Quais sentimentos e emoções deixamos que nos guiem?

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Hoje, gostaria de trazer à baila esse tema, mas sem querer esgotá-lo!

Sei que podemos, de antemão, pensar que muitos são os sentimentos e as emoções que nos guiam e eu não discordo de maneira nenhuma dessa afirmativa.

Dependendo de como estamos, alimentaremos mais um do que outro sentimento, mais uma do que outra emoção. Mas, analisando, em média, qual é o sentimento ou a emoção que estamos deixando ser o nosso guia, o nosso líder?

Tenho certeza que todos estão buscando, em suas mentes e em seus corações, quais foram as últimas reações diante das experiências de vida: como acordaram, como se integraram com os familiares, com as pessoas estranhas ou do trabalho que estiveram com vocês durante o dia...

Se estão fazendo isso, já posso garantir-lhes que um dos objetivos que tinha com esse texto já estou alcançando. Ponto para mim :)

Quando flagramos os sentimentos e as emoções positivas ficamos satisfeitos (e devemos ficar mesmo), porque é uma vitória para todos nós. Mas, e quando percebemos que não fomos tão bons assim desde o acordar ou desde o início da semana ou da “vida”? Então, está na hora de percebermos se sabemos o que é “estarmos agindo bem”.

Vamos por partes.

Parem e pensem por alguns segundos quais as atitudes do dia a dia que vocês consideram condizentes com “estarem agindo bem”:

Acordarmos agradecendo a Deus, seria uma? Encontrarmos um vizinho no elevador e darmos bom dia, seria outra? E nos aborrecermos pela atitude de um amigo? Chegarmos em nosso trabalho e interagirmos com os colegas, pode ser considerado bom? E, por fim, ao final de cada dia, analisarmos a nossa performance diária?

Então, quais foram as respostas que vocês deram?

Acredito que, com exceção da “nos aborrecermos pela atitude de um amigo”, todas as demais vocês apontariam como atitudes positivas. Para a única exceção, a maioria, poderia considerar uma reação negativa e até poderiam se sentir culpados por agirem dessa forma.

Bem, até certo ponto vou concordar com vocês, mas até certo ponto. Vou dizer porque: todas essas atitudes que descrevemos são realizadas por nós com base em nossas crenças, costume ou educação. Qual o problema? Nenhum! Mas, pensem comigo: de todas as que mencionei, se os nossos sentimentos ou emoções não estiverem em sintonia com o nosso bem estar ou o do próximo, poderemos estar sendo regidos por sentimentos ou emoções não tão boas.

Eu explico: não adianta acordar agradecendo a Deus por mais um dia se os meus sentimentos ou emoções não estiverem gratos pelo presente; não adianta chegarmos no trabalho e interagirmos com os colegas, se nesta interação os nossos sentimentos ou emoções estiverem numa batalha constante para aceitar as diferenças de ideias e posturas alheias; não adianta analisarmos a nossa performance diária, se só nos fixarmos no que fizemos de não tão bom! O engraçado disso tudo é que, quando nos aborrecemos com o nosso amigo, nós estamos sendo muito mais honestos conosco e, por isso, nos damos mais chance de trabalharmos o que nos parece estar errado!!

Sei que vocês podem estar pensando que estou sendo radical e que poderia ver o lado bom de já estarmos agindo certo para encontrarmos a tranquilidade de nosso mundo interior. Tenham a certeza que eu também penso dessa forma, mas, gostaria de fazê-los pensar um pouco mais sobre não podermos esconder de nós o amor, a satisfação, a frustração, a raiva, o ódio, a inveja que temos, mas que a nossa educação, cultura ou crença nos leva a agir como se eles não existissem ou que a roupagem de cada um deles fosse diferente da que sentimos!

Então, o que adianta agradecer a Deus se é frustração que sinto ao acordar e ter de enfrentar mais um dia de vida? O que adianta interagirmos com as pessoas ao nosso redor, se em nosso coração nos sentirmos sós, deprimidos? O que adianta não aceitarmos os nossos esforços diários, somente nos cobrando posturas inalcançáveis para aquele (nós) que está ainda em fase de crescimento interior?

Diante dessa realidade, verificamos que os sentimentos que estão nos regendo, acobertados pela nossa falta de visão interna, não estão nos trazendo paz! Estão a nos levar a um turbilhão de emoções conflitantes que nos darão oportunidade de crescer sim, mas com uma pitada da dor característica destes conflitos.

Precisamos saber quais os reais sentimentos e emoções que borbulham em nosso ser, para que possamos trabalhá-los e viver a vida com a leveza e a determinação do simples caminhante que vive a sua vida com o objetivo de chegar ao seu destino.


Pensemos todos nisso!