ACREDITAMOS NO PAI?

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“Tudo que Henrique lhe ensinou sobre Deus se perdeu com a sua 
morte. Foi com o seu nascimento que Onofre começou a acreditar que
 Deus poderia ser um Pai Misericordioso; foi o seu sorriso e o seu 
amor singular de criança inocente que levaram ao coração do homem
 tão endurecido pela vida a certeza de que Deus estava dando a ele
 uma segunda chance de ser feliz. 

Agora, ele não acreditava mais em Deus. Não poderia,
 pois Ele, novamente, havia tirado tudo o que mais amava, 
deixando-o sem esperanças.” 


Sabe, toda a minha vida eu sempre afirmei que eu acreditava em Deus e até O adorava ante a visão que tinha sobre o Ser Supremo que nos ama como um pai, segundo Jesus dizia.

No entanto, hoje, olhando para trás, eu começo a duvidar se realmente eu acreditava Nele como eu afirmava!

Entendam o que eu vou dizer: eu SEI que Ele existe, mas penso que, até muito pouco tempo atrás, eu não sabia quem Ele era para mim.

Esse Deus que sempre afirmei ser um Ente Supremo, que tudo sabia, que tudo via, que tudo faria por nós, Seus filhos... Este Deus, eu não O conhecia!

E sabe como eu descobri isso? Quando eu, mais velha e experiente, passei por adversidades que me fizeram mostrar que eu não confiava Nele, que eu não entregava a minha vida para Ele para que Ele fizesse o que quisesse comigo, segundo a Sua vasta experiência e sabedoria.

A cada lágrima de revolta sorvida em razão das adversidades e que eu elevava o meu pensamento a Ele e O questionava “porque comigo?”, “o que eu tinha feito de errado?”, demonstrava a minha total falta de compreensão sobre Aquele que eu dizia que tinha todo o direito de reger a minha vida.  

E tudo isso começou, uma vez, ouvindo um espírito falar sobre Deus: ele me fez perceber a minha total falta de compreensão dos meus sentimentos sobre Ele. É engraçado como aquele momento foi marcante para mim. Senti como se algo tivesse sido, finalmente, encontrado e que agora tudo seria diferente! Dramático, não? Mas, é verdade. 

É claro que ainda muito estou aprendendo sobre isso. Ainda me flagro questionando a Deus, mas agora consigo rir de mim quando termino o meu interrogatório e percebo que ainda muito tenho a caminhar. O importante é que, depois de me flagrar neste estado de “revolta” (mesmo que branda), eu sinto que um peso deixou de estar sobre os meus ombros, porque tal sentimento era baseado em eu achar, lá no meu profundo ser, que Ele não me amava! Sim, resquício de um ensinamento de séculos, onde se dizia que Deus nos punia quando fazíamos algo errado ou não O estávamos agradando. 

Liberte-se!

Precisamos nos libertar desses conceitos ultrapassados. Jesus já tentou nos esclarecer, há dois mil anos (!), sobre as verdades divinas e ainda não entendemos o que Ele nos falou. 

Deus não nos pune. E, se fizesse, não precisaria agir porque nós já fazemos isso muito bem (rsrsrs), quando acreditamos que não fazemos nada direito, quando acreditamos que não somos bons o suficiente.

Que possamos compreender que são as nossas ações que constroem as nossas experiências futuras e que estas ainda são por demais amenizadas por não termos condições ainda de compreender as nossas imperfeições.    

Deus nos dá muitas bênçãos que estarão conosco todos os dias de nosso viver. 
Se pudermos abrir os nossos olhos para enxergarmos tais presentes, compreenderemos que, podemos viver momentos turbulentos, mas Ele estará nos dando âncoras para que não nos sintamos soltos ao balanço das ondas das adversidades.

Não deixemos, portanto, de usar essas âncoras que, se nos foram presenteadas por Deus, se farão por demais necessárias naqueles momentos de grandes aprendizados. Lembremos, no entanto, que somente elas não são suficientes. Também teremos de levantar ou abaixar as velas, para que não as tenhamos despedaçadas ao final dessas tempestades. 

Que tenhamos todos a certeza que Deus jamais nos abandona, principalmente quando estivermos vivenciando a dor em nosso coração. Como sempre, Ele nos manda o Seu Filho que nos ampara e diz: 

“Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e,
 fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em
 secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te
 recompensará publicamente.
E, orando, não useis de vãs repetições, como os
 gentios, que pensam que por muito 
falarem serão ouvidos.
Não vos assemelheis, pois, a eles; 
porque vosso Pai sabe o que vos é necessário,
 antes de vós lho pedirdes.

(Mateus 6:6-8)