um pouquinho mais para percebermos que tudo o que está acontecendo não é novidade para a humanidade e, ainda assim, Deus não nos abandona. Como dizia, desde os tempos imemoriais, a humanidade vive essas mazelas, mas, apesar disso, estamos crescendo. E percebemos isso porque nos sentimos crescer, através de nossas observações internas. E é por isso que chegou a hora de todos esses desvirtuamentos mundanos serem mostrados, escancarados para nós, porque já estamos tendo maturidade para vê-los e enfrentá-los.
O mundo é um lugar maravilhoso, mas imaturo. Precisa de bons líderes, mas também precisa de um bom povo que mude muitos de seus conceitos sobre integridade, honestidade, merecimento... E isso só acontecerá se formos chacoalhados, balançados em nossas bases, em nossas zonas de conforto. Vivenciando e sentindo tudo isso, como ficamos se não acreditarmos que estamos sendo protegidos, amparados pelo  Criador? Tudo isso que desejamos (mudanças para a humanidade e para a nossa vida diária) só alcançaremos quando pudermos ter olhos para ver. Muitos só abrirão os seus olhos quando perceberem que tudo isso está vinculado também à sua vida imaterial, suas responsabilidades diante de suas escolhas diárias e a necessidade de vivenciarem todas as experiências de sua vida, percebendo como reagirão em relação às mesmas. Para muitos de nós, sem essas bases, nos sentimos angustiados, desmotivados, sem chão... sem esperança.
Por tudo isso, buscar as verdades espirituais deixa de ser algo com que nos preocupamos e se torna algo que necessitamos, porque elas servirão como instrumentos para nos fortalecermos diante dessa "dor" moral em que vivemos em nosso país e no mundo, e nos tornaremos proativos para que as mudanças ocorram.
Se me perguntarem porque eu busco as verdades espirituais, eu respondo sem medo: é porque eu preciso saber que o que parece ser o caos ao meu redor é tão somente Deus agindo para o esclarecimento de todos os seus filhos.

Quem poderá acabar com a nossa solidão?

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Medo, angústia, frustração, tristeza são alguns dos sentimentos que algumas pessoas portam quando se sentem sozinhas.
Mas, o que é estar sozinha?
Por séculos e séculos, ouvimos dizer que cada ser humano tem a sua alma gêmea, a sua cara metade, a sua outra banda da laranja... Ouvimos que o ser humano é um ser que vive no coletivo e que não sabemos viver sós.
Gostaria de colocar alguns pontos de vista que eu tenho sobre isso.
Primeiramente, tenho por convicção que Deus é Pai e não “carrasco”. Por isso, não acredito em almas gêmeas. Não no sentido que falam por aí. A conotação que dão para isso é de que, para sermos felizes, teríamos de encontrar alguém que nos faria sentir essencialmente plenos, que nos complementaria e que a sua ausência seria um martírio para a nossa alma solitária.
Pela concepção que tenho de Deus (Poderoso, Bom, Justo, Amoroso...), Ele não criaria essa dependência em nós porque não teríamos condições de compreender o amor do outro em toda a sua, ainda, imperfeição. Da forma que sabemos amar, nossa relação com o outro ainda é de muita cobrança, muita ilusão, muito egoísmo.
Vocês poderiam afirmar que já encontraram um casal assim, mas afirmo que essas pessoas não eram almas gêmeas, e sim somente pessoas que, como vocês, estão em pleno crescimento e que, hoje, sabem-se amar da forma que eles mais anseiam. Se assim é, possivelmente, nesta existência, eles tiveram a oportunidade de poder reviver um sentimento antigo sem as mazelas de um relacionamento corrompido. Talvez eles precisassem de uma existência mais calma neste sentido, para poderem enfrentar outras tantas dificuldades que fazem parte de suas superações.
Mas, o que é o amor? É um sentimento gostoso que nos vincula a alguém ou alguma coisa. É o único sentimento que sabemos criar em nosso mundo interior porque, sendo filhos de Deus, somente poderemos fazer o que Ele faz: amar.
No entanto, vocês me diriam que sentimos raiva, tristeza, mágoas, ódios... E eu os respondo: todos derivados do amor que sabemos amar. O que é o ódio, senão o amor violado? O que é a mágoa, senão o amor decepcionado? O que é a tristeza, senão o amor desmotivado? O que é o egoísmo, senão um amor exacerbado por nós mesmos? Tudo o que sentimos deriva-se do amor, mas um amor que foi transmutado por nós, transformado pela nossa ignorância sobre as verdades divinas.
Vivermos numa coletividade nos coloca à prova todos os dias, porque teremos de transmutar o nosso amor o tempo todo em resposta ao comportamento do outro e, quanto mais entendermos como fazê-lo sem prejudicar ao outro e a nós mesmos, mais perto de vivermos uma vida plena, com o outro ou sem ele.
A coletividade faz parte de nossa natureza. Desde o princípio, buscávamos o coletivo para nos proteger, para procriar, para sobreviver às intempéries do ambiente em que vivíamos. Essa coletividade está inserida nas leis divinas, através da Lei da Sociedade que tem como objetivo, além de outros mais, um crescimento intelectual, moral e emocional mais rápido para todos nós, mas nunca a escravidão de sentimentos ou dependência entre nós.
Mas, se não dependemos de ninguém, porque nos sentimos tão sós? Por que mesmo junto a tantos, nos sentimos desamparados, tristes? Porque, pela nossa falta de conhecimento, ainda não compreendemos que a pessoa que nos fará efetivamente felizes está dentro de nós. A cada dia, buscamos em nosso mundo exterior a felicidade, não percebendo que ela depende de como este ser enxerga a vida.
Estamos sós porque queremos viver uma vida que não existe. Os requisitos que numeramos para que a felicidade possa estar na nossa vida, como riqueza, fama, inteligência, influência, não farão qualquer diferença se não mudarmos a nossa forma de pensar.
Quantas celebridades (portadoras desses requisitos almejados) estão perdendo suas vidas, sua saúde, sua paz de espírito porque não deram a si mesmas a visão esclarecedora de que o maior tesouro que temos de cultivar é o do espírito. E aí, chega o ponto que quero lhes chamar a atenção: é nele que temos de nos curar da solidão. É em nós mesmos que precisamos achar a melhor companhia!
Se compreendermos isso, alcançaremos a felicidade e a sensação de solidão não fará parte de nós. E toda e qualquer companhia que conosco esteja estará ampliando, mas não completando a felicidade que já possuímos.


Estamos vivenciando uma guerra velada

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Vemos grupos de pessoas brigando entre si sobre questões de ordem psíquica, emocional e familiar, levando uma boa parte de nossa sociedade a se manifestar de uma forma descontente, frustrada, irritada.
Existe uma onda, onde alguns, para não perderem o pequeno espaço que já conquistaram, estão mais atuantes em defender aquilo que acreditam. Fazem barulho, expõem suas ideias, chamam a atenção para as suas verdades, criam circunstâncias que escandalizam, trazem desconforto ou, ao contrário, dão condições de novos entendimentos aos nunca tinham sido colocados frente àquelas novas concepções. Outros, por serem contrários, lutam pelas suas convicções e valores, não querendo que essa onda os afogue, temendo o que não conhecem ou vislumbrando as consequências de adotá-las. Infelizmente, nenhum dos lados está a salvo das revoltas e indignações produzidas pelas ponderações trazidas pelo seu oposto.
Tentando analisar com brandura e raciocínio, venho tentando ouvir e ver o que está acontecendo ao meu redor, mas admito que estou me sentindo “afogar” vez por outra.
Influenciando essa batalha, temos os meios de comunicação, que, infelizmente, trazem as notícias, espelham em suas novelas, tudo o que está negativo em nosso país: corrupção, violência, descaso aos valores familiares, etc.

Tudo isso nos faz chegar ao final do dia com a impressão de que nada está bem, mas isso não é verdade!
Afirmo isso porque, o que generalizam como se fosse a característica de nosso povo, não nos resume. O que vemos alguns fazerem tão gravemente, não pode ser espelhado aos milhões de brasileiros. A maioria de nós se importa com o futuro de nosso país e usa das armas que tem, como votar com mais consciência e continuar trabalhando, esperançosa que mudanças aconteçam. Muitos estrangeiros afirmam não entender como podemos ser tão mansos e pacíficos diante dos últimos acontecimentos. Eu diria que somos assim (!), talvez “por enquanto”, talvez “isso nunca mude”, mas digo que é melhor do que pegarmos em armas e resolvermos pela força e pela violência. Será que reagimos assim por sermos o país que é considerado o “coração” do mundo, a pátria do evangelho[1]? Saímos da ditadura militar sem uma guerra civil. Não acham que, em razão de nossa postura “pacífica”, não recebemos o auxílio divino para que as etapas de nosso aprendizado surjam? Fica aí a minha suspeita para vocês pensarem.
A decência de nosso povo não se resume ao samba nem na alegria de viver, mas de sabermos que somos capazes de, mesmo pobres, devolvermos bolsas de dinheiro perdidas aos seus verdadeiros donos; de termos ONGs, templos religiosos e trabalhadores voluntários que se dedicam efetivamente a auxiliar os mais necessitados; de vermos bons policiais que arriscam, todo dia a sua vida, recebendo um salário minguado, para fazer o seu trabalho por convicção de que eles podem fazer a diferença em um país ainda violento; por termos médicos que, mesmo em hospitais sem condições mínimas de trabalho, ainda se esforçam para salvar vidas e dar dignidade àqueles que os procuram; de vermos trabalhadores honestos diariamente superando longas distâncias para serem úteis e merecerem a sua remuneração no final do mês...
Vocês poderiam dizer que nem todos são assim ou que “os países mais avançados também fazem isso”, como se isso fosse desmantelar os meus argumentos. Mas, ao contrário, só me dá a certeza que estamos no caminho certo. Aqueles que não fazem têm o exemplo daqueles que fazem para aprender a fazer diferente, essa é a proposta da lei divina que nos rege.
Como eu estava dizendo, muitos são os bons exemplos, mas estes não são divulgados. E por que não? Porque afirmam os meios de comunicação que não é assunto que interessa ao público. Será mesmo? Quantos de nós já manifestam a insatisfação de deixarmos entrar em nossos lares o “lixo” produzido por essas programações?
Se não buscarmos querer enxergar aquilo que está ao nosso redor “com os nossos próprios olhos” (e não com os da mídia), essa onda que está nos levando de um lado para o outro, sem boia e sem leme, nos influenciará de tal forma que acabará com a nossa altoestima, com os nossos valores familiares e morais, com o nosso orgulho de sermos brasileiros... e aí, o que sobrará?
Hoje, estamos vivenciando uma verdadeira guerra velada dentro de nossa sociedade. Mas, essa guerra pode deixar de sê-lo se defendermos os nossos valores sem raiva e indignação, porque deixaremos de ver quem pensa diferente de nós como inimigo e poderemos achar um porto seguro, onde todos poderão repousar, não tendo que “aniquilar” ninguém, mas sim compreender as diferenças pelo diálogo e respeito.





[1] Xavier, Francisco Cândido. Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho (pelo Espírito Humberto de Campos).

A força do nosso pensamento

19:16 4 Comments A+ a-


A Humanidade não tem conhecimento do poder que o pensamento possuiu. Por isso, em razão de não darmos o devido valor ao seu potencial, construímos tantas doenças em nós. Pelo pensamento equivocado, trazemos para nós o desconforto, as tristezas, as angústias, as insatisfações que provocam o desequilíbrio orgânico que causa as doenças físicas.
Nós somos filhos do Supremo Criador e temos em nós o Seu DNA que nos dá a capacidade de construir o que quisermos no nosso mundo interior e ao redor de nós.
Tal capacidade nos dá condições de, devagar, mas com consistência, trazer ao nosso mundo interior a harmonia ou a desarmonia. Sendo a primeira, não precisaremos nos preocupar, mas, vivenciando a segunda, devagar e ininterruptamente, esta produz os elementos intoxicantes que maculam a integridade dos nossos corpos físico e perispirítico. Assim, por meio do pensamento negativo, o segundo corpo é atingido primeiramente, contaminando o primeiro, nos infectando duplamente.
É importante notarmos, porém, que não é da noite para o dia que essa construção se dá. Levamos um tempo para adoecer sob essas condições e isso é uma dádiva da providência divina. Entretanto, da mesma forma que levamos tempo para nos adoecer, precisaremos também de tempo para nos curar, porque o processo de “ida e vinda” que utilizamos é o mesmo. O ponto crucial aqui é que não nos enxergamos adoecendo porque as nossas atitudes vinculadas ao pensamento destrutivo podem até nos incomodar, mas não são vistas como algo preocupante porque são embasadas nas crenças que carregamos. Assim, temos a falsa visão de que adoecemos rápido, o que não é verdade. Levamos anos neste processo de enfermidade e queremos, em dias, a cura de nossos males.
Para vivermos em harmonia e em paz, precisamos cultivar os pensamentos positivos para que não intoxiquemos o nosso templo físico com os vícios inerentes às nossas paixões.
Um bom exemplo é o de uma pessoa ansiosa. Ela leva anos impactando o seu corpo físico e emocional com os seus temores e pessimismo até que se vê em uma crise de pânico. A partir daí, naturalmente, tentará buscar compreender o que a levou a este estado de dor e, compreendo a causa, mudar a sua construção. Essa pessoa, no entanto, não tem condições de mudar radicalmente o seu comportamento, mas poderá, com determinação, conhecer-se para depurar os seus pensamentos e atitudes, atingindo no seu tempo individual a sua cura interior. Friso que, nos casos mais graves, como o que mencionamos, deve-se associar o tratamento psíquico espiritualizado (busca do autoconhecimento e pensamentos construtivos) com o tratamento médico especializado, porque o organismo já estaria intoxicado de tal forma que o doente se sentiria incapacitado de lutar contra a sua enfermidade.
No mais, não poluamos o nosso mundo com incertezas que enfraquecerão quem somos, que enfraquecerão a nossa fé em Deus.

Sejamos positivos sempre porque estaremos, assim, sendo construtores divinos de nossa própria felicidade e cura interior. 

Qual é o peso do nosso fardo?

19:28 2 Comments A+ a-


Algumas experiências passarão sem nos apercebermos delas e outras, serão lembradas por um instante. Outras ainda, por toda uma vida carnal, mas algumas, irão muito além. Isso porque elas nos marcarão e se o fizeram, foi porque, positiva ou negativamente, nos chamaram a atenção para algo importante que há em nós.
Sendo assim, que relevância elas terão para nós? E quais delas serão consideradas verdadeiros fardos que preferiríamos não as ter vivenciado?
Primeiramente, precisamos entender o que é um fardo!
Desde quando eu comecei a estudar a doutrina espírita sempre pensei em fardo (= algo volumoso e pesado) como tudo aquilo que vivenciei (ou vivencio) que foi (ou é) ruim e que me trouxe (ou traz) desconforto de alguma forma, ou seja, sempre escutei a palavra “fardo” junto à ideia de alguma adversidade na vida do ser em crescimento!
Mas, quanto mais eu estudo e escuto a espiritualidade, quanto mais eu me aprofundo nos conceitos cristãos desta doutrina, mais eu percebo que fardo é nada mais nada menos do que a somatória de inúmeras experiências que me fizeram dar mais um passo para a minha evolução, independentemente de ter sido positiva ou não.
Assim, não podemos simplificar o fardo como se fosse somente as experiências que consideramos negativas, porque as positivas também nos fizeram amadurecer a visão das circunstâncias vivenciadas. Se não entenderam, eu explico: como posso pensar que o fardo é somente uma experiência negativa (e assim menosprezá-lo) se tudo o que eu vivo me acrescenta algo que me dá condições de me superar?
Todo fardo tem o significado de conjunto: fardo de cerveja, fardo de roupas, fardo de palha... Todos eles são formados por seus inúmeros elementos independentes, que, sendo iguais ou diferentes, juntos formarão o “fardo”. Também assim é a vida. Os fardos que enxergamos em nossas experiências são, cada um deles, um conjunto de todos os elementos que vivencio para superar determinada circunstância, com o qual vou amadurecer. E não conseguirei atingir o meu intento sem a somatória de todas elas: das boas ou não tão boas lições da vida.
Se assim é, porque acredito que os meus fardos são pesados? Porque, ainda, pela minha imaturidade, não enxergo o benefício dessas mesmas experiências e me agarro a ideia do peso reunido das circunstâncias que me atormentam o coração, não deixando as boas experiências trazerem leveza ao pacote inteiro.
Ainda, deixo de enxergar elemento por elemento, o que poderia aliviar o tal peso: “se o fardo de cerveja está muito pesado para transportá-lo, aquele que o carrega, pode encarregar-se de retirar do engradado as garrafas vazias para que o peso do fardo fique no limite de suas forças.” Nesta exemplificação, tento mostrar que, na maioria das vezes, somos nós que desejamos carregar um peso desnecessário ou tudo de uma só vez, mesmo quando já podemos escolher dar um fim imediato e útil a algumas experiências que as formam.
Quando nos incomodamos com determinadas situações, isso já é um sinal que poderíamos ter mudado ou deixado alguns desses elementos pelo caminho, mas por nossa livre escolha não nos desagarramos deles. Assim, vejamos: poderemos ser levados a vivenciar um relacionamento abusivo (por sabermos, inconscientemente, que ele será útil ao nosso crescimento), mas jamais estaremos presos a ele. Se estamos, é porque acreditamo-nos dele merecedores e não nos desapegaremos dele até que compreendamos essa verdade.
Em uma síntese, a cada dia, nos deparamos com inúmeras experiências que nos levarão a nos sentir felizes ou tristes, ansiosos ou esperançosos, indignados ou satisfeitos... Tais experiências serão por nós absorvidas como momentos de vivências, em cuja circunstância tivemos uma reação frente aos resultados conquistados. Poderemos abandonar várias posturas e empreender mudanças substanciais no nosso viver, mas para isso, haverá desgaste. Para cada resultado, daremos a nossa nota que estará intimamente ligada à nossa interpretação sobre aquilo que foi para nós bom ou não tão bom. Daí, nos vem a noção do peso de nossos fardos!
Que possamos entender que nada nos é trazido para retroagirmos em nosso caminhar, e que o objetivo da vida não é nos deixar alquebrados pelo caminho por carregarmos pesos excessivos, mas sim que aprendamos que tudo nos é (ou nos foi) útil e enquanto acreditarmos que os nossos fardos são formados somente das experiências “negativas”, as positivas jamais amenizarão os seus pesos.
Qual é o peso do nosso fardo? Aquele que desejarmos lhe dar.

O valor de uma vida

00:39 6 Comments A+ a-


Hoje, estamos vivendo um momento em que as pessoas estão se questionando, todos os dias, qual é o valor de uma vida (?).
Todos os dias, estamos nos deparando com seres humanos matando outros seres humanos por uns trocados, por um tênis, por um sorriso não dado, por um aborrecimento...
E, por conta disso, todos os dias, estamos nos escandalizando com a falta de humanidade dos seres ditos humanos!
Mas, o que mudou no mundo? Antes era diferente? Não, não era. Se olharmos para a história de nosso mundo, nós, seres humanos, nos matávamos desde sempre! A grande diferença é que antes isso não era importante, fazia parte da vida e nós não nos escandalizávamos como agora. Antes, ao contrário, até estaríamos juntos, massacrando vilas, estuprando as jovens virgens e assassinando, com requintes maiores de crueldade, os idosos e crianças indefesas.
O que nos diferencia dos seres humanos de outrora é que, agora, estamos no início de uma conscientização individual e coletiva do verdadeiro valor de uma vida. Em minha cidade, uma jovem médica, mãe, filha, sobrinha, amiga de muitos, foi assassinada e, segundo a polícia, à mando de seu ex-marido. Diante dos motivos expostos, ficamos todos comovidos e indignados e aguardando uma decisão justa para o caso em questão.
O ponto, porém, é que há muito pouco tempo esse tipo de violência que tinha como base motivos torpes ou fúteis eram muito comuns e a coletividade não reagia como está reagindo agora! Isso é evolução!
Estamos começando a compreender que a vida é preciosa, mesmo aquela que é de alguém que não conhecemos, que “não nos é cara”... simplesmente, por ser uma vida! Confesso que estamos nos mobilizando de uma forma ainda tímida, mas é um grande avanço vermos essa coletividade se pronunciar publicamente sobre tais caso e exigir alguma providência! E isso está se dando porque a tal violência está nos tirando de nosso conformismo milenar.
É comum ouvirmos algumas pessoas afirmarem que o mundo está pior, que estamos regredindo! Eu não acredito nisso! Estamos mesmo é ganhando consciência e essa consciência nos permite enxergar, com o auxílio da Luz do Divino Ser, ações de uma humanidade que, devagar, caminha para abandonar essa violência interior que ainda há nela. Essa Luz Bendita deixa às claras, para quem quer enxergar, aquilo que somos capazes de fazer, mas que já buscamos não colocá-lo em prática.
Estou aqui pensando: qual foi a reação de vocês ao ler isso?! Negaram serem capazes de atrocidades? Não se enganem dizendo que, hoje, vocês não seriam capazes de cometer uma infração grave ou um crime de alta periculosidade, porque somos capazes sim. É só termos motivos justificáveis para tanto. Acompanhem o meu raciocínio: para salvar alguém que amamos, mataremos aquele que o colocar em perigo! Podemos fazer isso? Pelas nossas leis, sim. Mas, não é um ato de violência? E ela não está em nós? Não a usaríamos (neste exemplo) justificadamente? Mas, a pergunta que não quer calar é: a vida do nosso ser amado é mais preciosa que a do ser violento e desconhecido? Para Deus não, mas para nós, ainda é, e tudo faremos para protegê-lo.
Apesar disso, já crescemos o suficiente para entendermos que a vida é importante, e somente atuaremos contrários a ela se justificadas forem as razões para tanto.
Jesus revelou uma regra de conduta que, se colocada em prática, nos leva a agir com retidão: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento! Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Ele colocou em poucas palavras tudo o que precisamos ouvir para o nosso crescimento: se amamos a Deus, estaremos amando e respeitando todas as suas criaturas e criações porque Ele está nelas, e, na medida certa do amor que já sabemos amar a nós mesmos, amaremos o próximo.
Por isso, aqueles que já entenderam que a vida é impagável, modificar-se-ão paulatinamente levando o exemplo para os que ainda não compreenderam, dando-lhes a chance para agir diferentemente. Para essa mudança, no entanto, afirma Jesus nesta passagem que será imprescindível que a nossa atuação seja, primeiro, de nós para conosco e, depois, direcionada ao próximo, porque não podemos dar aquilo que não temos.
Sob a ampulheta que conta os segundos divinos, atingiremos o nosso propósito.


Por dentro do jogo da vida

21:22 10 Comments A+ a-



Engraçado como a vida funciona! A gente se prepara para tantas coisas, mas as coisas nem sempre acontecem como a gente quer e, mesmo preparados para o que não queremos viver, quando chega o momento crucial de vivenciá-las, nos sentimos desamparados diante da quebra de nossas esperanças.
Tive a oportunidade de assistir um campeonato de jogos escolares e percebi que, mesmo sendo “do jogo” perder, não houve quem aceitasse, imediatamente, a derrota. Choro, desolação, culpas e arrependimentos... foi o que eu vi entre aqueles que não ganharam as suas partidas. Suas esperanças se foram e o momento do enfrentamento de si mesmos se fez presente, o que não aconteceu com os vencedores!
Felizmente, como em qualquer jogo, também vi união. Vi times inteiros se unindo para um consolo coletivo e individual. Vi jogadores desolados indo abraçar outros e dizendo aquilo que, certamente, também gostariam de ouvir. Vi solidariedade entre os times e o início de belas amizades entre aqueles que somente eram adversários em campo.
Como o esporte ensina! E ensina muito a todo mundo que quiser aprender!
Precisamos aplicar na vida aquilo que o esporte tem como premissa, mas nós, que crescemos, nos esquecemos... a confraternização sem interesse, a solidariedade entre vencedores e vencidos, porque a batalha é só lá dentro das quadras. Fora dali, somos apenas seres humanos em uma escola da vida.
Todos os dias, acordamos sem nos dar conta que a cada dia estamos entrando em mais um jogo, um jogo de aprendizado e de crescimento. Um jogo que faz parte de nosso dia a dia e que nos faz aprimorar a nossa capacidade de nos solidarizarmos com as dificuldades alheias, porque também as temos; um jogo que nos faz aprimorar a nossa capacidade para superarmos as derrotas, porque elas são somente instrumentos que nos dão maturidade para atingirmos patamares mais altos de compreensão sobre nós mesmos. Um jogo que sempre está a nos dizer que não existem derrotados, mas sim que devemos nos esforçar para participar das “jogadas” de superação a cada partida.
Ora, nenhum time consegue vencer todos os jogos todo o tempo. Antes dele ser quem é, precisou “perder” de alguém para se aprimorar e com isso “ganhar” as experiências que o fez ser um time vencedor. Ele precisou de adversários com experiências diferentes para que fosse exigido dele um aprimoramento de suas próprias qualidades.
Assim é a vida agindo sobre nós! Ela nos coloca frente a adversários competentes para nos ajudar no nosso amadurecimento. E, quando estivermos prontos, ela nos colocará frente a outros para podermos ser os adversários competentes que os auxiliarão a agir pela sua própria superação.
Para tanto, entendamos o nosso papel na vida do outro, porque as nossas escolhas e posturas servirão de exemplo para levá-lo a futuras vitórias ou a amargas derrotas. Não podemos nos iludir: para as primeiras, o louro da vitória também nos abraçará, somando-se aos nossos tesouros espirituais conquistados. Para as segundas, no entanto, o fel será o gosto que sentiremos se a nossa intenção não foi fraterna, porque o juiz desta partida (nossa consciência) não nos perdoará facilmente.
Enquanto não abandonarmos as viseiras que nos restringem a visão sobre o que é viver, jamais seremos verdadeiramente gratos a Deus pelas boas ou não tão boas experiências que nos elevam a condição de vencedores e filhos Dele na sua mais pura essência.
Determinação, superação, honestidade, fraternidade, solidariedade... qualidades inerentes àqueles que sabem bem jogar o jogo da vida!

Sejamos eles, então!

O que está nos afastando de nossa humanidade?

23:10 2 Comments A+ a-


Não quero falar, neste artigo, da dor dos suicidas que, vendo-se sem forças, optam por um caminho tão drástico e sem retorno. Não quero falar da cegueira que os consome, a ponto de não enxergarem a sua importância no mundo, nem que seja no mundo de um outro alguém!
Eu quero conversar sobre a dificuldade de algumas pessoas para sentirem o que uma outra sentiria caso ela estivesse na mesma situação vivenciada; dela não tentar compreender os sentimentos e as emoções do outro, não procurando experimentar de forma objetiva e racional, mas, na pequenez de nossos sentimentos, o que aquele indivíduo poderia estar sentindo.
Infelizmente, seja pela crise financeira que o mundo está passando (e aqui no Brasil não é diferente), seja pela corrida exacerbada em que todos nós nos metemos (onde se exige que o Ter é mais importante que o Ser), o número de pessoas insatisfeitas, desesperadas e desesperançosas ao nosso redor somente aumenta. Tais sensações e sentimentos podem nos fazer acreditar que não somos capazes de superar as dificuldades, que não há mais caminhos a serem trilhados, que não temos mais outras escolhas a fazer...
Tal é essa a realidade que, em 2015, foi criada uma campanha de cunho nacional chamada “Setembro Amarelo”, para que a conscientização e prevenção ao suicídio tomassem força e chamassem a atenção de muitos para essa triste realidade. Desde que ela começou, cada um de nós pôde compreender um pouquinho mais sobre esse assunto pois, até pouco tempo atrás, falar sobre isso era um “tabu” e não falar sobre isso significava não sabermos identificar ou como ajudar a quem precisava.
Que a dor dos nossos irmãos tem um motivo, todos nós sabemos, mas o que faz aquele que não vive essa dor menosprezar a dor alheia? Como podemos olhar para um irmão em desespero e dizer que tudo o que ele sente é “frescura”, que o que lhe falta é “vergonha na cara”, que ele é um “covarde” por não enfrentar a vida ou que o que ele quer “é chamar a atenção”?
Nenhum filho de Deus quer morrer. Essa é a verdade! Todos temos um senso de preservação pautado nas leis perfeitas e imutáveis do Pai. Para infringirmos tais leis, a dor sentida ou a sua incompreensão em nosso ser precisa ser imensurável e para chegar a tal ponto, leva tempo! Só isso já seria bastante para compreendermos que toda ação junto a um possível suicida tem que ser preventiva.
Mas, como agir preventivamente junto a este irmão se estamos nos anestesiando diante da dor alheia? Se não queremos compreendê-lo ou, pior, o criticamos veementemente com escárnio ante a sua tentativa ou efetiva ação?
Infelizmente, nestes últimos tempos, tive conhecimento de algumas tentativas de suicídio na minha cidade. Surpresa, ouvi, não uma nem duas vezes, quando alguém tentava se suicidar (e por isso “atrapalhava” o movimento da ponte movimentada em que estava), que “ele deveria escolher melhor o horário de fazer isso porque estava atrapalhando a vida de todo mundo”. Em outra situação, ouvi também que “ele deveria se jogar logo e não ficar fazendo drama”. Oh, meu Deus! No que, realmente, essas pessoas estão baseando a sua vida? Onde está a sua humanidade quando escarneia diante da dor alheia? Os bombeiros levaram, em uma dessas tentativas, três horas para demover tal pessoa de cometer aquele ato fatal e algumas pessoas, que queriam passar pela tal ponte, diziam que eles estavam “gastando” tempo demais! Fico eu a pensar que, se fosse um filho ou um dos pais daquelas pessoas, se elas não desejariam a mesma dedicação e o mesmo tempo “gasto” para socorrerem alguém que lhes é caro!
Essa vida é passageira e tudo o que estamos conquistando, materialmente falando, é mais passageiro ainda. Precisamos estar atentos para não nos perdermos na busca desenfreada dos tesouros equivocados, porque acumular somente os tesouros mundanos não nos salvarão de nossa consciência culpada quando a vida nos mostrar que aqui pobres chegamos e pobres poderemos retornar.
Que estejamos atentos às nossas necessidades, mas jamais cegos às necessidades do nosso próximo, porque aí também está a essência da conquista de nossos verdadeiros tesouros.
Valorizemos aquilo que nos dá o direito de sermos chamados de seres humanos: nosso raciocínio aliado às nossas emoções e sentimentos. São eles que nos fazem empáticos à presença e necessidade do outro e que nos demonstram, através de nossas ações, o quanto já nos adiantamos em nossa jornada evolutiva.
Valorizemos a vida como um todo, para que não percamos a nossa tão preciosa humanidade.

A opção mais fácil será sempre a de desistir?

23:25 6 Comments A+ a-


A vida é um emaranhado de experiências que são trazidas para nós, de maneira branda ou abrupta, a cada segundo de nossa existência. Elas podem ser consideradas boas ou não tão boas segundo a forma que as encaramos.
Quando essas experiências nos parecem nocivas, ruins, doloridas, nossa primeira reação é não gostar delas, desejar que elas acabem logo ou que nunca tivessem existido. O problema é que elas estão aí, na nossa frente, reais. Não temos como evitá-las, e se temos, na maioria das vezes, as enfrentaremos em algum outro momento, porque elas têm o nosso “DNA”, elas nos pertencem.
Isso é um castigo? Claro que não. Isso é somente uma construção nossa e somente nossa! Quando agimos no presente, construímos um reflexo de nossas experiências no futuro (próximo ou mais distante) para aprendermos algo que ainda não compreendemos em sua essência. Então, pensem comigo: eu, com raiva, desrespeito alguém, usando de seus defeitos físicos para maltratá-lo. Neste momento, demonstro que preciso compreender que não podemos massacrar sentimentos alheios e derrubar autoestimas somente porque fui contrariada. Então, crio em minha vida (que é eterna) um momento de aprendizado, necessário para mim, onde precisarei vivenciá-lo, porque ainda não percebi em meu ser o quão mal posso fazer a alguém com o meu verbo e escárnio.
Como a minha proposta evolutiva é crescimento, tenho metas a cumprir e são elas que me fazem autorizar a vida a reagir a cada ação equivocada minha (nas boas também), construindo concretamente os efeitos das minhas escolhas, bem como as reações advindas destes próprios efeitos.
O ponto fundamental é sabermos se estamos em um patamar evolutivo onde já compreendemos que essas construções e, por consequência vivências, sempre nos darão subsídios para que as utilizemos em outras tantas experiências que nos chegam, servindo, portanto, de instrumentos muito úteis para superarmos cada dificuldade, cada momento em que nos sentirmos incapacitados de enfrentá-las.
Se não estamos neste patamar, quando as vivenciarmos, naturalmente desejaremos não vivê-las e o caminho mais fácil para isso é tentarmos desistir daquilo que achamos que as provoca.
Vamos exemplificar: se eu tenho um sonho e, por circunstâncias várias, não consigo alcançá-lo no tempo em que eu programei, isso me contraria e me traz desconforto. Me convenço, portanto, que ele não é para mim e desisto dele. Se eu tenho um casamento que não é como eu sonhei, que a minha esposa não é perfeita e isso me desagrada, me convenço que esse relacionamento não é para mim e desisto dele... ou seja, numa atitude ainda imatura, escolho que tudo aquilo que me desagrada será descartado por mim e desistirei dele porque é o caminho mais fácil a seguir.
Mas, será que é mesmo o mais fácil?
Antes de continuar, faço um adendo aqui para deixar claro que não estamos afirmando que jamais devemos desistir de algo. Em muitos momentos é muito sábio não continuar a seguir por caminhos já percebidos por nós como equivocados. Devemos estar atentos para não “cairmos” por teimosia, tão somente.
Mas, seguindo o raciocínio, certo é que não é tranquilo buscar respostas internas para a solução dos problemas; não é fácil descobrir que temos uma participação ativa para que não atinjamos tal sonho; ou que, se mudássemos o nosso comportamento, poderíamos ter salvo o nosso casamento; não é fácil descobrirmos que ainda temos muito a aprender...
Vemos a dificuldade porque, se queremos crescer, teremos de fazer coisas que ainda não dominamos, tal qual a criança que, se não sabe ainda andar, terá que se colocar nas duas pernas para tentar e enfrentar as quedas pelo caminho até que tenha segurança para fazê-lo bem e sozinha.
Toda conquista exige nosso esforço para empreender mudanças significativas em nossa existência e, essas mudanças são sinônimo de trabalho íntimo. O grande segredo, porém, é descobrirmos logo que, quanto mais tempo levarmos para abraçar a tarefa, mais tempo nos colocamos frente às experiências que nos testarão para nos enxergar crescendo. É como terminarmos um relacionamento sem perceber que somos nós que precisamos nos lapidar emocionalmente. Levaremos essa sequela a cada relação, transformando-a sempre em algo não tão bom a ser vivenciado. No dia que percebemos o equívoco e nos modificamos positivamente possivelmente o próximo relacionamento terá enormes chances de dar certo.
A cada mudança enfrentada é uma conquista de bem estar a ser vivida.
Perseverar não é fácil, mas desistir também não é. Estaremos sempre vivenciando as consequências de cada escolha que fizermos. Que façamos as melhores escolhas que a nossa experiência nos possibilita.

Acreditemos em nós, acreditemos na sabedoria da vida.

Estamos de volta!

22:34 0 Comments A+ a-



Amigos,

Nosso recesso acabou e estamos de volta com muita disposição. Essa semana estaremos postando mais um artigo com muito carinho e vontade de aprender sempre mais.

Aguardem!

Abraços fraternos.

Recesso Rápido! Já voltamos!

06:00 0 Comments A+ a-


Amigos,
vou precisar me ausentar um pouquinho... mas, é rápido!
Enquanto isso, não deixem de ler os outros artigos... é só clicar aí do lado nos "Arquivos do Blog" que vocês encontrarão temas super legais para um bom pensar.
No mês de setembro, eu já estou de volta, por isso, nos reencontraremos logo, logo.

Abraços fraternos.
Adriana Machado

ORAÇÃO, UM INSTRUMENTO DE CONSOLO E AUXÍLIO

22:54 6 Comments A+ a-

O que é a oração? 
É um instrumento de auxílio que nos traz conforto e paz.
Há mais de 2000 anos, Jesus nos ensinou que, através da oração, poderíamos conversar com Deus. E não há nada mais gratificante do que estar em sintonia com o Pai Criador. Quando nos damos a oportunidade de sentir o Deus Vivo em nós, não há maior presente!
Jesus nos deu uma dica interessante:
que, em nossas orações, primeiro, agradecêssemos e, só depois, pedíssemos. E é muito simples a explicação: agradecer primeiro porque, se tivermos consciência das bênçãos recebidas, teremos condições de saber o que nos falta para pedir.
Mas, por que pedir?
Porque ainda necessitamos nos focar naquilo que entendemos ser importante para nós. Se pedimos, nos esforçaremos para atingir os nossos sonhos, acreditando que teremos, junto a nós, o Pai que sabe o que é melhor para nossa vida. Assim, não recebendo o que almejamos, apesar de todo o nosso esforço, poderemos entender que isso se deu porque Deus sabe o que faz. Para muitos, esse é o impulso que precisamos para caminhar.
Oremos, então! Oremos com fé e determinação. Oremos com a certeza de que o nosso caminho é sempre guardado pelo Pai Soberano e que todas as experiências que tivermos terão um objetivo útil: o nosso crescer.

Somos donos ou pais dos nossos pets?

17:36 0 Comments A+ a-


Primeiramente, quero deixar claro que este artigo não foi elaborado para criticar quem quer que seja. Nosso objetivo será sempre buscar raciocinar nossas ações e posturas diante da vida. Então, vamos nos dar a oportunidade de pensar sobre o assunto... 
Não é novidade o quanto os donos de animais domésticos (inclusive eu) são ligados aos seus bichinhos. Não é segredo também que, na atualidade, são muitos os donos de pets que estão mais e mais ligados a eles por laços de amor e carinho, chegando alguns até a “exagerar” nesse amor.
Acredito que isso se dê por que da mesma forma que amamos, os pets também nos amam... e, “vamos e convenhamos”, como estamos necessitados de sermos amados!
Ter um animal de estimação é terapêutico. Muitos profissionais aconselham a adoção deles para que nos acalmemos, nos desestressemos das atividades do dia a dia.
Diante de tantas vantagens, porque não ter um Pet?
O problema é: será que estamos pensando neles quando resolvemos que os queremos como “filhos”?
Infelizmente, pela nossa falta de conhecimento, acreditamos que não fazemos nenhum mal a eles. Segundo os especialistas dessa área, quando o ser humano começa a humanizar os seus pets, ele traz enormes prejuízos para os seus bichinhos! Quando agimos desta forma, esquecendo que são animais e que cada um deles tem necessidades próprias de suas espécies, retiramos deles os reflexos de sua natureza e os tornamos inseguros, agressivos, desobedientes ou manipuladores.
Pensemos no cachorro como exemplo: eles vivem em bando e têm, como característica de sua espécie, um líder. Quando o humano o adota, ele entende que entrou para um bando onde o humano é o seu líder. Entretanto, quando este tenta humanizá-lo, o cachorro deixa de vê-lo como líder e se vê obrigado a abraçar tão posição, o que pode trazer distúrbios na relação entre o dono e seu cachorro. Então, ele não atende aos comandos; estraga móveis e objetos do lar; faz o que quer em casa; não acompanha, mas sim, puxa o seu dono nos passeios...
Toda essa confusão pode ser evitada se o humano abraçar o seu papel de dono do seu animalzinho tão amado.
Mas, porque não agimos assim? Porque estamos querendo humanizar os nossos pets?
Acredito que é porque vivemos um momento em que nós não estamos sabendo lidar com o próximo. Estamos arredios, desconfiados, temerosos... de sermos magoados, de sofrermos decepções... ao aceitarmos o outro na nossa vida!
Já é uma realidade a inversão dos papéis entre pais e filhos. Muitos especialistas estão chamando a atenção dessa geração de pais que estão criando verdadeiros déspotas (é essa expressão mesmo que usam!) na figura de seus filhos. São crianças que não sabem aceitar um “não”, não têm limites, são tiranas e não sabem lidar com as frustrações normais de uma vida que exigirá delas, sabiamente, crescimento.
Isso se torna uma bola de neve rolando ladeira abaixo! Quanto mais vemos filhos dos outros desobedientes, mais desejaremos não tê-los em nosso lar. Então, os futuros pais interpretam que toda criança dá trabalho e que não vale a pena tê-las! Ledo engano!
Mas, como somos seres amorosos, precisamos dar e receber amor. Então, descobriu-se que a melhor fonte de amor são os pets que se doam por inteiro ao seu dono e não pedem quase nada em troca.
Parece bom, não é? Mas, o que está acontecendo é que, muitos donos estão se perdendo neste caminho também, acreditando que o seu pet tem as mesmas necessidades que uma criança teria, por exemplo.
Eu me lembro quando eu pedi para um especialista de comportamento animal vir conhecer a minha gatinha, porque ela estava “terrível”. Nesta visita, ele me esclareceu muitos pontos, inclusive que minha família precisava mudar o comportamento que tínhamos com ela e que ela não era portadora de sentimentos humanos! Estávamos com medo dela ficar magoada com a dica de adestramento dada por ele e falamos isso. Ele com um sorriso no rosto, nos esclareceu que o animal não é humano e que esse sentimento não é de sua natureza. Ele pode se afastar de você por um momento quando você pisa em seu pé, por exemplo. Mas, será só a dor parar que ele voltará ao seu convívio.
Claro que, se o dono o espancar diariamente, o seu pet terá medo dele. Neste caso, o bichinho não terá mágoa, mas medo (advindo de seu instinto de sobrevivência), que pode ser demonstrado com uma atitude agressiva de mostrar os dentes e rosnar para o seu dono para se defender.
Precisamos, portanto, escolher o melhor caminho a seguir (e que possa atender a ambos, dono e animal) porque os nossos bichinhos estão sob a nossa responsabilidade e, como tutores deles perante a Providência Divina, teremos de prestar contas de como agimos com eles.
Amemos nossos bichinhos, mas não tiremos deles aquilo que nos cativou quando o adotamos: deles serem e agirem como animais.